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	<title>FernandoSalem &#8211; Boomerang Music</title>
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	<description>Informação, Novidade e Atualidade</description>
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		<title>Fernando Salem anuncia show de lançamento de seu novo álbum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 00:40:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[FernandoSalem]]></category>
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					<description><![CDATA[Apresentação está marcada para o dia 10 de agosto, no Teatro da Rotina, em São Paulo  &#160; O cantor e compositor paulistano Fernando Salem volta aos palcos para o lançamento de seu quinto álbum solo, &#8220;Trilhas do Amor&#8221;. No show inédito, que acontece dia 10...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Apresentação está marcada para o dia 10 de agosto, no Teatro da Rotina, em São Paulo </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O cantor e compositor paulistano <strong>Fernando Salem</strong> volta aos palcos para o lançamento de seu quinto álbum solo, &#8220;Trilhas do Amor&#8221;. No show inédito, que acontece dia 10 de agosto, no <strong>Teatro da Rotina</strong>, Salem interpreta canções de autores que revelam seus olhares diversos sobre o amor romântico. Tom Jobim, Reginaldo Rossi, Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Johnny Alf e Odair José são alguns dos compositores desse caleidoscópio musical amoroso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Trilhas do Amor&#8221;</strong> é um álbum de intérprete, mas sem dúvida mantém a característica autoral de Fernando Salem na construção dos arranjos, na escolha das levadas e no próprio modo de cantar. &#8220;Cadeira de Rodas (Fernando Mendes/ Zenith/ José Wilson) ganha tons de bossa intimista. &#8220;Eu e a Brisa&#8221; (Johnny Alf) balança num swing leve à la Motown e &#8220;B.Ó.&#8221; (Fernando Salem) é um ska-brega com sabor de música do Norte do Brasil. O título do álbum deriva de uma das canções mais emblemáticas do repertório, o samba &#8220;Trilha do Amor&#8221; (André Renato/ Arlindo Cruz/ Carlos Sena/ Charlles André/ Gilson Bernini/ Mauricao/ Riquinho/ Xande de Pilares). O pagode romântico é a senha inicial de um roteiro cheio de curvas e surpresas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O show terá um tom de celebração e sarau, me retirando do confinamento do estúdio e me relançando pra vida afetiva e compartilhada que só o palco produz. Ao lado de amigos e músicos tão queridos, esse não é apenas um show de canções de amor, mas um show de amor às canções. Todas muito importantes no meu crescimento como ouvinte e fã apaixonado durante a minha história pessoal” &#8211; diz Salem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além das faixas de &#8220;Trilhas do Amor&#8221;, o setlist contará com músicas que se destacaram em seus outros álbuns. Fernando Salem (voz e violão) será acompanhado pelos músicos Swami Jr (violão de 7 cordas e baixo), Carneiro Sândalo (bateria e percussão) e Marcelo Freitas (sax alto e soprano).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sobre o artista</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fernando Salem é músico, compositor, cantor, instrumentista, diretor musical e roteirista. Sua carreira começou aos 20 anos, excursionando pela Europa ao lado de artistas como Swami Jr. e Skowa. De volta ao Brasil, no auge da onda pop dos anos 80, juntou-se a Paulo Miklos e realizou diversos shows por todo o país. Em 1986, gravou com a banda Clínica um álbum homônimo, produzido por Liminha. O disco trazia o hit &#8220;Trauma&#8221;, que entrou na trilha sonora da novela Sassaricando (TV Globo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos anos 90, idealizou e fundou a Banda Vexame junto com Marisa Orth. Ao lado de André Abujamra, Salem produziu o álbum &#8220;Vexame&#8221; (Sony Music), que fez estrondoso sucesso e transformou o grupo numa sensação nacional. Em 2002, se lançou em carreira solo com o álbum &#8220;Disco&#8221;, que foi sucedido pelo premiado e celebrado “Rugas na Pele do Samba&#8221; (2010), com participações especiais de Caetano Veloso, Arnaldo Antunes e Paulo Miklos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Salem participou da edição histórica da série Grêmio Recreativo MTV, em 2011, ao lado de Arnaldo Antunes, Augusto de Campos e Péricles Cavalcanti, entre outros. Em 2018, lançou o álbum e o cine-show &#8220;Eu Segundo Eu&#8221;, com direção de Tadeu Jungle e participações de Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Marisa Orth e Paulo Miklos. Em 2020, foi a vez do super autoral &#8220;Dentro&#8221;, álbum com repertório íntimo e confessional, e os convidados Marcos Suzano, Swami Jr., André Abujamra e Verônica Ferriani.