Chico Buarque lança registro ao vivo do show “Que tal um samba?”

Registro do show chega às plataformas digitais editado em CD duplo e DVD, pela Biscoito Fino

 

Ouça o álbumhttps://orcd.co/quetalumsambaaovivo

 

Assista ao clipe de “Meu Guri”: https://www.youtube.com/watch?v=ctIQByUHJe4

 

Em 2022, Que tal um samba? fazia um convite hedonista no meio da travessia de horrores. Chico Buarque propunha um samba para o desconjuro da maré de fascismo e pandemia, ou de pura “demência”, e nos fazia pensar em sua trajetória renovadora nesse gênero musical. Outra vez, Chico condensava a história do samba e a volta por cima da história, prevista por ele entre pavores e prazeres, como se desafiasse o país a evoluir junto com a sua linha melódica. Nas imagens do banho coletivo de sal grosso, os jogos poéticos buarqueanos absorviam a língua das ruas, com rimas engenhosas, e punham a negritude e a cultura popular como obstáculos à “força bruta”.

 

O que temos com o DVD e o CD duplo e digital Que Tal um Samba? (Ao Vivo), gravados pela Biscoito Fino no Vivo Rio em 3 e 4 de fevereiro de 2023, disponíveis a partir de 24 de novembro, é a resposta de Chico Buarque a essa travessia de “inferno e maravilhas”, recorrendo ao seu cancioneiro de voo universal, uma janela ampla para o mundo. No roteiro de 31 faixas, o compositor reúne músicas sem rugas do tempo e de significados novos quando espelhadas umas nas outras, acentuando o desenho de sua arte inclinada a inumeráveis jogos de armar. Todas as canções de longa idade ganham expressão inédita em sua releitura dinâmica. Para mover a história, Chico dispõe de canções de dimensão social e individual, política e romântica, dentro de uma poética transformadora da lírica brasileira. Essa mestria se confirmou ainda outro dia com Tua cantiga, seu lundu com Cristovão Bastos, uma aliança de forma ancestral e linguagem moderna.

 

O show Que Tal um Samba? reflete seu tempo histórico numa poética atemporal e reafirma o impulso de Chico Buarque em redimir os humilhados e as belezas de uma civilização ameaçada. Não há desconversa. As tensões surgem com Todos Juntos, sua versão para a peça infantil Os Saltimbancos (Sergio Bardotti e Luis Bacalov), Passaredo (com Francis Hime), Sinhá (com Edu Lobo), AssentamentoBancarrota Blues (outra com Edu), O Meu GuriAs CaravanasDeus lhe Pague e Que tal um samba?. Nessas canções, encaixadas em pontos exatos, sobrevoamos o medo ambiental, a crueldade fundadora do Brasil, o esculacho na população negra, o ressentimento dos injuriados e a maternidade trágica das periferias. Mas aflora a reação aos desconcertos. E a brisa de Bom Tempo.

 

Algumas canções causam estranheza por remeterem menos ao passado em que foram compostas do que à inquietação com o futuro. Mar e Lua, o retrato dramático de um amor lésbico, do álbum Vida (1980), renasce nova em folha num período de cerco e repressão a casais homoafetivos. Pouco a pouco, Chico reitera as ideias e imagens de Sinhá e As Caravanas, das mais fortes canções da música brasileira contemporânea, lançadas nos discos de 2011 e 2017. Ele não esquece, porém, a trilha amorosa e o próprio fato de sua obra ser uma razão do nosso encanto pelo mundo, bem como um parâmetro de beleza e verdade na língua portuguesa. Assim, não sem espanto, chegamos à virtuosidade de Noite dos MascaradosSem FantasiaJoão e MariaBiscateChoro BandidoSob MedidaBastidoresImaginaSamba do Grande AmorBeatriz e Injuriado.

 

Na turnê, ao dividir o palco com Mônica SalmasoChico estreitou o diálogo da cantora paulista com a sua obra, manifestado em álbuns como Voadeira (1999) e Noites de Gala, Samba na Rua (2007), este último totalmente dedicado ao repertório buarqueano, com uma regravação modelar de Beatriz. Um ano antes, no álbum Carioca (2006), Chico convidara Salmaso a participar da faixa Imagina, uma de suas parcerias com Tom Jobim. Desde 1975, o ano do disco e show com Maria Bethânia, o compositor não dividia um projeto com uma intérprete.

