CAROL PEDROSO lança o EP “Eu canto minha força, meu lugar”
Mulher indígena, amazônida de Santarém, artevista socioambiental, cantora, compositora, escritora, vocalista do grupo de mulheres indígenas Suraras do Tapajós e fascinada pela dança, Carol Pedroso lança o seu primeiro EP, “Eu canto minha força, meu lugar”, com direção musical de Manoel Cordeiro e participações especiais de Dona Onete, Lia Sophia, O Som Que Vem Delas e Suraras do Tapajós.
Ouça aqui nas plataformas:
https://open.spotify.com/intl-pt/album/5FU7uGbleooFebZfY80ARO
https://music.apple.com/br/album/eu-canto-minha-for%C3%A7a-meu-lugar-ep/1864942155
https://link.deezer.com/s/32dzNSjCfvaR6aAz62pnQ
https://tidal.com/album/485622565
Sobre o EP: Eu Canto Minha Força, Meu Lugar é um projeto musical que traduz minha trajetória como artista, em canções inspiradas na minha ancestralidade, na força das mulheres e na resistência dos povos da floresta. E destaco minhas referências musicais, através de grandes experimentações e colaborações artísticas, como instrumento de transformação e afirmação cultural. O projeto também evoca memórias afetivas, como a homenagem a minha avó Isabel Pedroso, e dialoga com as múltiplas linguagens artísticas que compõem minha vivência artística no cenário cultural.
Sobre parcerias musicais: Celebro a realização do EP ao lado de pessoas que sonharam e construíram cada etapa do projeto, da produção ao lançamento. O EP reúne referências fundamentais da música amazônica, com destaque para Manoel Cordeiro na direção musical e para Maria Lídia, Manoel Cordeiro, Jana Figarella e Dona Onete, parceiros nas composições Carimbó da Beca e Força Feminina.
O projeto também fortalece o protagonismo feminino, contando com a participação especial de artistas como Lia Sophia, o coletivo O Som Que Vem Delas e o grupo Suraras do Tapajós, além de músicos que abraçaram a parceria desde o início: Beá, Daniel Serrão, Gustavo, Jucelma Marinho, Júlio Tapará, Márcio Jardim, Maria Borges e Ruy Vilasboas.
A equipe técnica reúne Armando (edição), Assis Figueiredo (mixagem e masterização), Sabrina Sardinha (filmmaker), Danielle Castro e Hélida Amorim (figurinos), com direção executiva de Geraldinho Magalhães, Marli Sanches, Alessandra e Raquel. O lançamento é realizado pela Diversão e Arte em parceria com a Virgin Music Brasil.
Sobre as composições:
O EP é composto por 4 faixas: Carimbó da Beca, Força Feminina, À Belém e Batuque de Alter. São músicas que expressam a mistura do tradicional com novas experiências musicais, introduzidas pelo grande Mestre da Guitarrada, Manoel Cordeiro. Através do carimbó, exalto a força, identidade e pertencimento à cultura da minha terra. Valorizo e divulgo nossas riquezas culturais, crio um espaço de interação entre artistas locais, e proporciono colaborações que fortalecem a diversidade musical da Amazônia.
Carimbó da Beca: A canção nasceu em 12 de maio de 2022, a partir de uma noite de afeto e brincadeira com minha avó Isabel Pedroso, a Beca, como forma de homenageá-la. A música retrata suas vivências, sua alegria em dançar carimbó e o amor pela cultura paraense, valores que marcaram minha formação. Inspirada também em Dona Onete, referência feminina do carimbó e de quem minha avó era grande fã, a obra celebra a memória, ancestralidade e identidade cultural.
Força Feminina: A canção surgiu em julho de 2022 e, para a construção do EP, passou por transformações em parceria com as compositoras Jana Figarella e Maria Lídia. A obra narra minha trajetória artística, origem, crenças e vivência enquanto mulher indígena, expressando o amor por Santarém e Alter-do-Chão. A música exalta o protagonismo feminino e reverencia mulheres artistas da região, como Maria Lídia, Jana Figarella, o coletivo O Som Que Vem Delas e o grupo Suraras do Tapajós.
À Belém: A canção foi escrita em junho de 2022, após meu retorno à Belém já na fase adulta, quando pude vivenciar mais profundamente a história e os espaços da cidade, depois de muito ouvir relatos de minha família. A música traduz sensações marcantes como tomar açaí no Ver-o-Peso, dançar carimbó e brega na Estação das Docas e sentir os aromas do rio e dos peixes. Em forma poética e musical, a obra é uma homenagem afetiva de uma paraense à cidade de Belém.
No Batuque de Alter: A canção foi escrita em junho de 2020, em plena pandemia, e faz referência às mulheres indígenas, acolhendo e representando todas as mulheres. A letra da música afirma a força, a independência e o empoderamento feminino, especialmente nos espaços da música e da dança, como podemos presenciar cotidianamente em Alter-do-Chão. O carimbó pode ser uma dança livre e também de pares. Porém, a música reforça que a mulher é plena e realizada, mesmo sem a presença de um parceiro.