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fernando Salem se destaca também pela criação de canções e trilhas para séries infantis, como Castelo Rá-Tim-Bum, Cocoricó, Vila Sésamo e Rádio Zoo. Foi responsável pelo roteiro e trilha sonora do programa Incluir Brincando (TV Cultura), indicado ao Emmy Awards, em 2015.</p>
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<p><strong><em><a href="https://tratore.ffm.to/trilhasdoamor">Ouça o álbum</a></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x5lmucD04Os"><strong><em>Assista ao lyric video de &#8220;B.Ó.&#8221;</em></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Show: Fernando Salem &#8211; Lançamento de “Trilhas do Amor”<br />
Data: 10 de agosto (quarta)<br />
Horário: 21h<br />
Local:  Teatro da Rotina<br />
Endereço: Rua Simão Álvares, 697 &#8211; Pinheiros &#8211; São Paulo &#8211; SP<br />
Ingressos: R$ 30 (antecipado) / R$ 40 (porta)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Venda online:  <a href="https://www.sympla.com.br/fernando-salem---trilhas-do-amor__1640414">https://www.sympla.com.br/fernando-salem&#8212;trilhas-do-amor__1640414</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Duração: 80 minutos</p>
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<p><strong>Com informações: BATUCADA Comunicação</strong></p>
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		<title>Fernando Salem, da Banda Vexame, lança o álbum &#8220;Trilhas do Amor&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Apr 2022 04:37:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[FernandoSalem]]></category>
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					<description><![CDATA[Criar um álbum musical não é apenas reunir um punhado de canções. É preciso escolhê-las e alinhavá-las com algum sentido – de forma a que construam pontes, provoquem ideias, formem narrativas. Isso ficou claro desde o lançamento de Sgt. Peppers, dos Beatles, considerado pelos críticos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Criar um álbum musical não é apenas reunir um punhado de canções. É preciso escolhê-las e alinhavá-las com algum sentido – de forma a que construam pontes, provoquem ideias, formem narrativas. Isso ficou claro desde o lançamento de Sgt. Peppers, dos Beatles, considerado pelos críticos o marco de “álbum conceitual” – embora os brasileiros já costurassem canções em torno de ideias pelo menos desde a Bossa Nova. De lá para cá, com a fragmentação do mercado musical em diversas mídias, um pouco dessa busca de sentido se perdeu. O que valoriza ainda mais os artistas que lançam ao ar músicas como pontos brilhantes, propondo ao ouvinte o desafio de ligá-los e identificar os possíveis desenhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fernando Salem</strong> é um desses artistas. Morou em países diferentes. É versado em gêneros diferentes, do choro ao rock. Mistura linguagens diferentes, do instrumental ao teatral que desenvolveu nos tempos da Banda Vexame. Salem costura narrativas musicais com a habilidade de um roteirista, profissão que exerce paralelamente à música – eu o conheci quando trabalhava na Bravo!, e Salem transformava um evento anual da revista em uma reflexão ao mesmo tempo densa e divertida sobre a cultura brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O título <strong>Trilhas do Amor</strong> tem a ver com tudo isso. Salem propõe várias viagens por seu álbum. A trilha mais evidente é a que está indicada no próprio nome. O álbum é uma belíssima coleção de canções de amor. A fossa é em geral deixada de lado, em escolhas que privilegiam a leveza – talvez uma das contribuições brasileiras às canções de amor, afinal somos o país da “tristeza que