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	<title>aldirblanc &#8211; Boomerang Music</title>
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		<title>Septeto vocal Ordinarius lança o álbum ‘Blanc’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2022 10:47:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aldirblanc]]></category>
		<category><![CDATA[Ordinarius]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto completo chega às plataformas digitais no dia 11/03,  junto com o lançamento do último single e videoclipe: “Paris, de Santos Dumont aos Travestis” &#160; Ouça o álbum nas plataformas digitais &#160; Um dos maiores compositores da música brasileira, Aldir Blanc nos deixou em maio...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Projeto completo chega às plataformas digitais no dia 11/03,  junto com o lançamento do último single e videoclipe: “Paris, de Santos Dumont aos Travestis”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://tratore.ffm.to/blanc"><strong><em>Ouça o álbum nas plataformas digitais</em></strong></a></p>
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<p>Um dos maiores compositores da música brasileira, <strong>Aldir Blanc</strong> nos deixou em maio de 2020 em decorrência de complicações da Covid-19. Poucos dias após o acontecimento, o septeto vocal e percussivo <strong>Ordinarius</strong> decidiu homenagear o artista, gravando um álbum em celebração à sua obra. Em 2021, o grupo mergulhou no universo de Aldir, lançou os primeiros singles do novo trabalho, como “Querelas do Brasil”, “Incompatibilidade de gênios”, com a participação especial de João Bosco e Hamilton de Holanda, “Mandingueiro” e “Saudades da Guanabara”. Agora, o Ordinarius finaliza o projeto com o single “Paris, de Santos Dumont aos Travestis” e lança o álbum completo ‘Blanc’ no dia 11 de março, nas plataformas digitais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o septeto, Aldir Blanc foi um dos raros poetas essenciais da nossa música que levaram a outro nível o casamento entre letras e músicas. Seu repertório representa a riqueza da poesia, do humor e da inteligência nas letras de MPB.</p>
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<p><em>“A ideia de gravar um álbum dedicado à sua obra nasceu durante uma live, na semana de sua morte, quando estávamos todos isolados em casa por conta da quarentena. Passear por seu repertório naquele momento foi algo muito poderoso e nos deu a dimensão de sua importância na nossa construção como músicos, como intérpretes. Além disso, nos pareceu muito interessante a ideia de um grupo vocal se dedicar a um projeto de cantar um letrista em parceria com diversos compositores, algo que nos parece inédito”</em>, comenta Maíra Martins, cantora e produtora executiva do Ordinarius.</p>
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<p>Um dos principais parceiros de Aldir Blanc, o cantor e compositor Moacyr Luz é coautor de quatro das 12 faixas do disco, incluindo o último lançamento.<em> &#8220;Quando eu comecei a gravar as minhas primeiras músicas morava dentro de mim um desejo único: que fossem gravadas com orquestras, naipes de sopros, quarteto de cordas, todos os sons criados pelo homem através de seus instrumentos musicais. A minha admiração pelo Aldir era enorme, versos Rodrigueanos, rimas cariocas, tomadas de subúrbio e denúncias sociais. Me lembro da música &#8220;Amigo é pra essas coisas&#8221; e do grupo MPB-4 construindo com suas vozes acordes impressionantes. Agora, com mais de 60 anos, recebi uma sensação de resgate ao ouvir o disco do grupo Ordinarius  cantando as músicas do Blanc e encontrar no roteiro algumas das nossas parcerias. Ouço as vozes, os graves, a natureza humana, as veias na garganta, a dissonante delicadeza de cada compasso e choro. Eu também sou ordinário! Não quero mais violinos em violas. Vou ouvir os passarinhos, as cigarras, encantado cada vez mais com as vozes das pessoas sempre fascinantes dos Ordinarius”</em>, celebra Moacyr.</p>
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<p><strong>Paris e Rio de Janeiro</strong></p>
