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	<title>chicoalves &#8211; Boomerang Music</title>
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		<title>Chico Alves lança álbum com Moacyr Luz e outros convidados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2020 19:48:17 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ouça o álbum: </strong><strong><a href="https://orcd.co/paranaue">https://orcd.co/paranaue</a></strong></p>
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<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-16332" src="https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mini-chico2-300x203.jpg" alt="" width="347" height="235" srcset="https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mini-chico2-300x203.jpg 300w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mini-chico2-768x520.jpg 768w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mini-chico2-700x474.jpg 700w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mini-chico2.jpg 800w" sizes="(max-width: 347px) 100vw, 347px" /></p>
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<p>Ainda ausente nos dicionários da língua portuguesa, a expressão “paranauê” é assídua nas rodas de capoeira Brasil afora. Dizem que vem do tupi, juntando “paraná”, que designa rios tão vastos que parecem o mar, e “auê”, um tipo de reverência. No linguajar de nossos dias, “paranauê” também é gíria que quer dizer “coisa” ou “assunto”. “Só seu jeito de ser sabe os ‘paranauê’ desse meu coração”, diz a letra de uma das canções do novo álbum de <strong>Chico Alves </strong>(edição digital e física).</p>
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<p>Evocação à prática que mistura ginga, dança e luta — a capoeira, manifestação tão brasileira. Mas também aos rios que serpeiam, enormes como o mar, arrastando influências e memórias várias. E, ainda, vocábulo que emerge, zombeteiro, como símbolo das errâncias e indefinições do contemporâneo: “paranauês” que balançam nas marés de um presente em que faltam nomes para situar a turbulência dos dias. É esse mix de referências e ritmos, esse caudal de brasilidades e tempos múltiplos que alimenta Paranauê, o disco.</p>
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<p>Todas as suas 13 canções foram compostas por Chico Alves, em parceria com nomes como <strong>Toninho Nascimento, Toninho Geraes, Moacyr Luz e Pedro Messina. </strong>Em seu conjunto, reafirmam sua singularidade como artista que mescla a verve de compositor à de cantor popular. Um músico que alia sofisticação à habilidade adquirida em anos à frente de rodas de samba — o gingar entre os muitos ritmos do cancioneiro nacional.</p>
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<p>Não à toa, Paranauê é álbum que <strong>conta com a participação</strong> de nomes tão diversos quanto <strong>Moacyr Luz e Zé Renato, Toninho Geraes e Alice Passos, Moyseis Marques e Marcelle Motta</strong>. Que apresenta uma canção inédita de Wilson das Neves (<em>Ilusão Perdida</em>, samba de irresistível levada jazzística, feito em parceria também com Toninho Geraes). Que traz nova gravação de <em>Sonho Estranho</em>, música de protesto que virou <em>hit</em> na interpretação do Samba do Trabalhador. Que tece seu repertório ziguezagueando por dores da paixão e saudades, mas também por temáticas que lançam luz ao Brasil de Marias Padilhas e Ogum, de batuquejês e cordéis, de gandaias e fuzuês.</p>
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<p>E que passeia por ritmos tão diversos quanto afro samba — caso de <em>Dor de amor</em>, parceria com Toninho Nascimento e Toninho Geraes —, baião — <em>Baião do Zé Limeira</em>, composto com Pedro Messina, e gravado com a participação de Alice Passos — e maxixe — <em>Paranauê do Coração</em>, com Toninho Geraes, tanto na composição quanto na gravação.</p>
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<p>Mas o samba, ritmo que é talvez a principal faceta de Chico Alves como intérprete, também está muito presente neste novo trabalho. O que marca uma diferença com relação a Pra Yayá Rodar a Saia, seu primeiro disco solo, de 2017, indicado ao Prêmio da Música Brasileira na categoria “regionais”. “No CD anterior era muito marcante a influência da música do Recônvaco Baiano. Em Paranauê, eu me reaproximo do samba, ao mesmo tempo em que celebro a força das parcerias que têm marcado minha trajetória”, descreve o cantor e compositor capixaba.</p>
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<p>Enquanto se reaproxima do samba, Chico Alves consolida uma marca própria no cenário musical contemporâneo. Suas letras, não raro, desvelam um olhar de cronista. Cronista atento não apenas à delicadeza e à exuberância da vida, mas às contradições, tensões e violências de nossa cultura. Como afirma o historiador Luiz Antonio Simas: “A ousadia de lançar um disco centrado em parcerias e canções inéditas (&#8230;) reforça ainda um caráter político do trabalho de Chico. A fuga da acomodação e do sucesso fácil no colo de um repertório consagrado, e o diálogo com a tradição a partir daquilo que ela tem de melhor: a capacidade de beber na fonte do passado.”</p>
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<p><strong>CHICO ALVES</strong></p>
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<p>Chico Alves nasceu em Fundão, região metropolitana de Vitória (ES), em 1968. Despontou nas rodas de samba de Niterói e do Rio no começo da década de 2000. Integrou o grupo de samba e choro Unha de Gato, com quem gravou o CD Festa Pro Povo (2008). Com o melodista e violonista Marco Pinheiro lançou o álbum Amigos e Parceiros (2009). Também foi integrante do Sambalangandã, grupo que durante sete anos manteve uma roda de samba antológica no Mercado das Pulgas, em Santa Teresa, e com quem gravou Fuzuê (2012). Seu primeiro disco solo, Pra Yayá Rodar a Saia, de 2017, foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira na categoria “regionais”.  É autor de dezenas de músicas, em parcerias com compositores como Toninho Geraes, Moacyr Luz, Wilson das Neves, Toninho Nascimento e Moyseis Marques. Foi gravado por Leila Pinheiro, Guinga, Áurea Martins, Moacyr Luz, Toninho Geraes e Quarteto em Cy, entre outros. Assina, com Cláudio Russo e Julio Alves, o samba enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2020.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Por Juliana Krapp</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Assessoria Biscoito Fino: Coringa Comunicação</strong></p>
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