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	<title>marinadelariva &#8211; Boomerang Music</title>
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		<title>Marina de la Riva lança o álbum &#8220;Raices Compartidas&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 01:32:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As imagens, embora uma terrível e outra maravilhosa, da Gatesca Pantomima e da Damisela Libertad – a primeira referindo-se ao famoso quadro de Goya sobre os horrores da guerra e a outra quase o seu oposto, a “Senhorita Liberdade” – aparecem juntas nos muitos questionamentos da lindíssima canção “<em>Y que sabes tu?</em>”, a única nova e autoral de “Raices Compartidas”, o quinto álbum da cantora e compositora cubano-brasileira <strong>Marina de la Riva</strong>.</p>
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<p><strong><a href="https://tratore.ffm.to/raicescompartidas" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://tratore.ffm.to/raicescompartidas&amp;source=gmail&amp;ust=1650070722111000&amp;usg=AOvVaw1kmSrnuz1jwP1P-ncmEbUw">Ouça aqui</a></strong></p>
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<p>Entre os extremos da guerra e ânsia por liberdade, a canção questiona:</p>
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<p><em>&#8220;Que sabes tu de mis dolores</em><em><br />
Que sabes tu de mi soledad<br />
De los dias que me quedo<br />
Mirando hacia el mar”</em></p>
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<p>E os questionamentos da canção não são nada arrogantes, e sim sinceros. “<em>Y que sabes tu?</em>”, que pode realmente saber o ouvinte brasileiro da realidade artística e existencial de uma cantora brasileira que tem raízes tanto aqui como em Cuba – de onde veio seu pai e toda a sua linhagem paterna, sua língua tão materna quanto o português, sua sensibilidade musical igualmente bilíngue – que mira e vive sobre o mar Atlântico que separa seus dois países.</p>
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<p>“Raices Compartidas”, que lança “<em>Y que sabes tu?</em>”, parece generosamente querer nos ajudar a saber da música, cultura, da intensa História e da vida real que há &#8211; mais do que entre Brasil e Cuba – entre as canções escritas no Brasil em português e as em castelhano compostas em Cuba e todos os países hispânicos. Em quase todas as nove faixas do álbum essa relação aflora de forma explícita e emocionante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O clássico moderno “<em>Cachito</em>”, escrito pela compositora mexicana Consuelo Velásquez e popularizado no mundo por Nat King Cole e no Brasil por Emilinha Borba no final dos anos 1950, ressurge suingadíssima e sensual num dueto de Marina de la Riva com Ney Matogrosso – talvez o cantor brasileiro contemporâneo que mais naturalmente incorpore influências latinas na sua música.</p>
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<p>Da mesma autora, o bolero clássico “<em>Besame Mucho</em>” traz essa mesma relação de forma mais sutil. Acompanhada do violão do argentino (que já morou no Brasil) Torcuato Mariano e de orquestra de cordas, Marina faz o bolero como se fosse uma bossa nova, bem diferente, mas referindo-se à célebre gravação de João Gilberto que transformou para sempre o clássico bolero também numa clássica bossa nova. Há, portanto, duas formas igualmente clássicas de se fazer “<em>Besame Mucho</em>”, como bolero e da forma “brasileira”. Para acentuar suas ‘raices compartidas’, Marina de la Riva escolhe a segunda, canta em espanhol, na forma brasileira.</p>
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<p>E para mostrar que isso não é nada óbvio, Marina faz um “<em>Influência do Jazz</em>”, tema igualmente clássico da Bossa Nova escrito por Carlos Lyra, de forma latina, ou “afro cubana”, como diz a letra da canção brasileira. Quando a música foi lançada, em 1963, Tom Jobim dizia que se tratava de “uma canção subliminar”, ou seja, que apesar de criticar a influência do jazz afro-cubano no samba – com, por exemplo, a acentuação rítmica no chamado “tempo forte” do compasso, e não no “tempo fraco”, a tal síncope do samba – de certa forma a incorporava. Misturando – até mais que compartindo – suas raízes, Marina incorpora essa sutil e irônica observação de Jobim à canção de Carlos Lyra. E faz um “<em>Influência do Jazz</em>” de fato com influência do jazz afro-cubano.</p>