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<p>O clipe da música “Paris, de Santos Dumont aos Travestis” (Aldir Blanc/ Moacyr Luz) foi gravado junto com o duo francês Aurélie &amp; Verioca. Juntos, porém a distância. A dupla na ‘cidade luz’ e o septeto no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca. A amizade entre eles teve início em 2015 e logo o Ordinarius as convidou para a participação em um show, depois o grupo e a dupla produziram juntos uma oficina em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Nós conhecemos o Ordinarius em 2015 e foi amor à primeira vista! A gente já conhecia todos os arranjos do grupo, os clipes, adorava o repertório, o bom humor, o jeito de caprichar cada detalhe da produção. Nós fomos nos aproximando cada vez mais e agora aconteceu esse convite maravilhoso de participar do álbum “Blanc“, homenageando esse compositor incrível que a gente admira tanto. A brincadeira é que, de um lado, somos as francesas cantando palavras francesas com sotaque brasileiro… e do outro lado, os cariocas interpretando nomes brasileiros com sotaque francês. A gente se divertiu muito com essa mistura!”</em>, relembram Aurélie e Verioca.</p>
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<p><strong><em>Assista ao clipe </em></strong><a href="https://youtu.be/TRuJr0-s5Lw"><strong><em>“Paris, de Santos Dumont aos Travestis”</em></strong></a><strong><em> no YouTube</em></strong></p>
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<p>Com 12 faixas, o álbum ‘Blanc’ dá continuidade ao principal objetivo do Ordinarius, o de revisitar compositores e ritmos brasileiros como o choro, baião, samba e ijexá. Criado em 2009, o grupo carioca formado por Augusto Ordine, Maíra Martins, Antonia Medeiros, Beatriz Coimbra, Fabiano Salek, Matias Corrêa e Mateus Xavier, oferece um vasto repertório, utilizando a voz como instrumento principal e a percussão como sua perfeita combinação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em setembro de 2019, o Ordinarius inaugurou uma campanha recorrente de financiamento coletivo para as suas produções, o que vem possibilitando o lançamento das mesmas. Após finalizado projeto em homenagem à Aldir Blanc, o septeto volta suas atenções para o projeto dedicado à Pixinguinha, que teve sua primeira faixa, “Carinhoso”, lançada em fevereiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-32521" src="https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-300x300.jpg 300w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-1024x1024.jpg 1024w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-150x150.jpg 150w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-768x768.jpg 768w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-1536x1536.jpg 1536w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-2048x2048.jpg 2048w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-570x570.jpg 570w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-500x500.jpg 500w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-1000x1000.jpg 1000w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Arte-Blanc-CAPA-700x700.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>FAIXAS BLANC</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>Querelas do Brasil (Maurício Tapajós/Aldir Blanc)</li>
<li>Incompatibilidades de Gênios (João Bosco/Aldir Blanc)</li>
<li>Chá de Panela (Guinga/Aldir Blanc)</li>
<li>Resposta ao Tempo (Cristovão Bastos/Aldir Blanc)</li>
<li>Aquele Um (Djavan/Aldir Blanc)</li>
<li>Dois pra lá Dois pra cá (João Bosco/Aldir Blanc)</li>
<li>Coração do Agreste (Moacyr Luz/Aldir Blanc)</li>
<li>O Ronco da Cuíca (João Bosco/Aldir Blanc)</li>
<li>Baião de Lacan (Guinga/Aldir Blanc)</li>
<li>Mandingueiro (Moacyr Luz/Aldir Blanc)</li>
<li>Saudades da Guanabara (Moacyr Luz/Aldir Blanc)</li>
<li>Paris: de Santos Dumont aos travestis (Moacyr Luz/Aldir Blanc)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>FICHA TÉCNICA</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ordinarius: Augusto Ordine, Maíra Martins, Mateus Xavier, Fabiano Salek, Matias Correa, Beatriz Coimbra e Antonia Medeiros</p>
