Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes criam juntos “Vice-Versa”, primeiro álbum da dupla que chega esta terça nas plataformas digitais

Após mais de 30 anos de diálogo artístico, os dois autores transformam afinidades e contrastes em novas canções — sofisticadamente simples, inquietas e complementares

 

Ouça aqui: https://umusicbrazil.lnk.to/Vice-versaPR

 

Os nomes de Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes são tão afinados um ao outro, que fica difícil acreditar que, até agora, eles nunca tivessem gravado um disco juntos. São mais de trinta anos de parcerias que, mesmo esporádicas, revelam uma simpatia profunda – no sentido de partilha de uma linguagem, uma estética  e uma ética semelhantes. Inúmeras participações de ambos em shows, festivais, livros e conferências um do outro e o espanto de constatar uma única canção conjunta: “Pra Lá”, de 2006, indicada ao Latin GRAMMY® de Melhor Canção em Língua Portuguesa.

 

Esse “lá” do título, aliás, reaparece no disco “Vice-Versa”, sua produção mais recente, quase inteiramente composta pelos dois artistas. Na canção “Por ti, por mim, por nós”, Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes cantam em uníssono: “todos os campos, prados, jardins/ trouxe pra ti de lá/(…)/ de lá do fim do mundo eu vim/ só pra te ver sorrir”.

 

Pode-se mesmo dizer que, desde aquele “lá”, em “a montanha insiste em ficar lá, parada”, de 2006, até esse último, em “Vice-Versa“, a estrela que guia os dois artistas é uma espécie de utopia. Uma utopia da canção – seja balada, rock, MPB, samba, o que for – como força transformadora. Pela alegria, revolta,  consciência e simpatia. Canções sofisticadamente simples, tornando pop a elegância, a precisão e a generosidade.

 

Em 2024, finalmente, os dois apresentaram seu primeiro show conjunto, no Coala Festival, em São Paulo. Veio então a vontade de prolongar aquele encontro em uma turnê. Mas não apenas com os sucessos que cada um já trazia consigo: quiseram também novas canções, compostas em parceria. E foi desse desejo que nasceu Vice-Versa.

 

Vice-versa: duas palavras sonoras, quase rimadas, sintéticas, com sentido oposto e complementar. Vice-versa, segundo o dicionário, são inversos mútuos, numa contradição apenas aparente. Isso se traduz perfeitamente, aliás, na única canção do disco não cantada em uníssono, “Agora Juntos”: “ lento e rápido”, “cais e caos”, “lixas e veludos”, “graves e agudos”, “claro e escuro”. Como pensar em um sem o outro?

 

Em canções que, reunidas, manifestam um ethos de insubmissão, ouvem-se, mesmo que em uníssono, a lixa e o veludo se raspando, assim criando uma sonoridade simultaneamente tranquila e inquieta. “Todo mundo tá falando o que é melhor pra mim/ (…) /palpitando e dando ideia do que vai rolar/ (…) só eu sei o que eu tô pensando/ quer estar no meu lugar/ vem entrar aqui na minha carne viva/ pra saber o que é melhor pra minha vida”. De certa forma, é como se essa afirmação de autonomia se repetisse no apelo à introspecção em “Também Capaz”; na queixa contra a violência em “As Bancas de Jornais”; no desejo de transbordamento de “Contemplando a Folia” ou nas reivindicações de “Não Me Dão”. Como se, cantando juntos, Adriana e Arnaldo dessem voz a um sujeito que perpassa o disco inteiro e que aparece também nos arranjos equilibrados, variando do samba ao rock e à timbalada. Um sujeito que, mesmo se insatisfeito com o estado geral das coisas, não deixa de amar, de se encantar e de provocar encanto: “toda a água quer desaguar/ toda onda quer requebrar/ todo corpo quer transbordar” ou “para o cais/ deixando a maré nos levar/ para o caos/ sem medo de não mais voltar”.

 

Em canções como “Na Minha Carne Viva”, “Também Capaz”, “As Bancas de Jornais”, “Não Me Dão” e “Não Me Deu”, as muitas enumerações e repetições expressam o choque do excesso: de informações, de opiniões, de violência e de coisas. Como se os artistas afirmassem e mesmo nos invocassem para um tempo de mais introspecção, como em “Também Capaz”, em que se convida um “você” a “olhar pra dentro/ por um momento só/ estar consigo a sós/ fechar os olhos/ e respirar / experimentar a paz”. Uma paz que, não por ser solitária e introspectiva, remete ao isolamento. Ao contrário, uma paz que vem da consciência de ser um sujeito ativo e autônomo. Um sujeito capaz.

