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	<title>JoséMiguelWisnik &#8211; Boomerang Music</title>
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		<title>&#8220;VÃO&#8221; é o novo álbum inédito de José Miguel Wisnik</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 02:21:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[JoséMiguelWisnik]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;VÃO&#8221; tem parcerias inéditas com Arnaldo Antunes, Carlos Rennó, Guilherme Wisnik, Luiz Tatit, Marina Wisnik e Paulo Neves. Participações de Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Marina Wisnik, Zahy Guajajara, Ilessi, Sophia Chablau, Carina Iglecias e Celso Sim.  &#160; O álbum com 11 faixas – dez produzidas...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;<strong>VÃO&#8221;</strong> tem parcerias inéditas com Arnaldo Antunes, Carlos Rennó, Guilherme Wisnik, Luiz Tatit, Marina Wisnik e Paulo Neves. Participações de Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Marina Wisnik, Zahy Guajajara, Ilessi, Sophia Chablau, Carina Iglecias e Celso Sim. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O álbum com 11 faixas – dez produzidas por Alê Siqueira e uma por Marcio Arantes – foi gravado entre maio de 2021 e julho de 2022. Os shows de lançamento serão em São Paulo, dias 20 e 21 de agosto, no <strong>Sesc 24 de Maio</strong>. <strong>VÃO</strong> também terá CD e LP lançados pelo selo CIRCUS.</p>
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<p>Depois de <em>Maquinação do mundo</em>, livro sobre Carlos Drummond de Andrade e a mineração (2018),<strong> José Miguel Wisnik</strong> se recolheu durante a pandemia para os estúdios de gravação. Junto com Alaíde Costa vieram o álbum e o documentário O ANEL <em>– Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik</em> (dezembro de 2020), por ocasião dos 85 anos de Alaíde. Ainda em 2020, lançou “A terra plana”, single/videoclipe contendo pistas para o que viria a ser o álbum inédito. E agora <strong>Wisnik apresenta VÃO, que estará a partir do dia 12 de agosto nos streamings</strong>.</p>
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<p><strong>As fotos e a arte visual</strong> do projeto gráfico ficaram a cargo de <strong>Bob Wolfenson e Elaine Ramos</strong>. O vão do Masp, a Avenida Paulista e o Parque do Trianon estão ali: o vão na capa, e seu avesso, o jequitibá, na contracapa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>“O jequitibá”,</strong> com letra de Carlos Rennó, abre o álbum. Wisnik canta com Ná Ozzetti, com quem dividiu o disco NÁ E ZÉ (2015). É ele que é aqui celebrado – “o velho, belo e bom jequitibá do Trianon”, árvore centenária de quando “não havia Masp nem seu vão”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O jequitibá” ganha também um<strong> videoclipe, dirigido pelo Coletivo Bijari</strong> e composto com quase 700 fotos de <strong>Bob</strong> <strong>Wolfenson</strong>, que fotografou a Avenida Paulista e o Trianon especialmente para o projeto. O clipe estará no youtube a partir de 19 de agosto.</p>
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<p>A segunda faixa, <strong>“Chorou e riu”, é uma “Meditação” sobre o Brasil (aludindo à canção de Tom Jobim e Newton Mendonça)</strong>. <strong>Quem acreditou</strong> e viu o encanto do Brasil moderno da Bossa Nova despencar no “vão do horror” dos dias atuais, com insensatez “da hora e vez dos imbecis”? Às <strong>vozes de Mônica Salmaso e Zé Miguel</strong> soma-se um coro composto pela cantora carioca Ilessi e as parceiras de Teatro Oficina, Carina Iglecias e Marina Wisnik.</p>
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<p>Cantora, compositora e autora de palíndromos que permeiam o álbum<strong>, Marina Wisnik é intérprete e parceira em “Roma” e “Avesso vão“.  </strong>Além essas, divide a voz com o pai em outras faixas, como <strong>“Iara”</strong>, feita para a filha de Zé Miguel e irmã de Marina, a estilista Iara Wisnik.</p>
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<p><strong>Guilherme Wisnik trouxe a letra de “Estranha religião”:</strong> “Cada minuto produz um produto/ Pra te consumir”. A faixa conta com a participação de Japa System, Seko Bass e Junix, <strong>integrantes do Baiana Sound System</strong>. Nos vocais destacam-se <strong>Sophia</strong> <strong>Chablau</strong> e um surpreendente e arrebatador  <strong>improviso</strong> <strong>de</strong> <strong>Zahy</strong> <strong>Gajajara</strong> falado e cantado em Ze’eng eté, língua do povo Tentehar-Guajajara.</p>