 

A presença de Salmaso estimulou as expressões teatrais de Chico, mais solto nos duos e solos, e ergueu uma ponte entre a alma carioca do compositor e a musicalidade dos paulistas. Em mais de um plano, o show festeja o canto feminino, pois ainda homenageia Gal Costa (1945-2022), evocada em Mil Perdões, e Miúcha (1937-2018), com Maninha, o mergulho ficcional do cantor na infância com a irmã, além de tudo sua cúmplice nos primeiros estudos do violão da bossa nova.

 

Chico entra em cena no momento em que Salmaso canta Paratodos, uma tirada de chapéu à sua genealogia musical e um evoé aos mestres do futuro. Sem alarde, Paratodos marca outro vínculo, o de Chico com o maestro Luiz Cláudio Ramos, tradutor discreto e profundo de sua cabeça musical, continuando um diálogo iniciado há 50 anos, na gravação de Bárbara para o disco Calabar (1973), que teve arranjos de Edu Lobo. Adiante, Ramos ajudou a conceber as harmonias do show de Chico & Bethânia e fez o arranjo para orquestra de Mulheres de Atenas, em Meus Caros Amigos (1976). No Chico Buarque de 1989, ele elaborou a maioria dos arranjos, mas só a partir de Paratodos (1993) assumiu a direção musical dos discos e shows. Sua colaboração ressalta as afinidades harmônicas com Chico e o entendimento de seu processo criativo.

 

Esse período de felicidade musical, sob a regência de Luiz Cláudio Ramos (arranjos, guitarra e violão), inclui a banda formada por João Rebouças (piano e cavaquinho), Jorge Helder (baixo, violão e bandolim), Jurim Moreira (bateria), Chico Batera (percussão), Bia Paes Leme (teclado e voz) e Marcelo Bernardes (sopros).

 

Na cenografia de Daniela Thomas, 25 imagens de fotógrafos brasileiros – Araquém AlcântaraSebastião SalgadoThereza EugêniaCristiano Mascaro, entre outros – traduzem a imaginação dos temas buarqueanos. A escuta contemporânea de música, quase sempre sem atender à ordem ou integridade de um álbum nos aplicativos de celulares, não apaga a importância de discutir o pensamento de um show. E o registro em vídeo ajuda a prolongar a experiência de um espetáculo musical em sua complexidade.

 

Em 1968, num texto publicado no fervor dos festivais, Chico afirmou que “a música brasileira, ao contrário de outras artes, já traz dentro de si os elementos de renovação”. No pós-bossa nova, como brilhante discípulo de Tom Jobim, ele encontrou no samba um chão fertilizado para seu sopro moderno. Aos 79 anos, pode operar a renovação mobilizando seu próprio repertório, um continente a ser revirado. Dois álbuns anteriores ressoam no cd ao vivo. De Francisco (1987), saíram As minhas meninasBancarrota Blues e O velho Francisco. E de Paratodos vieram Choro bandido (com Edu Lobo), BiscateFuturos amantes, além da faixa-título do disco. Nesses pontos de sua discografia, apesar das diferenças evidentes na sonoridade, emergem a revisão crítica da tradição e o autorretrato real ou imaginário do artista no tempo.

 

Do coração de uma obra que revisa a si mesma, seu olhar se expande para o mundo. Que tal um samba? foi ao mar, ao batuque, ao futebol, à pele escura da Beleza pura, de Caetano Veloso, e desmantelou a “força bruta” antes purgada em Cálice. Na apresentação ao vivo, Chico incorpora citações do Samba da Benção, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, e do Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi, situando o gênero na vanguarda da alegria saneadora. Sua consciência histórica assume lugar na filiação ao samba.

 

Que Tal um Samba? (Ao Vivo) resultou de uma intervenção crítica na música e na história. Em seu arco de cores, o canto de Chico Buarque preserva a suavidade na expressão de violências e explora as inflexões da fala. Impossível não lembrar sua canção Tempo e Artista, em que “o velho cantor, subindo ao palco/ apenas abre a voz, e o tempo canta”. Nesse show, o tempo cantou uma vez mais por Chico e desatou muitos nós na garganta.

 

CLAUDIO LEAL, Jornalista

Novembro de 2023

 

Ficha Técnica do show “Que tal um samba?”