 

Release acima por Noemi Jaffe

 

Confira mais detalhes sobre a turnê AQUI.

 

“Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes construíram trajetórias únicas na música brasileira, sempre colocando a palavra, a canção e a experimentação no centro de suas obras. São mais de três décadas de encontros, admiração e diálogo artístico. ‘Vice-Versa’ nasce dessa história compartilhada, mas com os olhos voltados para o futuro, a partir da decisão de criar, juntos, um repertório inteiramente novo, do zero. Para a Universal Music Brasil, é um privilégio lançar um álbum dessa dimensão artística e colocar a força e a estrutura da maior companhia de música do mundo a serviço de um projeto tão brasileiro, autoral e relevante. ‘Vice-Versa’ traduz muito do que acreditamos: grandes artistas nunca deixam de criar, de se desafiar e de abrir novos caminhos. É assim que a música segue em frente.”  Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil

 

 

 

 

 

 

Com informações: www.universalmusic.com.br

Universal Music Brasil 

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Em 16/10/1981, há exatamente 45 anos atrás era lançado o 3° álbum de estúdio da banda The Human League @humanleaguehq "Dare!".

The Human League

Ian Burden – synthesizers
Jo Callis – synthesizers
Joanne Catherall – vocals
Philip Oakey – vocals, synthesizers, cover design
Susan Ann Sulley – vocals
Philip Adrian Wright – slides, occasional synthesizer, cover design

Tracklist:

Side 1:

1. “The Things That Dreams Are Made Of”
2. “Open Your Heart”
3. “The Sound of the Crowd”
4. “Darkness”
5. “Do or Die”

Side 2:

6. “Get Carter” (Instrumental) Roy Budd 1:02
7. “I Am the Law” Oakey, Wright 4:09
8. “Seconds” Callis, Oakey, Wright 4:58
9. “Love Action (I Believe in Love)” Burden, Oakey 4:58
10. “Don’t You Want Me”

#thehumanleague #dare #boomerangmusic
Em 16/10/2001, há exatamente 25 anos atrás era lançado o 8° álbum de estúdio do cantor e compositor Ozzy Osbourne @ozzyosbourne
 “Down to Earth”. 

Integrantes:

Ozzy Osbourne (vocals)
Zakk Wylde (guitars)
Robert Trujillo (bass)
Mike Bordin (drums)
Additional musicians: Danny Saber (guitars) Tim Palmer guitars, keys, drums) Michael Railo (keys)

Track list:

	1.	Gets me through
	2.	Facing hell
	3.	Dreamer
	4.	No easy way out
	5.	That I never had
	6.	You know… (Part I)
	7.	Junkie
	8.	Running out of time
	9.	Black illusion
	10.	Alive
	11.	Can you hear them?

#ozzy #ozzyosbourne #downtoearth #zakkwylde #roberttrujillo mikebordin
Em 16/09/1981, há exatamente 45 anos atrás era lançado o álbum de estreia da banda Eurythmics @eurythmicsmusic "In The Garden".

Eurythmics

Annie Lennox – keyboards, synthesizer, flute, percussion, vocals
David A. Stewart – keyboards, synthesizer, bass guitar, guitar, backing vocals

Músicos adicionais:

Clem Burke (of Blondie) – drums
Holger Czukay (of Can) – French horn (2, 7), brass (5), Thai stringed instrument, walking
Crista Fast (wife of Conny Plank) – backing vocals (10), laughs
Robert Görl (of D.A.F.) – drums (2)
Jaki Liebezeit (of Can) – drums (3, 7–8); brass (5)
Roger Pomphrey – guitar and backing vocals (1, 5–6, 9), shouts
Markus Stockhausen (son of Karlheinz Stockhausen) – brass (5)
Tim Wheater – saxophone (7)

Tracklist:

English Summer
Belinda
 Take Me To Your Heart
She's Invisible Now
Your Time Will Come
Caveman Head
Never Gonna Cry Again
All The Young (People Of Today)
Sing-Sing
Revenge

#Eurythmics
#inthegarden #Boomerangmusic
Em 16/10/1989, há exatamente 37 anos atrás era lançado o 4° álbum do duo Erasure @erasureinfo "Wild!".

