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	<title>trionordestino &#8211; Boomerang Music</title>
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		<title>Gilberto Gil ganha homenagem do Trio Nordestino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Antonio Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2020 00:33:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O novo projeto do grupo, guardião fiel da música nordestina, aproxima a obra de Gil de suas raízes &#160; Ouça o álbum: https://orcd.co/cantagilbertogil &#160; &#160; Por Gilberto Gil &#160; O Trio Nordestino é uma das manifestações da grande herança de Luiz Gonzaga,  Jackson do Pandeiro, de...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O novo projeto do grupo, guardião fiel da música nordestina, aproxima a obra de Gil de suas raízes</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ouça o álbum: </strong><a href="https://orcd.co/cantagilbertogil">https://orcd.co/cantagilbertogil</a></p>
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<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-16769" src="https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mini-Trio-Nordestino-2@Suelem-Nunes-200x300.jpg" alt="" width="277" height="416" srcset="https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mini-Trio-Nordestino-2@Suelem-Nunes-200x300.jpg 200w, https://boomerangmusic.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mini-Trio-Nordestino-2@Suelem-Nunes.jpg 667w" sizes="(max-width: 277px) 100vw, 277px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por Gilberto Gil</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>O Trio Nordestino é uma das manifestações da grande herança de Luiz Gonzaga,  Jackson do Pandeiro, de todos que construíram a música nordestina com seus vários gêneros: o baião, o xaxado, o xote. Uma das coisas mais interessantes do Trio Nordestino é a reprodução do conjunto criado por Luiz Gonzaga, com acordeão, zabumba, triângulo e voz, ajudando enormemente na divulgação e renovação desses gêneros originários da família do baião. Um Trio que está inscrito na história da evolução da música nordestina. Agora, eles resolveram gravar canções minhas: do meu ponto de vista pessoal, é uma homenagem extraordinária e sob o ponto de vista das minhas grandes afeições também, porque o baião, a música nordestina, é uma das raízes mestras do meu próprio trabalho. O fato deles terem transposto muitas dessas canções &#8211; a maioria delas &#8211; para essa forma extraordinariamente reduzida que é a do trio, me deixa comovido.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>É outro lugar esse do Trio Nordestino canta Gilberto Gil, outro sotaque, outro jeito de dizer, outro jeito de cantar: uma devolução que eles estão fazendo a mim, à minha própria maneira, que vem de lá. Muito do meu modo de cantar, do meu modo de compor, vem do nordeste, dessa região, desse modo de entender a vida e de expressá-la, tão bem registrada agora pelo Trio Nordestino.  Eles são herdeiros de uma obra extraordinária, que começou com Luiz Gonzaga e teve tantos outros representantes, sendo eles, o Trio Nordestino, um dos maiores, nessa longa estrada pelos cantos do Brasil.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por <strong>Leonardo Lichote</strong></p>
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<p>Aos dois anos, em Ituaçu (no interior da Bahia), Gilberto Gil já dizia que queria ser “musgueiro” — como sua fala infantil se referia a quem trabalhava com música. Suas referências eram cantadores e sanfoneiros como Cinézio, artista local. Pelo rádio, vinha o maior de todos, Luiz Gonzaga. Aos dez anos, ele começou a estudar acordeom, seu primeiro instrumento. A vida é o eterno movimento em direção ao menino que fomos, e a obra de Gil — em sua relação com a música nordestina absorvida na infância — é prova disso. Ao longo de toda sua carreira, o compositor celebrou e renovou essas tradições. Fosse no baião futurista pós-Hendrix “Expresso 2222”, fosse no baião com ares de clássico “De onde vem o baião”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“Trio Nordestino canta Gilberto Gil”</em></strong> (Biscoito Fino) tem, portanto, a força das ideias que parecem ter existido desde sempre. No disco, o grupo, guardião fiel da cultura do forró, aproxima a obra de Gil de suas raízes — que, quanto mais frondosa a árvore, mais se revelam nos frutos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para montar o repertório, o grupo selecionou entre os muitos xotes e baiões espalhados por discos de Gil, em suas diferentes fases. Ou mesmo fora de seus álbuns, como é o caso de “Abri a porta”, que abre o disco. Lançada em 1979 pelo A Cor do Som, a canção foi gravada por Gil ao lado de seu parceiro Dominguinhos em 1980, mas num disco do sanfoneiro.  Na nova interpretação, a singeleza original da composição se mantém, mas com o tempero buliçoso do trio — formado por <strong>Luiz Mário</strong> (triângulo e voz), <strong>Jonas Santana</strong> (zabumba e voz) e <strong>Tom Silva</strong> (acordeon e voz).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tratado filosófico feito no barro do chão, “De onde vem o baião” soa como se estivesse em casa na sala de reboco do Trio Nordestino. E o arranjo acena para a produção mais recente de Gil — na introdução, a sanfona cita “Uma coisa bonitinha”, parceria do baiano com João Donato gravada em “Ok ok ok”, seu álbum de 2018. Em seguida, o grupo volta ao Gil dos primeiros anos de carreira, com a pré-tropicalista “Procissão” — relato do misticismo sertanejo que carrega a influência direta de Gonzaga e dos cantadores de Ituaçu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Cores vivas”, delícia menos conhecida do repertório do Gil, foi pinçada de “Luar (A gente precisa ver o luar)”, de 1981. Leveza que trafega num terreno limítrofe entre o xote e o reggae, no qual Gil se equilibrou em muitos momentos. A proximidade dos gêneros permite o diálogo sem arestas, e Gil sabe como ninguém explorar isso. O baiano costuma contar que quando apresentou a música de Bob Marley a Dominguinhos, o sanfoneiro disse: “Isso que é reggae, é? Xotezinho safado”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A faixa seguinte, “Vamos fugir”, segue o mesmo espírito de xotezinho safado — com a diferença de que essa nasceu como reggae. A banda de maçã e a banda de reggae seguem vivas na leitura do Trio Nordestino, mas agora acompanhadas da interjeição “vixe Maria!”. “Palco” — gravada por Gil em 1981 como um funk-disco explosivo — foi outra que o grupo levou para o universo pé-de-serra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Refazenda” — do álbum homônimo, de 1975, no qual Gil se propunha a olhar para suas origens — se encaixa à perfeição na embocadura do Trio Nordestino. Assim como “Madalena (Entra em beco sai em beco)”, na qual o grupo estabelece uma festa de São João, guiada pelo resfolego nervoso da sanfona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As Bahias do sertão e do litoral se encontram em “Toda menina baiana”, lançada em 1979, no disco “Realce”. O clássico ijexá bota o chapéu de couro na versão do Trio Nordestino, que inclui ainda um inesperado e sinuoso solo de baixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A mais rara do repertório é “Minha princesa cordel”, que teve apenas uma gravação, em 2011, para a trilha da novela “Cordel encantado” — em dueto de Gil e Roberta Sá. O garimpo valeu. A bela canção merecia ser recuperada, mais ainda pelas mãos de quem domina sua gramática pernambucana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Expresso 2222”, o baião que aponta para o futuro, pra depois do distante ano 2000 (a canção foi lançada em 1972), encerra com precisão a viagem do Trio Nordestino pela história de Gil. Uma viagem que, seguindo um trilho que é feito um brilho que não tem fim, nos leva a Ituaçu que não é de matéria ou qualquer coisa real. Uma Ituaçu que vem de baixo do barro do chão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.biscoitofino.com.br">www.biscoitofino.com.br</a></p>
<p>@biscoitofino</p>
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<p><strong>Assessoria Biscoito Fino: Coringa Comunicação</strong></p>
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