 

BANDA

Direção Musical, Arranjos, Regência, guitarra e Violão – Luiz Cláudio Ramos

Piano e cavaquinho – João Rebouças

Baixo, violão e bandolim – Jorge Helder

Bateria – Jurim Moreira

Percussão – Chico Batera

Teclado e voz – Bia Paes Leme

Sopros – Marcelo Bernardes

EQUIPE SHOW

Cenário: Daniela Thomas

Desenho de Luz – Maneco Quinderé

Figurinos – Cao Albuquerque

Cenógrafos assistentes – Emilia Merhy e Samuel Antero

Assistentes de figurino – Mariana Correia e Marta Zollinger

Operação de Luz – Thomas Hieatt

Operação de Monitor – Rogério Gazzaneo

Operação de PA – José Carlos Iannacconi

Operação de vídeo – Marcio Vilas Boas/André Marcondes

Roadie – Vadinho Prado

Técnico de som – Wallace Carvalho da Silva

Administração – Dadá Maia

Secretária Executiva – Márcia Leitão

Assistente Secretária Executiva – Graça Brilhante

Direção de Comunicação & Marketing – Mario Canivello

Assessoria de Imprensa – Alan Diniz

Produção Mônica Salmaso – Carla Assis

Produção Executiva – Ricardo Tenente Clementino

Produção artística – Marola Edições Musicais

Uma produção Vinicius França

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: Assessoria Biscoito Fino – Coringa Comunicação

#SIGA NO INSTAGRAM
Hoje, 20/09, é aniversário do cantor e compositor Wander Wildner @wildnerwander que completa 67 anos.

Foi integrante da banda Os Replicantes 

Foto 📷 @natrilha.van 

#wanderwildner #happybirthday #Boomerangmusic
Hoje, 20/09, é aniversário dos irmãos Matthew e Gunnar Nelson que completam 67 anos.

Fundadores da banda Nelson @nelson_band 

#nelsonband #boomerangmusic
Em 20/09/2005, há exatamente 21 anos atrás era lançado o 9° álbum de estúdio da banda Bon Jovi @bonjovi "Have a Nice Day".

Integrantes:

Jon Bon Jovi - vocal principal, guitarra de apoio
Richie Sambora - guitarra principal, vocal de apoio
Tico Torres - bateria
David Bryan - teclado, vocal de apoio

Músico adicional

Hugh McDonald - baixo, vocal de apoio
Leonard Cohen - piano(ao vivo

Track listing

1. Have A Nice Day
2. I Want To Be Loved
3. Welcome To Wherever You Are
4. Who Says You Can’t Go Home
5. Last Man Standing
6. Bells Of Freedom
7. Wildflower
8. Last Cigarette
9. I Am
10. Complicated
11. Novocaine
12. Story Of My Life
13. Dirty Little Secret

#bonjovi
#haveaniceday #boomerangmusic
Em 20/09/2003, há exatamente 23 anos atrás era lançado o primeiro álbum ao vivo da banda Charlie Brown Jr. @charliebrownjr "Acústico MTV"

Gravado nos dias 05 e 06 de agosto de 2003, no Teatro Mars, em SP.

Produzido por Tadeu Patolla @tadeupatolla 

Integrantes:

Chorão: vocal
Champignon: baixolão e vocal de apoio
Marcão Britto: violão
Renato Pelado: bateria

Músicos convidados

Tadeu Patolla: violão
Daniel Ganjaman: teclados em "Samba Makossa"
Uruca de Santos: harmônica em "Samba Makossa"
Participações especiais
editar
Marcelo D2 em "Samba Makossa"
Marcelo Nova em "Hoje"
Negra Li em "Não é Sério"
RZO em "A Banca (Ratatá é Bicho Solto)"

Tracklist:

1 Quebra - Mar
2 O Que é da Casa é da Casa -  Papo Reto (Prazer é Sexo O Resto é Negócio)
3 Zóio de Lula
4 Vícios e Virtudes
5 Hoje
6 O Preço
7 Tudo Pro Alto
8 Não Uso Sapato
9 O Coro vai Comê!
10 Tudo O Que Ela Gosta de Escutar
11 Não É Sério
12 Vinheta Beat Box II - Como Tudo Deve Ser
13 A Banca ( Ratatá é Bicho Solto )
14 Samba Makossa
15 Quinta - Feira
16 Só Por Uma Noite
17 Oba, Lá Vem Ela
18 Tudo Mudar
19 Proibida Pra Mim (Grazon)
20 Charlie Brown Jr

#acusticomtv #charliebrownjr #Boomerangmusic
Em 20/09/2019, há exatamente 7 anos atrás era lançado o 5° álbum de estúdio da banda Keane @keaneofficial "Cause And Effect".