Integrantes:

• Andy Bell: Vocalista principal e compositor.
• Vince Clarke: Tecladista, guitarrista, programador e compositor

Tracklist:

Piano Song [1:09]
Blue Savannah [4:23]
Drama! [4:09]
How Many Times? [3:17]
Star [3:54]
La Gloria [3:19]
You Surround Me [3:58]
Brother And Sister [3:24]
2000 Miles [3:39]
Crown of Thorns [4:00]
Piano Song [3:14]

#erasure #Boomerangmusic #wild!
Em 16/10/1989, há exatamente 37 anos atrás era lançado o maravilhoso e 5° álbum de estúdio da banda Titãs @titasoficial "O Blésq Blom".

Produzido por Liminha @liminha e Titãs 

O lançamento do álbum contou com uma ação inédita jamais vista, o disco foi apresentado ao vivo pela Rádio Transamérica FM (direto de seu estúdio) e simultaneamente pela TV Cultura SP.

Titãs

Arnaldo Antunes: vocal
Branco Mello: vocal
Charles Gavin: bateria e percussão
Marcelo Fromer: guitarra e violão (em "Medo" e "32 Dentes")
Nando Reis: baixo e vocal
Paulo Miklos: saxofone (em "Flores" e "Faculdade") e vocal
Sérgio Britto: teclado e vocal
Tony Bellotto: guitarra, violão (em "Flores") e violão de 12 cordas (em "32 Dentes")

Participações especiais

Liminha: bateria eletrônica ("Miséria", "Deus e o Diabo" e "Faculdade"), guitarra ("O Pulso" e "Deus e o Diabo"), percussão eletrônica ("O Camelo e o Dromedário") e programação de teclados ("O Pulso", "Miséria" e "Deus e o Diabo").
Mauro e Quitéria: introdução e vinheta final, com gravação na Praia de Boa Viagem, Recife, Pernambuco.

Faixas

Lado A
1. “Introdução por Mauro e Quitéria” (Mauro – Quitéria)
2. “Miséria “ (Arnaldo Antunes - Paulo Miklos - Sérgio Britto)
3. “Racio Símio” (Arnaldo Antunes - Marcelo Fromer - Nando Reis)
4. “O Camelo E O Dromedário” (Marcelo Fromer - Nando Reis - Paulo Miklos - Tony Bellotto)
5. “Palavras” (Marcelo Fromer - Sérgio Britto)
6. “Medo” (Arnaldo Antunes - Marcelo Fromer - Tony Bellotto)
7. “Natureza Morta” (Arnaldo Antunes – Liminha - Branco Mello - Marcelo Fromer - Paulo Miklos - Sérgio Britto)

Lado B
8. “Flores” (Charles Gavin - Paulo Miklos - Sérgio Britto - Tony Bellotto)
9. “O Pulso” (Arnaldo Antunes - Marcelo Fromer - Tony Bellotto)
10. “32 Dentes” (Branco Mello - Marcelo Fromer - Sérgio Britto)
11. “Faculdade” ( Arnaldo Antunes - Branco Mello - Marcelo Fromer - Nando Reis -Paulo Miklos)
12. “Deus E O Diabo” (Nando Reis - Paulo Miklos - Sérgio Britto)
13. “Vinheta Final por Mauro e Quitéria” (Mauro – Quitéria)

#titãs #õblésqblom #Boomerangmusic
Hoje, 16/10, é aniversário do baixista Flea @flea333 da banda Red Hot Chilli Peppers @chilipeppers que completa 64 anos.

#flea #redhotchillipeppers #Boomerangmusic
Em 16/10/1981, há exatamente 45 anos atrás era lançado o 2° álbum de estúdio da banda Bauhaus @bauhaus "Mask".

Bauhaus

Peter Murphy – vocals, additional guitar, production
Daniel Ash – guitars, saxophone, album cover illustration, production
David J – bass guitar, vocals, production
Kevin Haskins – drums, keyboards, production

Track List

Hair of the Dog
The Passion of Lovers
Of Lilies and Remains
Hollow Hills
Kick in the Eye 2
In Fear of Fear
Muscle in Plastic
The Man with X-Ray Eyes
Mask
Dancing

#bauhaus #mask #Boomerangmusic