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<p>Parceiros recorrentes estão no álbum: <strong>“Sereia”, letra de Arnaldo Antunes</strong> sobre a travessia de uma doença mortal; <strong>“Deixe eu ir”,</strong> trata de um tema recorrente da poética de<strong> Luiz Tatit</strong>: “Um romance bom/Que escapuliu”; <strong>Carlos</strong> <strong>Rennó</strong> extraiu a partir do monólogo de Molly Bloom de James Joyce a letra de <strong>“Eu disse sim”, </strong>musicada por Wisnik.</p>
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<p>Não poderia faltar <strong>Paulo Neves</strong>, presente em todos os álbuns de Wisnik. Seu texto <strong>“O chamado e a chama”</strong> conduz ao encontro com dois cantores máximos cujas vozes são aqui sampleadas e homenageadas: <strong>Elza Soares</strong>, com quem Wisnik trabalhou em DO CÓCCIX ATÉ O PESCOÇO, e <strong>Gilberto Gil,</strong> para o qual, como sabemos, “O VERDADEIRO AMOR É VÃO”.</p>
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<p>Nenhuma nota é em vão nesse álbum que tem a marca de<strong> Alê Siqueira</strong>, produtor musical e parceiro de muitos dos projetos realizados e dirigidos por Wisnik.</p>
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<p>VÃO conversa com nosso tempo, com esse lugar em que nos encontramos, “encalhados no fado”. Revira os nossos nós, descortina o monstro que estava em nós, vê estourarem as bolhas do mundo da mercadoria. O disco todo desemboca em “<strong>Terra estrangeira</strong>”, releitura de um fado-choro wisnikiano que foi tema do filme homônimo de Walter Salles Jr e Daniela Thomas (1995), recriado aqui <strong>na voz de Celso Sim e nos violões conduzidos por João Camarero</strong> sob a inspiração de Villa-Lobos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim se encerra esse VÃO, com a esperança de que o Brasil retome o processo de civilização cuja onda se ergueu na do mar, arrebentou, mas ainda está por vir:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Há um lugar (onde está?)</p>
<p>Há um lugar (sei que há)</p>
<p>Um lugar que faltei achar</p>
<p>Há um lugar (há de vir)</p>
<p>Só faltou descobrir</p>
<p>Um lugar e ainda quero ir&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>JOSÉ MIGUEL WISNIK</strong></p>
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<p>José Miguel Wisnik é músico, ensaísta e professor sênior de literatura brasileira pela Universidade de São Paulo. Como intérprete de suas canções, lançou um primeiro CD que leva seu nome como título (1993), depois <em>São</em> <em>Paulo</em> <em>Rio</em> (2000), <em>Pérolas</em> aos <em>poucos</em> (2003), <em>Indivisível</em> (2011) e <em>Ná</em> <em>e</em> <em>Zé</em> (2015, com a cantora Ná Ozzetti). Fez música para dança, cinema e teatro. Entre as suas principais publicações estão <em>O som e o sentido</em> (1989), <em>Veneno</em> <em>remédio</em> – <em>o futebol e o Brasil </em>(2008) e <em>Maquinação</em> <em>do</em> <em>mundo</em> – <em>Drummond</em> <em>e a mineração</em> (2018). Recebeu o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (1978), o Troféu Noel Rosa como compositor-revelação (1989), o prêmio do Festival de Gramado (1989), o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (1991, 1993 e 1995), o prêmio do Festival de Cinema do Ceará (2001), o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2019). Atuou como conferencista convidado em diversas Universidades do Brasil, da Europa e dos Estados Unidos, como professor visitante na Universidade da California, em Berkeley (2006) e na Universidade de Chicago (2012).</p>
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<p>Fotos: Bob Wolfenson | Design: Elaine Ramos</p>
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<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
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<p><strong>Lançamento do álbum &#8220;VÃO&#8221;</strong></p>
<p>20  e 21/08 (sábado e domingo), às 20 e 18h respectivamente</p>
<p>Ingressos: R$ 40, inteira / R$ 20, meia / R$ 12, credencial plena</p>
<p>Sesc 24 de Maio (R. 24 de Maio, 109 &#8211; República &#8211; SP)</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Com informações:  CIRCUS Produções</strong></p>
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