balança”. Músicas como <strong>Mon amour, Meu bem, Ma femme</strong> (Cleide), sucesso na voz de Reginaldo Rossi, <strong>Curare</strong> (Bororó) e <strong>Olhar de Mangá</strong> (Erasmo Carlos) falam de amores que, de uma forma ou de outra, valeram a pena. A exceção talvez seja <strong>Demais</strong>, o belíssimo blues de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira. Salem, no entanto, bebe a fossa etílica dos dois compositores no cálice da ironia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra trilha é a que liga os diferentes registros, que vai do brega de Reginaldo Rossi e Fernando Mendes à bossa nova de Alf e Jobim, passando pelo rock de Erasmo Carlos e pela MPB tudo-ao-mesmo-tempo-agora de Caetano Veloso. Independentemente do registro, são todas preciosidades brasileiras. Como nada é absoluto, há aqui também uma exceção: <strong>11 y 6</strong>, a belíssima música do argentino Fito Paez que narra o amor de duas crianças nas ruas de Buenos Aires. Salem a interpreta com pegada onírica e impecável sotaque portenho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um álbum que se compõe principalmente de regravações não faz sentido se o artista não tem nada de novo a dizer sobre as músicas. Salem recria seus achados sempre apresentando-os sob novas luzes. O romantismo de <strong>Cadeira de Rodas</strong> (Fernando Mendes, Zenith e José Wilson), música que hoje seria considerada politicamente correta, se transforma em samba lírico. O humor de <strong>Olhar de Mangá</strong>, que hoje seria considerada politicamente incorreta, se enriquece com a lista de mulheres superpoderosas que Salem acrescenta à letra original. E a delicada voltagem de <strong>Sou Seu Sabiá</strong> (Caetano Veloso) traz uma nova emoção à melodia belíssima. Vale muito a pena percorrer o álbum pela trilha das descobertas do intérprete.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que é também, como sabe quem o acompanha, um ótimo compositor. <strong>B.Ó.</strong> (Boletim de Ocorrência) e <strong>Pro Nelson, Pro Cezinho, Pro João </strong>são as duas músicas com a assinatura de Salem. As duas trazem a marca da leveza que perpassa o álbum. <strong>B.Ó.</strong> é um pop bem-humorado destinado a explodir nos tocadores (antigamente se falava “tocar no rádio”). <strong>Pro Nelson, Pro Cezinho, Pro João</strong> é um delicioso samba-brincadeira cheio de mensagens cifradas. A trilha do Salem compositor é curta mas recompensadora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Existe uma trilha certa para percorrer o álbum? Toda obra de arte só existe em função de quem a vê, lê ou ouve. As trilhas de <strong>Trilhas do Amor</strong>, como as trilhas do amor na vida real, são infinitas – e cabe a cada um descobrir, e percorrer, uma trilha nova a cada escuta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por João Gabriel de Lima</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SOBRE O ARTISTA</strong></p>
<p>Fernando Salem é músico, compositor, cantor, instrumentista, diretor musical e roteirista. Sua carreira começou aos 20 anos, excursionando pela Europa ao lado de artistas como Swami Jr. e Skowa. De volta ao Brasil, no auge da onda pop dos anos 80, juntou-se a Paulo Miklos e realizou diversos shows por todo o país. Em 1986, gravou com a banda Clínica um álbum homônimo, produzido por Liminha. O disco trazia o hit &#8220;Trauma&#8221;, que entrou na trilha sonora da novela Sassaricando (TV Globo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos anos 90, idealizou e fundou a Banda Vexame junto com Marisa Orth. Ao lado de André Abujamra, Salem produziu o álbum &#8220;Vexame&#8221; (Sony Music), que fez estrondoso sucesso e transformou o grupo numa sensação nacional. Em 2002, se lançou em carreira solo com o álbum &#8220;Disco&#8221;, que foi sucedido pelo premiado e celebrado “Rugas na Pele do Samba&#8221; (2010), com participações especiais de Caetano Veloso, Arnaldo Antunes e Paulo Miklos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Salem participou da edição histórica da série Grêmio Recreativo MTV, em 2011, ao lado de Arnaldo Antunes, Augusto de Campos e Péricles Cavalcanti, entre outros. Em 2018, lançou o álbum e o cine-show &#8220;Eu Segundo Eu&#8221;, com direção de Tadeu Jungle e participações de Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Marisa Orth e Paulo Miklos. Em 2020, foi a vez do super autoral &#8220;Dentro&#8221;, álbum com repertório íntimo e confessional, e os convidados Marcos Suzano, Swami Jr., André Abujamra e Verônica Ferriani.