FICHA TÉCNICA
Coordenação geral: Carol Pedroso
Direção musical do EP: Manoel Cordeiro
Direção artística: Carol Pedroso e Manoel Cordeiro
Direção musical “Força Feminina”: Júlio Tapará e Maria Lídia
Compositores: Carol Pedroso, Jana Figarella, Manoel Cordeiro, Maria Lídia e Dona Onete
Voz principal e backing vocals: Carol Pedroso
Participações especiais: Dona Onete, Lia Sophia, O Som Que Vem Delas e Suraras do Tapajós
Banjo: Beá e Estéfane Galvão
Baixo: Kassin, Manoel Cordeiro e Ruy Vilasboas
Baterias: Lucas Pereira
Curimbós: Samara Borari
Flauta: Maria Borges
Guitarras: Júlio Tapará e Manoel Cordeiro
Maracas: Adelina Borari
Percussões: Márcio Serrão
Piano elétrico: Manoel Cordeiro
Saxofone: Daniel Serrão
Teclados: Jucelma Marinho
Vocais: Ádria Góes, Kaila Moura, Márcia Pedroso, Priscila Castro e Patrícia Lima (O som que vem delas)
Técnico Estúdio Manoel Cordeiro Produções: Manoel Cordeiro
Técnico Tapará Produções: Júlio Tapará
Técnico Estúdio Vida Criativa: Armando de Mendonça
Mixagem e masterização: Assis Figueiredo
Capa do EP: Sabrina Sardinha
Criação de conteúdo redes sociais: Carol Pedroso
Filmaker: Sabrina Sardinha
Figurinos: Danielle Castro e Hélida Amorim
Edição: Diversão e Arte/ Universal Music Publishing
Lançamento: Diversão e Arte/ Virgin Music Brasil
Agradecimento especial: Cristina Caetano, Dandara Aguiar, Josivana Rodrigues, Marli Sanches, Silvana Gama e Taísa Fernandes
O EP foi realizado através da Lei Aldir Blanc de fomento à cultura, do município de Santarém; contou com apoio de Manoel Cordeiro Produções e Diversão e Arte.
BIO
Carol Pedroso é mulher indígena amazônida, nascida em Santarém (PA), ativista socioambiental e artista multifacetada. Cantora, compositora, escritora e fascinada pela dança. É integrante da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós e vocalista do primeiro grupo de carimbó do Brasil formado por mulheres indígenas, Suratas do Tapajós.
Acadêmica do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia das Águas – Gestão Ambiental (UFOPA/Campus Tapajós), Carol é ex-aluna de piano clássico, coral e dança do Instituto Maestro Wilson Fonseca, além de ex-coralista do Coral da UFOPA. Sua trajetória artística inclui participação em diversos festivais de música no Pará e no Brasil. Entre 2017 e 2019, destacou-se no FEMUPS (Festival de Música do Planalto Santareno), onde recebeu três premiações como intérprete e compositora, e foi finalista do FECANJ, em Juruti, em 2019. Em novembro de 2023, apresentou a canção autoral Carimbó da Beca, em homenagem à sua avó Isabel Pedroso, no FECANT, em Altamira.
Ao longo da carreira, Carol Pedroso dividiu o palco com importantes nomes da música amazônica e nacional, como Márcia Pedroso, Maria Lídia, Jana Figarella, Priscila Castro, Ádria Góes, Cristina Caetano, Kaila Moura, Patrícia Lima, Dona Onete, Ju Gomes, Lia Sophia, Naieme Reis, Nilson Chaves, Eduardo Dias, Gaby Amarantos, Manoel Cordeiro, Djuena Tikuna, Aíla, Maria Gadú, Emília Monteiro, Amanda Pacífico, Anelis Assumpção, Gang do Eletro, O som que vem delas, Mestras Claudete Barroso e Nita de Cotijuba e Mestres do Carimbó do Oeste do Pará. Também integrou a programação de grandes eventos e festivais, como Festivais de música Indígena, Sairé, Bois de Parintins, Se Rasgum, Psica, Coala Festival, Rec-Beat, Rock in Rio, The Town e Amazônia Live, além de projetos itinerantes da Caixa Cultural e Funarte.
É autora do livro Carimbó da Beca, lançado em duas edições, obra dedicada à sua avó Isabel Pedroso, que reúne poesias sobre protagonismo feminino, vivências culturais e a relação com o meio ambiente. Em 2023, a obra recebeu o Prêmio Sociocultural do Festival 50+50, no município de Santarém, e foi apresentada na 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, onde a artista participou como palestrante em roda de conversa com poetas da região.
Recentemente, Carol integrou o projeto Elo Feat dos Sonhos, gravando uma canção de autoria de Amanda Pacífico ao lado do grupo Suraras do Tapajós e de Dona Onete, sob direção de Maria Gadú, Manoel Cordeiro e Pretinho da Serrinha. Inspirada pelos rios Tapajós e Arapiuns, pela culinária paraense e pelas culturas tradicionais da Amazônia, sua obra artística é atravessada pelo compromisso com a proteção das florestas, o fortalecimento dos povos originários, o fortalecimento do protagonismo feminino e a valorização da identidade cultural amazônica.
Instagram: www.instagram.com/eusoucarolpedroso
YouTube: https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_llPLARu_sDQcDJDRGb8x-wl7T1lYLZGyU&si=r9QJnNV51Z1ixvLU
Com informações: BEBEL PRATES Assessoria de Comunicação