Banda ROXETTE celebra seus sucessos em noite contagiante em São Paulo
A apresentação única da banda sueca Roxette, que aconteceu na noite desta terça, 14 de abril, no Espaço Unimed, em São Paulo foi, acima de tudo, uma celebração, uma viagem musical cheia de hits que embalaram os anos 80, 90 e que até os dias de hoje são bastante presentes.
A TOUR “LIVE!”, já passou pela ÁFRICA, AUSTRÁLIA e domingo se apresentaram no Rio de Janeiro, no Vivo Rio.
A última vinda da banda ao Brasil foi em 2012, há exatamente 14 anos atrás.
O show de Roxette não se apoiou em ideias de recomeço, afinal, após a partida da ex-vocalista Marie Fredriksson, falecida em 2019, em decorrência de câncer, foi certamente uma virada de página para o guitarrista Per Gessle, mas sim transformada na força em celebrar um repertório de canções que profundamente se conectam ao público brasileiro.
Pra quem não sabe, o nome Roxette foi escolhido a partir de uma canção homônima de 1974 da banda britânica Dr. Fellgood, uma das favoritas de Per Gessle.
Agora, com Lena Philipsson assumindo os vocais, o ROXETTE alcança um equilíbrio delicado entre respeito ao legado e renovação artística. Ela conduz as canções com personalidade e sensibilidade — algo que ficou especialmente evidente na execução de “It Must Have Been Love”, transformada em um dos momentos mais marcantes do show, em uma homenagem emocionante à eterna vocalista Marie Fredriksson.
Falando especificamente de Lena Philipsson, que é amiga de longa data de Per Gessle, a impressão é bastante positiva: ela entrega uma performance segura, competente e envolvente, fazendo jus aos clássicos do Roxette sem perder sua própria identidade.
No palco, Per Gessle, Lena e a banda de apoio demonstram grande autenticidade e uma sonoridade impecável. O guitarrista Christoffer Lundquist, o baixista Magnus Börjeson e o também guitarrista Jonas Isacsson garantem a preservação da identidade sonora característica da banda. Ao lado deles, Clarence Öfwerman nos teclados, Magnus Ericsson na bateria e Dean Norberg nos vocais de apoio completam um conjunto que, ao vivo, contagia pela energia e qualidade musical.

Lena Philipsson e Per Gessle – foto Camila Cara
O repertório funcionou como uma verdadeira linha do tempo afetiva. Desde os primeiros acordes de “The Big L.”, do álbum Joyride, até a energia de “Sleeping in My Car”, de Crash! Boom! Bang!, e o brilho pop de “Dressed for Success”, de Look Sharp!, o público respondeu com entusiasmo constante. Hits como “Fading Like a Flower”, “Wish I Could Fly” e “How Do You Do!” reforçaram o quanto essas músicas permanecem vivas.
Um dos momentos mais simbólicos foi o solo de guitarra de Christoffer Lundquist, incorporando o hino nacional brasileiro, gesto que aproximou ainda mais a banda da plateia e reforçou a conexão histórica do Roxette com o Brasil.
No bis, a atmosfera atingiu seu ápice: a versão acústica de “Spending My Time” trouxe intimidade, enquanto “Listen to Your Heart”, “The Look” e “Queen of Rain” encerraram a apresentação com intensidade e emoção compartilhada.
Mais do que um show, o que se viu foi uma celebração coletiva — da música, da memória e da permanência de um repertório que segue encontrando novos significados a cada apresentação.
ROXETTE segue vivo, celebrando
A LIVE NATION foi responsável pela vinda da banda ao país.
Setlist completo
- The Big L.
- Sleeping in My Car
- Dressed for Success
- Crash! Boom! Bang!
- Wish I Could Fly
- Opportunity Nox
- Fading Like a Flower (Every Time You Leave)
- Church of Your Heart
- Almost Unreal
- Stars
- She’s Got Nothing On (But the Radio)
- It Must Have Been Love
- How Do You Do!
- Dangerous
- Solo de guitarra do hino nacional
- Joyride
Bis:
17. Spending My Time (acústica)
18. Listen to Your Heart
19. The Look
20. Queen of Rain
Fotos: Camila Cara
Texto: Marco Antônio V. Cunha / Boomerang Music
Agradecimentos: MOTISUKY PR