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fernando Salem se destaca também pela criação de canções e trilhas para séries infantis, como Castelo Rá-Tim-Bum, Cocoricó, Vila Sésamo e Rádio Zoo. Foi responsável pelo roteiro e trilha sonora do programa Incluir Brincando (TV Cultura), indicado ao Emmy Awards, em 2015.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>FICHA TÉCNICA</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Produzido por Fernando Salem</p>
<p>Gravado no estúdio Vidal Records (São Paulo)<br />
Mixagem e masterização: Sérgio Soffiatti<br />
Capa: Paulo Monteiro<br />
Produtor fonográfico: Vidal Records<br />
Distribuição: Tratore</p>
<p>Fernando Salem: Voz, violão, guitarra, cavaquinho, baixo e programações<br />
Swami Jr.: Violão, violão 7 cordas e requinto<br />
Marcelo Freitas: Sax e clarinete<br />
Adriano Busko: Percussão<br />
Joel Timoner: Bandolim</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. <strong>Trilha do Amor</strong> (André Renato/ Arlindo Cruz/ Carlos Sena/ Charlles André/ Gilson Bernini/ Mauricao/ Riquinho/ Xande de Pilares)<br />
2. <strong>B.Ó.</strong> (Fernando Salem)<br />
3. <strong>Demais</strong> (Tom Jobim/ Aloysio de Oliveira)<br />
4. <strong>Olhar de Mangá</strong> (Erasmo Carlos)<br />
5. <strong>Eu e a Brisa </strong>(Johnny Alf)<br />
6. <strong>Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme </strong>(Cleide)<br />
7. <strong>Curare</strong> (Bororó)<br />
8. <strong>11 Y 6</strong> (Fito Paez)<br />
9. <strong>Só Tinha de Ser Com Você</strong> (Tom Jobim/ Aloysio de Oliveira)</p>
<ol start="10">
<li><strong> Pro Nelson, Pro Cezinho, Pro João</strong> (Fernando Salem)<br />
11. <strong>Sou Seu Sabiá</strong> (Caetano Veloso)<br />
12. <strong>Cadeira de Rodas </strong>(Fernando Mendes/ Zenith/ José Wilson)</li>
</ol>
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<p><strong>FAIXA A FAIXA </strong>(por Fernando Salem)</p>
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<p><strong>TRILHA DO AMOR</strong></p>
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<p>O pagode é a trilha sonora do início do terceiro milênio no Brasil. Quando escutei <strong>Xande de Pilares</strong>, do <strong>Revelação</strong>, cantar <strong>Trilha do Amor</strong> ao vivo, entendi tudo. A revelação e a revolução do samba que saía do fundo do quintal pra ganhar espaço sideral no imaginário de milhões de brasileiros. Depois, a gravação de <strong>Arlindo Cruz</strong> me comoveu de vez. Precisei ter ousadia pra me arriscar a gravar a música. Devo a ela a inspiração de todo álbum <strong>Trilhas do Amor</strong> (no plural).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>B.Ó. </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>B.Ó.</strong> se tornou gíria corrente no Brasil. A expressão se refere à abreviatura de Boletim de Ocorrência, o documento que a gente assina nas delegacias pra dar queixa de um crime. A música fala das queixas de um amor romântico. Depois de composta, percebi o quanto ela expressa a minha paixão por <strong>Reginaldo Rossi</strong>, <strong>Odair José</strong> e <strong>Fernando Mendes</strong>, desde os tempos da <strong>Banda Vexame</strong>. A sonoridade <em>brega-ska</em> do Norte do Brasil também está no ar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>DEMAIS  </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Tom Jobim</strong>, o mundo conhece. E conhece graças a alguém que nem todo mundo conhece: seu parceiro <strong>Aloysio de Oliveira</strong>. Esse cara viveu muitas vidas em uma só. Foi pros States com <strong>Carmen Miranda </strong>nos anos<strong> 30/40</strong>. Produziu <strong>Chega de Saudade (1959)</strong>, o álbum-manifesto da Bossa Nova de <strong>João Gilberto</strong>. Fundou a gravadora <strong>Elenco </strong>com o <em>casting</em> mais luxuoso dos anos 60. E, de lambuja, foi um dos maiores letristas e parceiros de <strong>Jobim</strong> com <em>hits</em> como <strong>Dindi</strong>. <strong>Demais</strong> foi sucesso na voz de <strong>Maysa </strong>em<strong> 1964</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>OLHAR DE MANGÁ  </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando eu era moleque, queria ser <strong>Erasmo Carlos</strong>. Eu tinha o chapéu do Tremendão, mas não cresci como meu ídolo. Fiquei baixinho, tipo <em>tremendinho</em>. E o Erasmo virou o nosso <strong>Gigante Gentil</strong>! Em <strong>2013</strong>, lançou um álbum perfeito chamado <strong>Rock’n’Roll</strong>. Lá aparece na 4<sup>a</sup> faixa (critério que segui aqui no <strong>Trilhas do Amor</strong>) essa canção-homenagem às heroínas do meu herói.