ANTÓNIO ZAMBUJO APRESENTA DISCO NOVO AO PÚBLICO BRASILEIRO

Nono álbum do cantor e compositor português, “António Zambujo Voz e Violão” tem nome inspirado em um dos mais importantes discos para sua formação, “João Voz e Violão”, de João Gilberto, editado em 1999.

 

Disponível nos aplicativos de música: https://antoniozambujo.lnk.to/VozEViolaoAlbumPR

 

Vídeo do single “Lote B”: https://youtu.be/P5FSUn1GOZU

 

Um dia, num qualquer futuro mais ou menos distante, dir-se-á que este disco é um dos mais importantes da carreira de António Zambujo. Não por se julgarem menores alguns dos álbuns que o antecederam e ainda menos pela qualidade de todas as canções que ainda não compôs ou deu voz. Simplesmente porque “Voz e Violão” será sempre associado a um tempo que nos provou o quanto somos frágeis e o quanto precisamos de nos repensar numa urgência do que é essencial.

 

O último trabalho de António Zambujo tem a marca dessa urgência. O que somos, o que de nós fica, se nos libertarmos de toda a carga? O que somos, o que de nós fica, se procurarmos o despojamento e o sentido do que nos move, do que é importante e menos importante, da procura do que nos faz únicos, mas ainda assim parte de um todo?

 

“Voz e Violão” é tudo isso. Representa um sentimento de pertença ao país que continua a ser a sua casa de partida, mas também de viagem, de descoberta, inevitavelmente de encontro com outras línguas, culturas, pessoas. As suas canções unem mundos e tornam possível um concílio entre o que antes parecia impossível de conciliar. Zambujo faz do que canta uma marca do que foi o seu caminho: das planícies alentejanas que o moldaram ao cosmopolitismo que solidamente construiu está também o antivírus para o que este tempo trouxe de lodo, de ressentimento, de medo do que é diferente, de xenofobia, de radicalismo.

 

A música de António Zambujo é tudo isso. E apenas com o seu violão, despojado de mais vida, oferece-nos um grito silencioso feito de palavras que nos obrigam a ser gente, que nos obrigam a não desistir de acreditar que atrás das nossas portas fechadas continua a existir mundo, continuam a existir pessoas que podemos amar, continua a existir memória, falha, convicção e novas ideias.

 

António Zambujo não precisa de ser adjetivado. Ele diz as palavras como se elas lhe pertencessem por inteiro. Como se mais ninguém as tivesse dito antes. Quando ele canta “amor” é uma sinfonia que lhe sai da boca, é como aqueles cozinhados da infância em que o sabor nunca nos sai do paladar mesmo que dele não nos lembremos. Ouvi-lo neste seu último disco apazigua-nos sem nos adormecer. Não é um apaziguamento que nos livra da inquietude e ainda menos um mar calmo que nos condena à alegria ou a bacocas promessas de felicidade. Neste disco – e em todos os álbuns de Zambujo – não se sai da mesma maneira. Que melhor definição de arte podemos encontrar do que essa? Sobretudo numa altura em que na música, na literatura ou no cinema o que é lido, visto e ouvido tem a marca da previsibilidade, da ausência de surpresa, do divertimento sem mais.

 

A sua voz é um passaporte, uma chave-mestra, um ponto de encontro. Ouvimos o cisma e o cante alentejano, ouvimos o fado e a MPB, ouvimos mornas e somos testemunhas do milagre de transformar o que canta numa nova pertença. Interpreta Nat King Cole sem nunca perder a essência do que é ou defraudar o espírito dos que combateram sempre, como Cole, todas as formas de racismo. António Zambujo incorpora o que lhe é diferente sem nunca deixar de ser ele, quase como se tivesse o poder, a magia, de conseguir tornar todos os estilos de música num único, o seu.

 

“Voz e Violão” sucede ao aclamado “Do Avesso”. Um dia, num futuro mais ou menos distante, alguém dirá que é um álbum de transição. Um trabalho que existe apenas para permitir que António nos possa bater à porta de casa e entrar sem máscara e sem máscaras. Bater à nossa porta e connosco beber um copo de vinho e cantar palavras tranquilas e inquietas.

 

Canções de amor perdido e recomeço – com um “Lote B”, escrito por Pedro da Silva Martins, que será cantado em todas as ruas onde possa existir um desencontro sem deixar de existir futuro.

 

Canções de infância e juventude – com uma “visita de estudo” que ficará para a sua história num poema de uma admirável simplicidade de Maria do Rosário Pedreira.

 

Canções em que canta sobre o envelhecimento – extraordinário como ele é uma mulher quando canta sem nunca deixar de ser homem.

 

Canções em que “desaparafusa a vida” com a simplicidade dos grandes. Apenas ele e o violão mais os poemas que canta – onde se destaca também Miguel Araújo com “Pião de Corda” ou o seu filho Diogo que nos propõe olhar o universo de uma outra forma.

 

Apenas ele e o violão mais a “Rosinha dos Limões” que diz como ninguém. Ou a revisitação que faz de três ou quatro temas que ouvimos noutras vozes.

 

Interessante que a última canção seja “Adeus Parceiros das Farras (Mascarenhas Barreto e António Santos), tema que António Zambujo canta como uma oração, quase num pranto imperfeito que ele torna – ou eu imagino que torna – numa prece pelos que se perderam neste tempo que aqui ficará plasmado.

 

Escrevo estas linhas enquanto o oiço. E estou grato pelo privilégio de me ter tocado à porta e entrado mais o seu violão e as palavras que diz como se mais ninguém antes as tivesse dito.

