“Memórias Póstumas, novo álbum de Jão, mostra evolução e profundidade de um ídolo pop de primeiro time

Ouça aqui: https://umusicbrazil.lnk.to/MemoriasPostumas

 

Este quinto álbum é um disco de expansão e avanço. Um grande passo, um salto, um grand jeté de um artista cada vez mais original. Perto de celebrar dez anos de sua estreia fonográfica (com o single “Dança Pra Mim”, que remonta a novembro de 2016), Jão chega ao quinto álbum de estúdio com assinatura própria e graciosa caligrafia lapidada, sem pedir licença a ninguém no mais alto patamar do que pode se chamar de pop adulto brasileiro.

 

Memórias Póstumas” é pop com transcendência e transitoriedade, feito pelas regras da arte, território onde o confessional pode brincar de esconde-esconde com o eu lírico, deslocando pontos de vista, confundindo e, claro, encantando.

 

Foi composto e inspirado num período de interrupção dos shows e recolhimento da vida digital de Jão, marcado pela perda de seu pai — que está presente na primeira faixa, “Catedral” (que reflete sobre a morte a partir de sua partida) e em outros pontos do disco. “É algo que ainda não processei e acho difícil que aconteça, porque meu pai ainda é muito presente. E as pessoas sempre têm receio de falar sobre ele comigo, mas elas não sabem que eu adoro falar sobre ele, mantê-lo vivo.”

 

Esgotados os quatro elementos (terra, ar, água e fogo) associadas conceitualmente aos álbuns passados, o novo trabalho é, como o próprio Jão define, “uma história com começo, mas sem fim”. Mais complexa, mais aberta a interpretações.

 

O artista mudou as faixas até o último segundo antes da entrega. “Memórias Póstumas” não foi escrito de maneira linear. “Eu fiz as pazes com isso. São vários caquinhos, sentimentos que você ainda não sabe o nome e um monte de vômitos de palavras que você vai remontando e que, quando você se afasta, revelam a figura toda. A ordem deste disco está pautada em não achar uma solução para a maior pergunta dele”, comenta.

 

Ao apresentar a lista de faixas do álbum nas redes sociais, ele as definiu como “músicas sobre a vida, nem sempre como ela é”.  O título remete a “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, clássico de Machado de Assis (1839-1908) — a famosa dedicatória do romance, “ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver”, aparece elipticamente nos versos da última faixa, a gótico-romântica — no sentido literário e no temático também — “Memórias Póstumas” (“tente não ser o primeiro a roer as frias carnes do meu corpo passageiro”).

 

“Neste disco, a vida e a literatura são a mesma coisa. Quando comecei a escrever, eu precisava usar as palavras para dar novos significados às coisas”, diz Jão. Ele cita “Memórias Crônicas e Declarações de Amor”, de Marisa Monte, “MTV Acústico”, do Kid Abelha, e “Ray of Light”, de Madonna, entre as inspirações musicais desse período de composições ultrafértil, apesar de ser o que ele cita como “o mais sem método” entre todos os seus discos.

 

“Tudo começou com frases e pela forma como eu estava quase vomitando elas, blocos e blocos de notas, com frases soltas como ‘já construí todos os cenários, e se não for com você?’ (em ‘O Arquiteto’). Algumas muito boas e outras péssimas. Foi um fluxo muito grande de pensamentos, que em outros discos, eu teria me censurado e pensado no que seria ‘perfeito’.  Mas combinamos que neste álbum seria diferente, escreveríamos o quanto quiséssemos, e quando estivéssemos mais centrados, iríamos editar e polir com muita delicadeza. Na nossa última conta, foram 68 músicas, que viraram 14.”

 

Jão é autor de 13 das 14 canções do álbum, oito em parceria com Pedro Tófani, seu namorado e diretor criativo de seus shows. Pedro escreveu sozinho a belíssima “João”, com um texto sobre casal em idas e vindas, contemplando separação, que remete a mestres da cartografia sentimental popular brasileira (Roberto e Erasmo Carlos, Altay Veloso). “Contar pras famílias e descartar os nomes que pensamos para os nossos filhos: Maria, Francisco e o seu, que é o meu favorito”, canta Jão.