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>EU E A BRISA  </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ponteio</strong> de <strong>Edu</strong> <strong>Lobo</strong>, <strong>Roda Viva</strong> de<strong> Chico</strong>, <strong>Domingo no Parque</strong> de <strong>Gil</strong> e <strong>Alegria, Alegria</strong> de <strong>Caetano</strong>; canções que colaram na memória do histórico <strong>Festival de Música Popular Brasileira de 1967</strong>. O que pouca gente sabe é que ali, entre tantos <em>hits</em>, estava <strong>Eu e a Brisa</strong> de <strong>Johnny Alf</strong>, cantada por <strong>Marcia</strong>. Ninguém deu bola e a canção nem se classificou para as finais. Mas a obra foi se impondo ao longo do tempo, virou clássico e se encontrou na voz de <strong>João Gilberto </strong>em<strong> 1981, </strong>num especial pra <strong>Globo.</strong> Aí sim, o merecido e maior prêmio. Outra canção que gravei por puro atrevimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MON AMOUR, MEU BEM, MA FEMME</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que falar dessa obra-prima do nosso Rei do Brega? Ela estava no repertório da <strong>Banda</strong> <strong>Vexame</strong>, da qual faço parte, nos anos <strong>1990</strong>. Havia um clima de humor e euforia na redescoberta desse repertório pejorativamente chamado de <strong>brega</strong>. A música consagrada pelo povo pobre do Brasil entrava nos ambientes <em>cult</em> dando o ar da sua graça. Só que não era brincadeira, nem paródia, tampouco deboche, era homenagem. Hoje, a inclusão desse repertório nas <em>playlists</em> mais democráticas do <em>streaming</em> mostra a potência da nossa mais verdadeira música romântica.</p>
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<p><strong>CURARE</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem conhece o <strong>Bororó</strong>? Não se preocupe. Quase ninguém sabe quem é o cara. Olha isso: o sujeito era sobrinho da <strong>Marquesa de Santos</strong>, funcionário público, boêmio e culto; e compôs algumas pouquíssimas canções espetaculares. Todas têm harmonias sofisticadas e letras impecáveis, como o clássico <strong>Da Cor do Pecado</strong>. O apelido <strong>Bororó</strong> é nome de um povo indígena e <strong>Curare</strong> é o veneno usado nas suas flechas dos nativos. Na letra, a linda imagem “curare no corpo” como uma flecha de cupido que envenena o compositor apaixonado. A canção fez sucesso na voz de <strong>Orlando Silva</strong> em <strong>1940</strong>.</p>
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<p><strong>11 Y 6  </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meu primeiro contato com a obra do <strong>Fito Paez</strong> foi na Argentina, no lançamento de <strong>Euforia (1996)</strong>. Um álbum gravado ao vivo, com orquestra para um belíssimo especial de TV. A canção <strong>11 Y 6</strong>, do álbum <strong>Giros (1985)</strong>, estava lá recriada em uma atmosfera de altíssima emoção. A letra narra a relação de duas crianças que dividiam as ruas de La Paz vendendo rosas. Crescem sem ter mais contato. Adultos, se reencontram e se pegam num banheiro de um bar.</p>
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<p><strong>SÓ TINHA DE SER COM VOCÊ </strong></p>