<p>Arranjos, produção musical e edição de som: Augusto Ordine</p>
<p>Produção executiva: Maíra Martins</p>
<p>Mixagens: Matias Correa</p>
<p>Masterização: Paulo Brandão</p>
<p>Arte: Mateus Xavier</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>REDES SOCIAIS &#8211; ORDINARIUS</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.ordinarius.com.br/">Site</a></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/ordinariusvocal/">Instagram</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/ordinariusvocal">Facebook</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/user/ordinariusvocal">YouTube</a></p>
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<p><strong>Com informações: LUPA Comunicação </strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>ÁLBUM ALDIR BLANC INÉDITO RESGATA PÉROLAS E CELEBRA OS 75 ANOS DO COMPOSITOR</title>
		<link>https://boomerangmusic.com.br/album-aldir-blanc-inedito-resgata-perolas-e-celebra-os-75-anos-do-compositor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Sep 2021 00:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aldirblanc]]></category>
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					<description><![CDATA[Com participação de grandes nomes da música brasileira, projeto reúne 12 canções compostas a partir de letras inéditas de Aldir    Link para o álbum: https://orcd.co/aldirblancinedito &#160; Link para o video clipe com João Bosco; https://www.youtube.com/watch?v=xuQpUd6bRAA &#160; Já se tornou um clichê dizer que Dorival Caymmi chamava Aldir...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Com participação de grandes nomes da música brasileira, projeto reúne 12 canções compostas a partir de letras inéditas de Aldir</strong></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Link para o álbum:</strong><strong> </strong><a href="https://orcd.co/aldirblancinedito">https://orcd.co/aldirblancinedito</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Link para o video clipe com João Bosco;</strong><strong> </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xuQpUd6bRAA">https://www.youtube.com/watch?v=xuQpUd6bRAA</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já se tornou um clichê dizer que Dorival Caymmi chamava Aldir Blanc de “Ourives do Palavreado”. Mas é impossível não lembrar da declaração ao imaginar quantas pepitas de ouro o prolífico compositor carioca deixou guardadas, à espera de quem pudesse lapidá-las. Algumas dessas joias vêm à tona agora, no álbum <strong><em>Aldir Blanc Inédito</em></strong>, em que grandes nomes da música brasileira, amigos e admiradores de Aldir interpretam 12 canções inéditas. Na sexta-feira, <strong>dia 24</strong>, o projeto estreia nas plataformas de música para, em outubro, ganhar edição física, e, CD, pela gravadora Biscoito Fino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com arranjos de <strong>Cristóvão Bastos</strong> e produção musical de <strong>Jorge Helder</strong>, o projeto gravado de julho a agosto deste ano, seguindo todos os protocolos necessários, estabelece uma transversal do tempo dos parceiros de Aldir. Vai de <strong>João Bosco</strong> (com quem fez diversos clássicos desde que se conheceram, na virada para 1970), passa por <strong>Guinga</strong>, <strong>Moacyr Luz</strong> e <strong>Cristóvão Bastos</strong>, e chega a <strong>Alexandre Nero, </strong>último parceiro de Aldir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia do álbum surgiu quando <strong>Mary Lúcia de Sá Freire</strong>, viúva do compositor morto em maio de 2020, vítima de complicações da Covid-19, voltou de uma viagem ao sul do País, no início deste ano. Determinada a rever sua nova jornada e honrar a memória de Aldir, Mary reuniu manuscritos, letras e poesias inéditas, material que chegou até a gravadora carioca pelas mãos da cantora e compositora <strong>Ana de Hollanda</strong> e de <strong>Sônia Lobo, </strong>administradora da Nossa Música, braço editorial da Biscoito Fino. <strong><em>Aldir Blanc Inédito</em></strong> tomou forma a partir da contribuição de parceiros e amigos de Aldir Blanc: algumas músicas já estavam finalizadas, outras ganhariam melodias neste ano. O projeto foi gravado em tempo de celebrar os 75 anos do compositor e cronista, nascido em 2 de setembro de 1946.