 

Ele assina a produção de todas as faixas, dividindo a maioria delas com Zebu, o produtor e músico paulista Guilherme Santos Pereira, com quem trabalha direto desde “Pirata”, e duas (“Catedral” e “Eu Sempre Volto”) com Janluska e Gabriel Duarte, responsáveis por trabalhos de Marina Sena e Anavitória.

 

“Eu e Zebu gostamos muito de esmiuçar as coisas, procurar aquele timbre que ninguém vai prestar atenção, mas que é o nosso favorito. Ele já se acostumou com a dinâmica que temos, eu e Pedro (Tófani) compondo juntos, que é confusa, então é sempre muito confortável estar com ele”, comenta Jão. O time mais presente no estúdio ganhou uma nova adição, Érica Silva, tocando baixo e violão em várias faixas (também autora do arranjo de cordas de “Eu Sempre Volto”). “Eu sempre fico muito nervoso pra trabalhar com pessoas que não conheço, porque sou um pouco específico e acho que bastante irritante também. Mas fiquei surpreso com a genialidade musical dela, às vezes eu queria que ela ficasse tocando os dois mil instrumentos que ela sabe tocar”, elogia Jão.

 

Um destaque nos arranjos é a presença de flautas, tocadas por Audryn Souza, trazendo delicadeza e um toque barroco diferenciado a momentos diversos. Jão explica: “Este é um álbum muito cotidiano, de ver a beleza nos detalhes do dia a dia, e eu queria um instrumento que fosse muito singelo e brasileiro para representar isso. A flauta está no disco quase como uma mensageira, em ‘Por Você’, ‘Aurora’, ‘Literatura’”.

 

A religiosidade está presente não só nas letras, mas também em referências musicais do álbum. “Eu sempre fui uma pessoa muito espiritual, desde criança. E apesar de ter estudado a vida toda em uma escola franciscana e ter crescido com esses símbolos católicos, já passeei por muitas religiões. Não sei em busca de quê, sinceramente. Mas tem algo dentro de mim que tem fome pelo inexplicado, pelo oculto… e esses símbolos são marcados quase como uma programação dentro de uma criança do interior de São Paulo. A austeridade das figuras cristãs, da culpa, da obediência. Tudo isso tem muito a ver com uma relação pai e filho. E acho que a música foi a coisa que mais se aproximou desse sentimento que eu busco tanto”.

 

Jão também usou áudios dos pais e amigos, registrados no fim da última turnê. “Eu queria guardar isso em música. Pra que meus filhos entendam, conheçam a voz dele. E como a gente se fala de forma quase musical, foi bem natural encaixar isso nas músicas.”

 

Na épica “O Amor”, Jão e Zebu dividem os créditos com o veterano Marco Mazzola, produtor de clássicos da MPB, de Raul Seixas e Rita Lee, que agregou à ficha técnica o legendário Rick Ferreira, fiel escudeiro de Raul Seixas, no violão de cordas de aço, e o baixista Paulo César Barros, fundador de Renato & Seus Blue Caps, mais de seis décadas de serviços prestados à música brasileira. “Quando eu, Zebu e Pedro convidamos o Mazzola, era justamente pela admiração de toda a carreira dele e como os músicos que rondam o seu ecossistema são fodas. Fico muito honrado por eles terem feito parte deste disco.” O arranjo épico tem espaço ainda para o brilho do coral de vozes e a seção de metais, com destaque para Diogo Mandu Duarte no trompete e no flugelhorn, emoldurando versos marcantes como “eu acho horrível e bonito que o amor não escolhe pra onde vai”.

 

“Memórias Póstumas” é o primeiro álbum que há mais de uma faixa escrita e produzida exclusivamente por Jão. Também é o primeiro álbum em que há uma faixa, “João”, onde ele não assina a letra — mas produz e toca todas as “teclas”. Confortável ocupando esse lugar, ele lamenta por demorar muito no processo. “É algo que eu gostaria de ter mais tempo para explorar. Adoro ser o dono das minhas coisas, sempre quero comemorar e sofrer por decisões que foram minhas, e não de outras pessoas. E esta faixa só existe porque foi feita pelo Pedro, que é a pessoa que divide a vida comigo, então meu ego deixou acontecer.”