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<p>Nos anos 70, a gravadora <strong>Polygram</strong> tinha no seu <em>casting</em> <strong>Chico</strong>, <strong>Caetano</strong>, <strong>Gil</strong>, <strong>Ben</strong>, <strong>Tom</strong>, <strong>Elis</strong>, <strong>Odair</strong>, <strong>Nara</strong>, <strong>Erasmo</strong>, <strong>Raul</strong> e por aí vai. Quando um deles fazia 10 anos de carreira, o presidente da gravadora <strong>André Midani</strong>, o presenteava permitindo que gravasse o seu “disco dos sonhos”. Assim nasceu <strong>Elis e Tom (1974)</strong>, o álbum que realizou um íntimo desejo de <strong>Elis</strong>. A gravação de <strong>Só Tinha de Ser Com Você</strong> desse álbum é deslumbrante. E uma vitória: um arranjo de <strong>Cesar Camargo Mariano</strong> em um território onde <strong>Tom</strong> é quem dava o tom.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PRO NELSON, PRO CEZINHO, PRO JOÃO</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O meu amigo, compositor e violonista baiano, <strong>Cezar Mendes</strong> foi um dos poucos seres vivos desse planeta a ter o privilégio de conviver intensamente com <strong>João Gilberto</strong> nos últimos anos do gênio. <strong>João</strong> adorava Cezinho, como o chamava. E com ele, dividia histórias incríveis vividas na companhia de um outro amigo “enrolado” chamado <strong>Nelson</strong>. Quando Cezar me contou o que e quem era Nelson, resolvi compor esse samba pro <strong>Trilhas do Amor</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SOU SEU SABIÁ</strong></p>
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<p>Essa canção eu gravei por amor. A coloquei e a retirei do álbum umas cinco vezes. Havia motivo: <strong>Marisa Monte</strong> a gravou esplendidamente em <strong>Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (2000).</strong> <strong>Caetano</strong>, o autor, gravou em dezembro do mesmo ano, em <strong>Noites</strong> <strong>do Norte</strong>. De fato, não havia e não há motivo pra que eu colocasse a canção no meu disco. Como eu não tinha muita noção do risco, enviei uma <em>pré-mix</em> desengonçada pro Caetano, sem dizer nada. Ele gostou. Então, enviei uma mensagem a ele dizendo que estava em dúvida se a colocava no álbum, “afinal você, Marisa, bla-bla-bla”. <strong>Caetano</strong> disse que cada um tinha o <strong>Seu Sabiá</strong> e aquele era o meu. A resposta é espetacular. Mas me convenceu? Não. A canção só entrou aos 45 do segundo tempo, graças às opiniões de dois grandes amigos: o compositor <strong>Emerson Leal</strong> e o jornalista <strong>João Gabriel de Lima</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CADEIRA DE RODAS</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos anos <strong>1990</strong> e <strong>2000</strong> essa canção esteve no repertório da <strong>Banda Vexame</strong>, nunca saiu do show. E está no álbum <strong>Vexame</strong> (<strong>1992</strong>). Eu a cantava só com violão e com muito respeito; embora houvesse algum clima de chiste, pelo fato da minha interpretação ter poucos maneirismos explícitos remetendo a <strong>João Gilberto</strong>. Aquilo não era para desmerecer a canção e sim mostrar que ela era nobre. Além de tímidos sorrisos da plateia, havia o fato de muitos cadeirantes irem aos shows. Vi muita gente se emocionar, sobretudo meninas cadeirantes. Na gravação do CD, no <strong>Sesc Pompeia (SP)</strong>, o autor <strong>Fernando Mendes</strong> entrou no camarim com uma cesta de chocolates pra mim. Nos abraçamos. Eu devia mesmo uma gravação dessa canção num outro contexto: é uma das maiores canções românticas brasileiras!</p>
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<p><strong> </strong></p>
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<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Com informações: </strong><strong>BATUCADA COMUNICAÇÃO</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Fernando Salem, da Banda Vexame, lança lyric video de &#8220;B.Ó.&#8221; e anuncia novo álbum solo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2022 10:58:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Assista ao lyric video &#160; Ouça o single &#160; O cantor, músico e compositor paulistano Fernando Salem lança lançou o lyric video do single “B.Ó.&#8221;, primeira amostra de seu novo álbum, &#8220;Trilhas do Amor&#8221;, programado para chegar às plataformas digitais no dia 8 de abril....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x5lmucD04Os"><strong><em>Assista ao lyric video</em></strong></a></p>