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Aldir Blanc Inédito, que tem capa do </em></strong>designer gráfico e ilustrador<strong><em> Elifas Andreato, </em></strong> abre com João Bosco interpretando um daqueles típicos sambas da parceria Bosco/Blanc, que retratam o clima da boemia carioca. A música foi feita para uma campanha publicitária de cerveja por volta de 2013/2014, mas não foi aproveitada. João juntou várias ideias de Aldir e fez uma segunda parte. Ao completar a canção, batizou-a de “<em>Agora eu Sou Diretoria”</em>. Para João, agora que está lá em cima, Aldir é diretoria. <strong>Moacyr Luz</strong>, outro parceiro de Aldir, assina três músicas do álbum. Em 2017, Aldir fez a letra existencial e espiritualista de “<em>Palácio de Lágrimas”</em> pensando na voz de <strong>Maria Bethânia</strong>, que já incluíra canções da dupla em seus discos. “Moa, você quer encarar?”, perguntou ao amigo naquele ano, por e-mail. Moacyr encarou e é de Bethânia o registro da música no novo projeto. Acompanhada pelo violão de 7 cordas de <strong>João Camarero</strong> e pela viola caipira de <strong>Paulo Dáfilin</strong>, Bethânia dá a interpretação exata às palavras de Aldir. Moacyr ainda participa como intérprete do samba-canção “Mulher Lunar”, parceria com <strong>Luiz Carlos da Vila</strong> e Aldir. Entre as que nunca tiveram registro oficial, essa era uma das favoritas do letrista, que se perguntava quem iria gravá-la um dia. “<em>Acalento”</em>, cujo título é uma homenagem a Dorival e Nana Caymmi, faz alusão a “Acalanto”, clássico do compositor baiano, e ganhou melodia de Moacyr e João, a quem a letra havia sido entregue inicialmente, resultando no bolero interpretado por <strong>Ana de Hollanda.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os encantos da cidade de Armação de Búzios (RJ), inspiraram Aldir em vários poemas e letras criados em suas passagens por lá. No verão de 1993 escreveu “Provavelmente em Búzios”, gravada agora como samba canção por Dori Caymmi. A música é de Cristóvão Bastos, com quem Aldir fez “Resposta ao Tempo”, maior sucesso popular de, veja só, Nana Caymmi. Diz o trecho final, “<em>Contra o mundo, contra o tempo/tenho a música e o verso/cada história que acabar/viro a folha e recomeço.</em>” Na inspiradora cidade, Aldir criou também, para melodia de <strong>Guinga</strong>, &#8220;<em>Catavento e Girassol</em>&#8220;, que deu nome ao antológico disco de <strong>Leila Pinheiro</strong> (de 1996), com repertório composto pelos dois. Uma fita cassete preservada no acervo da cantora há mais de 25 anos guardava “<em>Navio Negreiro”,</em> que não entrou naquele álbum. Em <strong><em>Aldir Blanc Inédito</em></strong>, Leila se junta a Guinga na interpretação da música que retrata a história de um negro escravizado, repleta de referências culturais e que reforça a ainda hoje tão necessária luta contra o racismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A relação afetuosa de <strong>Chico Buarque</strong> com Aldir começou nos anos 70. Anos mais tarde, participou do álbum <em>Simples e Absurdo </em>(1991), primeiro compilado das canções de Guinga e Aldir. Ao saber do projeto de inéditas do letrista, escolheu “<em>Voo Cego”</em>, um soneto com o eu-lírico feminino musicado por <strong>Leandro Braga</strong>. Chico, um dos compositores brasileiros que melhor entendeu os sentimentos das mulheres, era mesmo a pessoa ideal para interpretá-la.