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<p>Já uma ‘salsa brasileira, meio Rio, meio Havana’ como “<em>Ai, ai, ai, ai, ai</em>”, de Ivan Lins e Vitor Martins parece ser tanto uma síntese de “Raices compartidas” que mereceu no álbum duas versões, a original em português, e uma em castelhano vertido pela própria Marina de la Riva – é bom lembrar que volta e meia, ela faz versões de canções brasileiras para a sua outra língua, sendo a mais conhecida a que escreveu para “<em>Adivinha o quê</em>”, que gravou com o autor Lulu Santos. E na forma que Marina e seus músicos escolheram para fazer, “<em>Ai, ai, ai, ai, ai</em>” saiu mais lenta e suingada, mais pesada e muito mais cubana que a versão original consagrada pelo autor Ivan Lins. Como fez um “<em>Besame mucho</em>” brasileiro, “<em>Ai, ai, ai, ai, ai</em>’ saiu cubano, raices compartidas, raízes compartilhadas, realmente.</p>
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<p>Marina levou tão a sério esse “compartir” as duas culturas que resolveu fazê-lo em campo neutro. Nem no Rio, nem em Havana, “Raices Compartidas” foi gravado em Los Angeles, cidade em que tanto artistas e músicos cubanos e hispânicos em geral – não fosse aquilo um histórico território mexicano – e brasileiros fizeram História. No estúdio em que ela gravou, o East West Studios, por exemplo Tom Jobim gravou seu célebre disco com Frank Sinatra, em 1967.</p>
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<p>Sob a produção do brasileiro radicado em Los Angeles, Moogie Canasio, que já ganhou o Grammy principal com artistas como Sérgio Mendes e João Gilberto, Marina conseguiu arregimentar músicos de ponta do mercado latino e norte-americano. Além de Torcuato Mariano em arranjos e violão de “<em>Besame Mucho</em>”, contou com o também argentino Cheche Alara, no piano e arranjos, o peruano Ramon Stagnaro (que infelizmente faleceu por Covid um pouco depois), nos violões e guitarra, o cubano Carlito del Puerto, no baixo, o americano Vinnie Colaiuta, na bateria, os brasileiros Jessé Sadoc, no trompete e Rafael Rocha, no trombone, e as percussões divididas pelos cubanos Luis Conte e Rafael Padilla – que tocam como só cubanos conseguem tocar, um sotaque de percussão inimitável &#8211; além de orquestra de cordas.</p>
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<p>Tal exuberância musical mostra-se fluente tanto em antigas canções cubanas como “<em>La gloria eres tu</em>” que, embora recentemente tenha voltado à fama na voz de Luis Miguel, é uma canção dos anos 40 de José Antonio Méndez, como da contemporânea e pop “<em>Humo de Tabaco</em>”, do cubano radicado no Canadá Alex Cuba. Ou ainda em um bolero cubano clássico “<em>Como Fue</em>”, de Ernesto Duarte Brito, recriado por Marina “comme il faut”, cubaníssima. Tão cubana, que o bongô utilizado por Rafael Padilla na nova gravação foi o mesmíssimo instrumento usado no registro clássico da orquestra de Benny Moré, nos anos 40, presente do tio que tocou naquela ocasião.</p>
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<p>Há, basicamente, duas formas de lidar com essa intensa relação da música cubana com a brasileira: pelo viés quase folclórico das rumbas, boleros e salsas dançantes, ou pelo viés da canção moderna e política da Nova Trova, de autores como Silvio Rodriguez e Pablo Milanés. Marina de la Riva, cubana e brasileira que é, vai por um caminho mais sutil, o do gosto latino contemporâneo, mais ligado aos ouvidos de hoje, seja em Los Angeles, Havana ou Rio. Sem deixar de ser político nem dançante, como comprovam os versos generosos de “<em>Y que sabes tu?</em>”</p>
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<p>“Que sabes tu de mis anhelos,<br />
De la Gatesca Pantomima<br />
De la Damisela Libertad<br />
Que no me saca a bailar”.</p>
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<p>Entender os anseios, os medos, mas sempre tirar o par para dançar é o que une as linguagens musicais que Marina de la Riva aqui junta e traduz como uma nativa dos dois mundos.</p>
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<p>Por Hugo Sukman</p>
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<p><strong>Com informações: Assessoria de Imprensa | Marina de la Riva </strong></p>
<p><strong>Perfexx Assessoria | <a href="http://www.perfexx.com.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.perfexx.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1650070722111000&amp;usg=AOvVaw3n7R7XUr1EsMOFM0yuMdLi">www.perfexx.com.br</a> </strong></p>
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