maio 07, 2026
A noite de quarta-feira, 07 de maio, no Vibra São Paulo, foi um verdadeiro portal para a década de 80. Liderada pelo carismático Colin Hay, a encarnação atual do Men At Work entregou um show que equilibrou com perfeição o vigor musical e a nostalgia pura, provando que o som do grupo australiano envelheceu como um bom vinho (ou, talvez, como uma boa cerveja gelada sob o sol de Melbourne).
O Show: Precisão e Carisma
Desde os primeiros acordes, ficou claro que o público não estava ali apenas pelo “revival”. Colin Hay, embora seja o único integrante original da formação clássica, comanda a banda com uma vitalidade invejável. Sua voz permanece potente e característica, alcançando as notas altas com uma facilidade que desafia o tempo.
O show foi uma sucessão de hits, mas também abriu espaço para o brilho individual dos músicos que o acompanham. Destaque para a multi-instrumentista Scheila Gonzalez, que roubou a cena nos solos de saxofone e flauta — elementos vitais para a identidade sonora da banda e a vocalista Cecilia Noel, esposa de Colin que deu um show de irreverência.
A plateia, formada por uma mistura de fãs da velha guarda e jovens entusiastas do pop oitentista, transformou o Vibra em um grande coro em hinos como “Who Can It Be Now?” e a onipresente “Down Under”. Momentos de introspecção, como a belíssima “Overkill”, mostraram a faceta mais sensível e sofisticada da composição de Hay.
Veredito
O Men At Work em 2026 não é uma banda de tributo a si mesma; é uma celebração de um repertório impecável executado por músicos de alto nível. Foi uma noite de celebração, com um Colin Hay visivelmente grato pela conexão com o público brasileiro, que retribuiu com energia máxima do início ao fim.
Formação da Banda
Setlist Completo
Bis: 17. Be Good Johnny
Agradecimentos: Assessoria de Imprensa AGÊNCIA TAGA