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Duas grandes compositoras brasileiras da geração dos festivais também participam do álbum. Em conversa com Mary, <strong>Sueli Costa</strong> lembrou-se de” <em>Ator de Pantomima”</em>, de 1978, única das cinco músicas compostas com Aldir jamais registrada em disco. Coube a ela interpretar a canção repleta de metáforas que aludem aos suplícios dos porões da ditadura militar. <em>“A farsa perante a corte/Não disfarça o meu calvário/Muito ao contrário, o realça/Ridiculariza a morte em cada ato/Que o rei real realiza</em>”. <strong>Joyce Moreno </strong>e Aldir, apesar de terem convivido por décadas em batalhas como a luta por direitos autorais mais justos, nunca foram parceiros. Durante a preparação de <strong><em>Aldir Blanc Inédito</em></strong>, Joyce musicou uma poesia de Aldir, publicada em 1986 no jornal Tribuna da Imprensa. Daí nasceu “<strong><em>Aqui, Daqui</em></strong><em>”</em>, uma exaltação ao poder do feminino que dialoga com uma parte importante da obra de Joyce. Uma das cantoras do coração de Aldir, que gravou um disco dedicado às parcerias dele e de Cristóvão Bastos, <strong>Clarisse Grova</strong> interpreta “<em>Outro Último Desejo”</em>, de 2012. O letrista parte do conceito de “<em>Último Desejo”,</em> clássico de <strong>Noel Rosa</strong>. Mas se o Poeta da Vila pedia à pessoa amada para elogiá-lo às pessoas amigas e rebaixá-lo a quem o detestava, Aldir segue o caminho oposto. “Aos canalhas que eu odeio/ Diga que fui seu esteio/ Que pensa em voltar pra mim (&#8230;)/ Mas se a figura me preza/ Pragueje e diga que reza/ Pro meu fim ser de indigente”. De forma sagaz, Clarisse recorre a passagens melódicas daquele tema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos últimos anos de vida, Aldir engatou uma parceria com <strong>Moyseis Marques</strong>. O “<em>Baião da Muda”</em>, que Moyseis gravou em <strong><em>Aldir Blanc Inédito</em></strong>, foi feito pelos dois com <strong>Nei Lopes</strong> e representa a pluralidade de ritmos com a qual o letrista trabalhou ao longo da carreira. O álbum termina com <em>“Virulência”</em>, composta a partir de um mosaico de ideias que Aldir compartilhava com <strong>Alexandre Nero,</strong> que pretendia montar um espetáculo teatral com obras do compositor carioca. A letra retrata as mazelas dos nossos tempos, que tanto afligiam o compositor: “Que falta me faz meus pais/Que falta nos faz a paz/Que falta nos faz um país”. A canção ganhou ainda um terceiro parceiro, o músico Antônio Saraiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Aldir Blanc Inédito</em></strong> é a prova de que a poesia de Aldir permanecerá reverberando. A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Renato Vieira &#8211; Setembro/ 2021</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Repertório e intérpretes</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1 – Agora eu Sou Diretoria (João Bosco e Aldir Blanc) &#8211; <strong>João Bosco</strong></p>
<p>2 – Palácio de Lágrimas (Moacyr Luz e Aldir Blanc) &#8211; <strong>Maria Bethânia</strong></p>
<p>3 – Baião da Muda (Moyseis Marques, Nei Lopes e Aldir Blanc) &#8211; <strong>Moyseis Marques</strong></p>
<p>4 – Voo Cego (Leandro Braga e Aldir Blanc) &#8211; <strong>Chico Buarque</strong></p>
<p>5 – Navio Negreiro (Guinga e  Aldir Blanc)- <strong>Leila Pinheiro / Guinga</strong></p>
<p>6 – Provavelmente em Búzios (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc)- <strong>Dori Caymmi</strong></p>
<p>7 – Acalento (João Bosco, Moacyr Luz e Aldir Blanc)– <strong>Ana de Hollanda</strong></p>
<p>8 – Aqui, Daqui (Joyce/Aldir Blanc) – <strong>Joyce Moreno</strong></p>
<p>9 – Mulher Lunar (Luiz Carlos da Vila, Moacyr Luz e Aldir Blanc) &#8211; <strong>Moacyr Luz</strong></p>
<p>10 – Outro Último Desejo (Clarisse Grova e Aldir Blanc) &#8211; <strong>Clarisse Grova</strong></p>
<p>11 – Ator de Pantomima (Sueli Costa e Aldir Blanc) &#8211; <strong>Sueli Costa</strong></p>
<p>12 – Virulência (Alexandre Nero, Antônio Saraiva e Aldir Blanc) &#8211; <strong>Alexandre Nero</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Idealização e pesquisa: Mary Sá Freire</p>
<p>Arranjos: Cristóvão Bastos</p>
<p>Produção musical: Jorge Helder</p>
<p>Produção executiva: Ana Basbaum</p>
<p>Gravado, mixado e masterizado no estúdio da Biscoito Fino por Lucas Ariel, exceto a faixa “Palácio de Lágrimas”, gravada por Edu Costa.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Com informações: Assessoria de Imprensa: Coringa Comunicação</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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