Keane

Tom Chaplin – vocais, guitarra
Tim Rice-Oxley – piano, sintetizadores, backing vocals
Richard Hughes – bateria, percussão, backing vocals
Jesse Quin – baixo, piano, backing vocals

Tracklist:

1. You’re Not Home 
2. Love Too Much 
3. The Way I Feel 
4. Put The Radio On 
5. Strange Room 
6. Stupid Things 
7. Phases 
8. I’m Not Leaving 
9. Thread 
10. Chase The Night Away 
11. I Need Your Love 
12. New Golden Age 
13. Difficult Year 
14. The Way I Feel 
15. Stupid Things 
16. I'm Not Leaving

#Keane #causeandeffect #boomerangmusic
Em setembro de 1991, há exatamente 35 anos atrás era lançado o 6° álbum de estúdio da banda Os Paralamas do Sucesso @osparalamas "Os Grãos".

Os Paralamas do Sucesso

Herbert Vianna: voz, guitarra e teclados; conceito da capa; produção (como Teabag V)
Bi Ribeiro: baixo; conceito da capa
João Barone: bateria, percussão e programação; 

Músicos convidados

Chico Neves: sequenciador em "Tribunal de Bar"
Liminha: sequenciador em "Sábado" e "Ah, Maria"; guitarra em "Sábado"
João Fera: teclados em "Sábado", "O Rouxinol e a Rosa" e "Dai-nos"
Monteiro Jr: saxofone e flauta em "Sábado", "Os Grãos", "Carro Velho", "Vai Valer" e "O Rouxinol e a Rosa"
Senô Bezerra: trombone em "Sábado", "Os Grãos", "Carro Velho", "Vai Valer" e "O Rouxinol e a Rosa"
Demétrio Bezerra: trompete e flugelhorn em "Sábado", "Os Grãos", "Carro Velho", "Vai Valer" e "O Rouxinol e a Rosa"
William Magalhães: piano elétrico em "Tendo a Lua"
Carlinhos Brown, Léo Bit Bit, Tripé: percussão em "Carro Velho"
Jacques Morelenbaum, Márcio Mallard: violoncelo em "Vai Valer" e "A Outra Rota"
Denver Campolino: contrabaixo em "Vai Valer"
Arlindo Penteado, Frederick Stephany: viola em "Vai Valer" e "A Outra Rota"
Hindemburgo Pereira, Murillo Loures: viola em "A Outra Rota"
Carlos Eduardo Hack, Gian Carlo Pareschi, José Alves, José Dias de Lana, João Daltro, Paschoal Perrotta: violinos em "Vai Valer" e "A Outra Rota"
Aizik Geller, Alfredo Vidal: violinos em "A Outra Rota"
Fernanda Abreu: vocal em "Trac Trac"
Fito Páez: órgão e piano em "Trac Trac" e "A Outra Rota"; vocal em "Trac Trac"
Fábio Fonseca: teclados em "Trac Trac" e "Não Adianta"
Mário P.C: sax barítono em "O Rouxinol e a Rosa"

Tracklist:

1. .Tribunal de Bar (Herbert Vianna / Bi Ribeiro)
2. Sábado (Herbert Vianna)
3. Tendo a Lua (Herbert Vianna / Tetê Tillet)
4. Os Grãos (Herbert Vianna / Demétrio Bezerra)
5. Carro Velho (Herbert Vianna)
6. Vai Valer (Herbert Vianna)
7. Trac Trac (Track Track) (Fito Páez / Versão: Herbert Vianna)
8. O Rouxinol e a Rosa (Herbert Vianna)
9. A Outra Rota (Herbert Vianna)
10. Dai-Nos (Herbert Vianna)
11. Ah, Maria (Herbert Vianna)
12. Não Adianta (Herbert Vianna)
13. Trinta Anos (Herbert Vianna)

#osparalamasdosucesso
Em setembro de 1982, há 44 anos atrás era lançado o 4° álbum de estúdio da banda Dire Straits "Love Over Gold".

Dire Straits

Mark Knopfler – vocals, guitars
Hal Lindes – guitars
John Illsley – bass
Alan Clark – keyboards
Pick Withers – drums
Additional musicians

Ed Walsh – synthesizer programming
Mike Mainieri – vibraphone and marimba

Tracklist:

1	 Telegraph Road
2	Private Investigations
3	Industrial Disease
4	Love Over Gold
5	It Never Rains

#direstraits #boomerangmusic #loveovergold