 

Release acima por Pedro Só / 26 de julho de 2026

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: Comunicação Vivaz

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Em agosto de 2001, há exatamente 25 anos atrás era lançado o álbum de estreia do cantor e compositor Roberto Frejat @frejatoficial "Amor Pra Recomeçar".

Produzido por Tom Capone, Maurício Barros e Max de Castro

A lista de parcerias na criação das letras e das canções de Amor pra Recomeçar é extensa: Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Lenine, George Israel, Alvin L., Humberto Effe, Bruno Levinson e o poeta Mauro Santa Cecília, amigo de Frejat desde os tempos de colégio e seu parceiro de composição mais frequente nesse início de voo solo. 

Os colegas de Barão Vermelho também estão entre os compositores das canções do disco: Maurício Barros, Fernando Magalhães e Rodrigo Santos.

Faixas:

 1. Som e Fúria
2. Quando o Amor Era Medo
3. Amor pra Recomeçar
4. Segredos
5. Eu Não Sei Dizer Te Amo
6. Homem Não Chora
7. Mão-de-obra Ilegal
8. Ela
9. Mais Que Perfeito
10. Você se Parece com Todo Mundo
11. No Escuro e Venda
12. Voltar pra Te Buscar
13. Sol de Domingo

#frejat #amorprarecomeçar #boomerangmusic
Em agosto de 1993, há exatamente 33 anos atrás era lançado o 3° álbum de estúdio da banda Type O' Negative @typeonegativeofficial "Bloody Kisses".

Integrantes:

Peter Steele – Vocal, baixo
Josh Silver – Teclados, sintetizador
Kenny Hickey – Guitarra, vocal de apoio
Sal Abruscato – Bateria, percussão

Tracklist:

1- Machine Screw 0:39
2- Christian Woman 8:57
3- Black No. 1 (Little Miss Scare-All) 11:14
4- Fay Wray Come Out And Play 1:02
5- Kill All The White People 3:23
6- Summer Breeze 4:49
7- Set Me On Fire 3:29
8- Dark Side Of The Womb 0:27
9- We Hate Everyone 6:50
10- Bloody Kisses (A Death In The Family) 10:55
11- 3.0.I.F. 2:05
12- Too Late: Frozen 7:50
13- Blood & Fire 5:32
14- Can't Lose You 6:05

#typeonegative #boomerangmusic #bloodykisses
Hoje, 18/08, é aniversário do saudoso cantor, compositor e ator Patrick Swayze que completaria 74 anos.

Falecido aos 57 anos em 14/09/2009

#patrickswayze #happybirthday #boomerangmusic
Selo Sesc @selosesc obrigado pelo presente 

Incrível esse álbum do Ivan Lins @ivanlinsoficial "Sambadouro"

Na expectativa do lançamento do álbum nos dias 29 e 30 de agosto no Sesc Pinheiros @sescpinheiros

#selosesc #ivanlins #sescpinheiros
Em 18/08/1987, há exatamente 39 anos atrás era lançado o 9° álbum de estúdio da banda Aerosmith @aerosmith "Permanent Vacation". 

Integrantes:

Tom Hamilton - baixo
Joey Kramer - bateria
Joe Perry - guitarra, percussão, vocais, background vocais
Steven Tyler - gaita, percussão, teclado, vocais, flauta
Brad Whitford - guitarra, guitarra-base

Repertório do LP: 

Lado A: 
A1. Heart's Done Time 
A2. Magic Touch
A3. Rag Doll
A4. Simoriah
A5. Dude (Looks Like a Lady)
A6. St. John 

Lado B: 
B1. Hangman Jury 
B2. Girl Keeps Coming Apart 
B3. Angel 
B4. Permanent Vacation 
B5. I'm Down 
B6. The Movie (instrumental)

#aerosmith #permanentvacation #boomerangmusic