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<p><a href="https://tratore.ffm.to/bo-single"><strong><em>Ouça o single</em></strong></a></p>
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<p>O cantor, músico e compositor paulistano <strong>Fernando Salem</strong> lança lançou o lyric video do single <strong>“B.Ó.&#8221;</strong>, primeira amostra de seu novo álbum, &#8220;Trilhas do Amor&#8221;, programado para chegar às plataformas digitais no dia 8 de abril.</p>
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<p>Em seu quinto registro solo, Fernando Salem, acostumado a gravar suas próprias canções, surpreende como intérprete dos seus ídolos e apresenta duas inéditas. O disco é recheado de composições românticas de Caetano Veloso, Reginaldo Rossi, Tom Jobim, Johnny Alf e Erasmo Carlos, entre outros. Das doze músicas que compõem o repertório, as duas novidades de Salem são o samba &#8220;Pro Nelson, Pro Cezinho, Pro João&#8221; e &#8220;B.Ó.&#8221;, um brega pop bem-humorado, escolhido como single inaugural desse novo trabalho.</p>
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<p>&#8220;Para batizar esta música, me apropriei da expressão que se refere à abreviatura de boletim de ocorrência e se tornou gíria corrente. Ela fala das queixas de um amor romântico e expressa toda a minha paixão por Reginaldo Rossi, Odair José e Fernando Mendes. A sonoridade típica do Norte do Brasil com pegada ska está presente nela&#8221; &#8211; comenta Fernando.</p>
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<p>&#8220;B.Ó.&#8221;, assim como todas as outras faixas do álbum, foi gravada no estúdio Vidal Records (São Paulo). A produção é do  próprio Salem, que além de cantar, tocou violão, guitarra, cavaquinho, baixo e fez as programações. Parar a gravação, ele contou com o apoio do super-time formado por Swami Jr. (violão, violão 7 cordas e requinto), Marcelo Freitas (sax e clarinete), Adriano Busko (percussão) e Joel Timoner (bandolim). A mixagem e a masterização foram realizadas por Sérgio Soffiatti. Quem assina a capa é o artista plástico Paulo Monteiro.</p>
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<p><strong>Sobre o artista</strong></p>
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<p>Fernando Salem é músico, compositor, cantor, instrumentista, diretor musical e roteirista. Sua carreira começou aos 20 anos, excursionando pela Europa ao lado de artistas como Swami Jr. e Skowa. De volta ao Brasil, no auge da onda pop dos anos 80, juntou-se a Paulo Miklos e realizou diversos shows por todo o país. Em 1986, gravou com a banda Clínica um álbum homônimo, produzido por Liminha. O disco trazia o hit &#8220;Trauma&#8221;, que entrou na trilha sonora da novela Sassaricando (TV Globo).</p>
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<p>Nos anos 90, idealizou e fundou a Banda Vexame junto com Marisa Orth. Ao lado de André Abujamra, Salem produziu o álbum &#8220;Vexame&#8221; (Sony Music), que fez estrondoso sucesso e transformou o grupo numa sensação nacional. Em 2002, se lançou em carreira solo com o álbum &#8220;Disco&#8221;, que foi sucedido pelo premiado e celebrado “Rugas na Pele do Samba&#8221; (2010), com participações especiais de Caetano Veloso, Arnaldo Antunes e Paulo Miklos.</p>
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<p>Salem participou da edição histórica da série Grêmio Recreativo MTV, em 2011, ao lado de Arnaldo Antunes, Augusto de Campos e Péricles Cavalcanti, entre outros. Em 2018, lançou o álbum e o cine-show &#8220;Eu Segundo Eu&#8221;, com direção de Tadeu Jungle e participações de Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Marisa Orth e Paulo Miklos. Em 2020, foi a vez do super autoral &#8220;Dentro&#8221;, álbum com repertório íntimo e confessional, e os convidados Marcos Suzano, Swami Jr., André Abujamra e Verônica Ferriani.</p>
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<p>Fernando Salem se destaca também pela criação de canções e trilhas para séries infantis, como Castelo Rá-Tim-Bum, Cocoricó, Vila Sésamo e Rádio Zoo. Foi responsável pelo roteiro e trilha sonora do programa Incluir Brincando (TV Cultura), indicado ao Emmy Awards, em 2015.</p>
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<p><strong>Com informações: BATUCADA Comunicação</strong></p>
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