Julie Neff lança “TRAPPED”, single que aborda sua vivência com a endometriose e os limites do próprio corpo
Faixa que integra o álbum “fine.”, produzido por Cris Bottarelli (Far From Alaska, Ego Kill Talent), chega acompanhada de um videoclipe
TRAPPED, palavra que dá título ao novo single da canadense Julie Neff, significa estar preso, encurralado, aprisionado. No caso da artista, esses estados refletem a sua experiência com a endometriose e a adenomiose, doenças crônicas – portanto, sem cura – com as quais convive há mais de 15 anos. “Essa música é sobre se sentir traída pelo próprio corpo, sobre estar presa em um mundo interno cheio de sonhos e aspirações, mas dentro de um corpo que não coopera”, conta a artista que, por conta dessas condições, enfrenta dor intensa, inflamação e uma série de outros problemas de saúde associados.
Esse processo, ao mesmo tempo físico e emocional, resultou não só na canção produzida por Cris Botarelli (Far From Alaska, Ego Kill Talent), mas no clipe que a acompanha, em que Julie transforma o próprio corpo no centro da narrativa. Ouça aqui e assista ao clipe aqui.
TRAPPED, que integra o álbum a ser lançado, fine., surgiu em um momento em que os sintomas atingiam um ponto crítico. Atividades simples podiam desencadear dias de recuperação. “Se eu me esforçasse um pouco, acabava doente na cama por uma semana. Eu estava desesperada para viver a vida que imaginava, para não decepcionar as pessoas por estar ausente e, no fim, para me sentir viva”, diz. Cinco anos após escrever a faixa, a artista está em um momento em que consegue retomar parte de seus projetos e estabelecer uma nova relação com o próprio corpo. Ainda convivendo com a dor, ela encontra períodos de maior estabilidade que permitem voltar ao movimento. “Ainda preciso planejar minha vida em torno dos meus níveis de energia, mas sou grata por esses momentos em que consigo fazer o trabalho que sinto que devo fazer”, afirma.
Assim nasceu o clipe com direção de Ariane Martineau e fotografia de Josh Kirschner. “Eu queria criar um vídeo que captasse essa luta — dos momentos mais escuros até a tentativa de alcançar a luz”, conta Julie. “Assim como em grande parte do trabalho que estou desenvolvendo no álbum, quis usar esse clipe para me ajudar a crescer em um nível pessoal. Contratei uma coreógrafa, Taylor Richardson, que me treinou para dançar e construiu uma coreografia baseada no significado da música. Isso me ajudou a me reconectar com o meu corpo de forma positiva e a expressar ainda melhor os sentimentos por trás da canção”, continua.
Arte
Julie Neff assina parte do styling e o conceito de figurino, desenvolvido com Nassi Aslanian. “Construímos os figurinos a partir dessa ideia de estar em uma fase escura e densa, e aos poucos atravessá-la em direção ao dourado. Eu mesma fiz o styling do look de macacão e criei o design do figurino dourado. Combinado com a maquiagem e o cabelo de Amal Afoussi, criamos essas duas imagens contrastantes”, conta a artista.
OUÇA AQUI
ASSISTA AO CLIPE AQUI
Música
Composição: Julie Neff
Produção: Cris Botarelli
Engenharia de som: Simon Petraki
Gravado em: Seratone Studios
Mixagem: Simon Petraki
Mix & consultoria criativa: Nevon Sinclair
Masterização: Sage Kim no Lacquer Mastering
Vocal: Julie Neff
Guitarra: Eric Mercer
Teclados, Baixo e Bateria Eletrônica: Cris Botarelli
Bateria acústica: Mike Hand
Financiamento parcial: Canada Council for the Arts
Clipe
Produção e Styling: Julie Neff
Direção e Edição: Ariane Martineau
Direção de fotografia: Josh Kirschner
Coreografia: Taylor Richardson
Cabelo e maquiagem: Amal Afoussi
Design e criação do figurino dourado: Nassi Aslanian
Styling: Julie Neff
Assistente de câmera: Zach Manni-Mirolla
Catering: Jean Felipe Schwab
Fotografia de bastidores: Jaber Absaoui
Filmado em: Studios Giovanelli (Montréal)
Color Grading:
LINKS
SOBRE JULIE NEFF
Julie Neff já tem três EPs lançados: Catharsis (EP – 2018), Growing Pains (EP – 2019) e Over It (EP – 2021) e, estreia o primeiro álbum em 2026 que terá produção da brasileira Cris Botarelli (Far From Alaska, Ego Kill Talent e swave).
A música da artista canadense é conhecida por ser carregada de emoção, dando luz a questões internas, sobre como lidar com diferentes sentimentos, seja quando se sente sob a pressão de uma decepção amorosa ou de uma angústia, e também sob a pressão da esperança e da busca por propósito. E, através de sua voz, como um kintsugi líquido, Julie mostra o caminho a seguir.
Ela vem construindo sua trajetória na música de forma constante nos últimos anos, os lançamentos dos três EP’s e os diversos shows em diferentes países – além do Canadá, claro, já passou por Brasil, Canadá, Estados Unidos, México e Irlanda –, além da convivência com diferentes culturas, tudo isso culmina na artista que ela se tornou para, enfim, lançar o álbum completo, fine., em 2026. Ao longo das faixas, a artista faz referências a vários gêneros, transitando entre o rock, o country e o blues, permitindo que cada faixa encontre a emoção onde ela estiver.
Com informações: ASSESSORIA DE IMPRENSA CAFÉ 8