abril 22, 2026
O show do Evergrey no Manifesto Bar, realizado nesta quarta, 22 de abril, foi exatamente o tipo de apresentação que justifica a fama quase cult da banda entre fãs de metal progressivo — intenso, denso e emocionalmente carregado do início ao fim.
Uma experiência intimista e imersiva
O formato “side show” criou um ambiente muito mais próximo entre banda e público. O espaço relativamente compacto do Manifesto transformou o show em um momento único, amplificando cada detalhe das camadas sonoras e da interpretação. Esse tipo de proposta já vinha sendo destacado como mais “íntimo e intenso” em relação aos shows maiores.
Peso e precisão na medida certa
No palco, o Evergrey entregou exatamente o que construiu ao longo da carreira: riffs pesados, passagens atmosféricas e uma execução técnica impecável. A sonoridade, marcada por melodias sombrias e forte carga emocional, apareceu com ainda mais força ao vivo — característica central da banda.
Tom S. Englund foi o grande destaque, conduzindo o show com vocais viscerais e presença segura, equilibrando momentos de agressividade com trechos mais introspectivos. Sua interpretação reforçou o clima quase dramático das músicas, algo que o público acompanhou com atenção e entrega total.
Conexão com o público brasileiro
A relação da banda com os fãs brasileiros ficou evidente. A plateia respondeu com entusiasmo constante, cantando trechos, reagindo às mudanças de dinâmica e mantendo uma energia alta mesmo nas passagens mais densas. Essa troca ajudou a transformar o show em algo mais do que técnico — foi uma experiência coletiva.
Repertório e dinâmica
Embora o setlist completo ainda não tenha sido oficialmente consolidado online no dia do evento, a proposta ficou clara: equilibrar material mais recente com faixas clássicas, criando uma narrativa que passeia por diferentes fases da carreira. Esse tipo de construção reforça o caráter emocional da apresentação, algo que o Evergrey domina como poucos.
Evergrey
Formada em 1995 em Gotemburgo, a banda é um dos grandes nomes do metal progressivo europeu, conhecida pelo estilo melancólico e letras profundas. Liderada por Tom S. Englund, construiu uma discografia sólida com álbuns como The Inner Circle, Hymns for the Broken e A Heartless Portrait (The Orphean Testament).
A formação da banda tem Tom S. Englund, (vocais e guitarras), Johan Niemann (baixo), Simen Sandnes (bateria) e Rikard Zander (teclados).
Impressão geral
O show no Manifesto Bar não foi apenas um “aquecimento” para o festival — foi um espetáculo completo por si só. Intenso, técnico e profundamente emotivo, mostrou por que o Evergrey continua sendo um dos nomes mais respeitados do Progressive metal.
Para quem esteve presente, ficou a sensação de ter assistido algo especial: não apenas um concerto, mas um belo de um aquecimento para o Bangers Open Air 2026.
SET LIST
Fotos: Leandro Almeida / Parceiro Boomerang Music
Agradecimentos: Honorsounds