 

Por Luís Osório

 

António Zambujo  Voz e Violão

 

  1. Lote B (Pedro da Silva Martins / Luís José Martins)
  2. Visita de Estudo (Maria do Rosário Pedreira / António Zambujo)
  3. Bricolage (Pedro da Silva Martins / Luís José Martins)
  4. Pião de Corda (Miguel Araújo)
  5. O Sol de Azar (Agir)
  6. Sinais (João Monge / António Zambujo)
  7. Mona Lisa (Ray Evans / Jay Livingston)
  8. Tu Me Acostumbraste (Frank Domínguez)
  9. Rosinha dos Limões (Artur Ribeiro / Maximiano de Sousa)
  10. Como 2 e 2 (Caetano Veloso)
  11. Escutando o Universo (Diogo Zambujo)
  12. Pelo Toque da Viola (Popular)
  13. Adeus Parceiros das Farras (Mascarenhas Barreto / António dos Santos)

 

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Em 30/06/1996, há exatamente 30 anos atrás era lançado o 3° e último álbum de estúdio da banda Sublime @sublime 

Sublime

Bradley Nowell – vocal principal, guitarra, sintetizador
Eric Wilson – baixo, vocais de apoio, sintetizador
Bud Gaugh – bateria, sintetizador

Tracklist 

Garden Grove
What I Got
Wrong Way
Same In The End
April 29, 1992 (Miami)
Santeria
Seed
Jailhouse
Pawn Shop
Paddle Out
The Ballad Of Johnny Butt
Burritos
Under My Voodoo
Get Ready
Caress Me Down
What I Got (Reprise)
Doin’ Time

#Sublime #boomerangmusic
Em 30/07/1996, há exatamente 30 anos atrás era lançado o álbum "Unplugged MTV" da banda Alice In Chains @aliceinchains 

Integrantes:

Banda

Layne Staley - vocal, violão rítmico em "Angry Chair"
Jerry Cantrell - violão solo, vocal
Mike Inez - baixolão, violão rítmico em "Killer is Me"
Sean Kinney - bateria

Participações

Scott Olson - violão, baixo em "Killer is Me"

Tracklist:

1 Nutshell 4:58
2 Brother 5:27
3 No Excuses 4:57
4 Sludge Factory 4:36
5 Down In A Hole 5:46
6 Angry Chair 4:36
7 Rooster 6:41
8 Got Me Wrong 4:59
9 Heaven Beside You 5:38
10 Would? 3:43
11 Frogs 7:30
12 Over Now 7:12
13 Killer Is Me 5:23

#aliceinchains #Unpluggedmtv #boomerangmusic
Hoje, 30/07, é aniversário da cantora e compositora Kate Bush @katebushmusic que completa 68 anos.

#katebush #happybirthday #boomerangmusic
Em 29/07/1983, há exatamente 43 anos atrás era lançado nos cinemas dos Estados Unidos o filme Férias Frustradas.

Dirigido por Harold Ramis (aquele mesmo ator de Os Caça Fantasmas).

Filme de comédia estrelado por Chevy Chase, Beverly D' Angelo, Anthony Michael Hall e grande elenco.

Nostalgia total, Sessão da Tarde.

#feriasfrustradas #boomerangmusic
Em 29/07/1988, há exatamente 38 anos atrás era lançado nos cinemas dos Estados Unidos o filme de drama Cocktail.

Estrelando Tom Cruise, Bryan Brown, Elisabeth Shue, Lisa Banes, Kelly Lynch, and Gina Gershon, Cocktail traz o ambicioso bartender Brian Flanagan que tenta fazer sucesso em New York City e na  Jamaica ganhando dinheiro e status.

Dirigido por Roger Donaldson

#cocktail #boomerangmusic #tomcruise
Hoje, 29/07, é aniversário do cantor, compositor e baixista da banda Rush @rush Geddy Lee @geddyimages que completa 73 anos.

#rush #geddylee #happybirthday #boomerangmusic
Em 28/07/1986, há exatamente 40 anos atrás era lançado o 4° álbum de estúdio da banda R.E.M @rem "Lifes Rich Pageant".

R.E.M.

Bill Berry – drums, vocals
Peter Buck – guitar
Mike Mills – bass, vocals
Michael Stipe – vocals

Tracklist:

Begin The Begin
These Days
Fall On Me
Cuyahoga
Hyena
Underneath The Bunker
The Flowers Of Guatamala
I Believe
What If We Give It Away?
Just A Touch
Swan Swan H
Superman

#LifesRichPageant #rem #boomerangmusic
Em 28/07/1986, há exatamente 40 anos atrás era lançado o 1° álbum ao vivo da banda RPM.

Show gravado nos dias 26 e 27 de maio de 1986 no Pavilhão de Convenções do Complexo do Anhembi.

Produzido por Marco Mazzola @marcomazzolaoficial 

Produção do show e luzes @neymatogrosso

Integrantes:

Formação

Paulo Ricardo: vocal, baixo
Fernando Deluqui: guitarra, vocal de apoio
Luiz Schiavon: teclados, piano
Paulo Pagni: bateria, sintetizador, vocal de apoio

Tracklist:

1. Revoluções Por Minuto (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
2. Alvorada Voraz (Luiz Schiavon / Paulo P. A. Pagni / Paulo Ricardo)
3. A Cruz e a Espada (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
4. Naja (Instrumental) (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
5. Olhar 43 (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
6. Estação no Inferno (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
7. London, London (Caetano Veloso)
8. Flores Astrais (João Apolinário / João Ricardo)
9. Rádio Pirata (incidental: Light My Fire) (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon) (Morrison/Manzarek/Krieger/Densmore)

@pauloricardo
@fernandodeluqui 

#radiopirataaovivo #rpm #40anos #boomerangmusic