Céu lança novo álbum “APKÁ!” em todas as plataformas digitais

Clipe de “Coreto”: https://youtu.be/NErZGmLdnF4

 

Timbres sintéticos, beat digital, vazios sônicos, um “olá” dissimulado, uma protagonista artificial – “Off (Sad Siri)”, faixa que abre o quinto disco da cantora paulistana Céu, parece dar uma ideia oposta à vibração que paira sobre esta nova obra. Composto logo após o nascimento de seu segundo filho e gravado no início deste ano, APKÁ! – assim mesmo, com maiúsculas e exclamação – consolida a jornada inicial da carreira da cantora e compositora mais importante de sua geração num disco quente e minimalista, que junta extremos sonoros, temáticos, musicais e conceituais como se repassasse as viagens que ela fez em seus discos anteriores. E faz com que ela deixe esta crisálida transformada em uma nova compositora e intérprete, pronta para começar uma nova fase de sua carreira.

 

O título veio do caçula Antonino, uma expressão gritada pelo bebê de apenas um ano para designar satisfação plena. Sorrindo feliz, o filho de Céu com o produtor e baterista Pupillo berra a estranha palavra inventada para mostrar que está feliz com tudo que acabou de acontecer, seja uma refeição ou uma brincadeira, num misto de excitação, plenitude e agradecimento. E, de certa forma, APKÁ! é Céu fazendo exatamente isso – em forma de música. O lançamento sai pelo slap, selo da Som Livre e as faixas estão disponíveis em todas as plataformas digitais ouça.

 

Ainda em “Off (Sad Siri)”, ela já começa a mostrar a colcha musical que compõe o novo trabalho, reunindo teclados chorosos e um violão melancólico aos seus vocais sussurrados e entrelaçados com os do vocalista congolês Leonardo Matumona, um dos poucos convidados do disco. Ao seu redor, ela repete o mesmo time do festejado Tropix, seu disco anterior: o francês Hervé Salters, da banda General Elektriks, repete seu papel como coprodutor e tecladista, bem como o baixista e fiel cúmplice Lucas Martins e Pupillo na bateria, programações e coprodução. O guitarrista Pedro Sá, que já tinha participado do disco de 2016, consolida o quarteto que acompanha Céu por quase todas as faixas. Aliadas à primeira, as duas faixas seguintes, “Coreto” (que foi composta com Gal Costa na cabeça) e “Forçar o Verão” fazem a ponte direta com o universo noturno da pista de dança do disco anterior, mas APKÁ! está longe de um Tropix 2.

 

Isso começa a se provar a partir da difusa “Corpocontinente”, que abre um atalho inusitado no percurso fluido que o disco parecia optar. Psicodélica em câmera lenta, ela começa a mostrar que Céu passa a experimentar para além do que poderia ser facilmente associado à sua produção: a partir da quarta canção, as composições, os vocais e os arranjos musicais – tudo inspecionado pessoalmente pela própria Céu -, começam a fundir as diferentes influências e referências musicais que exibiu em toda discografia.

 

Seus discos anteriores poderiam ser resumidos em determinadas paisagens: enquanto o homônimo disco de estreia apresentava-a ao lado de sua paleta inicial de influências (do samba ao reggae, passando por rock, MPB, soul, pop e música africana), os seguintes a fizeram percorrer por diferentes ambientes, quase todos imaginários: Vagarosa descia pela árvore genealógica do reggae, Caravana Sereia Bloom explorava o deserto e a estrada, Tropix era noturno, sintético e dançante. APKÁ! converge estes diferentes universos ao mesmo tempo em que apresenta novas experiências musicais. No novo disco, Céu experimenta novas formas de composição e novas formas de utilização de sua voz, cada vez mais segura de sua personalidade artística e de como consegue trazê-la para a superfície.

 

Dois dos bons exemplos estão nas duas únicas versões do disco – momentos desafiadores especificamente para Céu. Ela que é uma das principais responsáveis por mostrar para toda uma geração de cantoras que era possível compor em vez de apenas interpretar – papel das principais vozes femininas da história da música brasileira -, em APKÁ! se reinventa como intérprete a partir de composições inéditas que pediu para que dois compositores distintos – Caetano Veloso e Dinho, dos Boogarins.

 

“Pardo”, de Caetano, é uma das grandes composições do baiano neste século e ganha um corpo quase mágico na voz de Céu, que convidou Seu Jorge para cantarolar seu refrão sem palavras. “Make Sure Your Head is Above” foi uma encomenda inédita que Céu fez para Dinho – compor em inglês. O resultado é uma das melhores canções da carreira do compositor goiano, jogando uma luz solar pouco vista em seu grupo original. Esta faixa, um dos pontos centrais do disco, conta com um convidado de luxo, o guitarrista norte-americano Marc Ribot, que acompanha a cantora e Pupillo, fazendo discretos beats, numa canção deslumbrante. Nas duas composições, momentos únicos de APKÁ!, Céu domina seu timbre criando universos sonoros únicos a partir da relação de sua voz com os outros instrumentos – mostrando como já está partindo para outra forma de lidar com as canções, mesmo apenas como intérprete.

 

Como autora, mantém este amálgama musical pelo resto do disco, buscando graves gordos da Jamaica, guitarras desérticas, beats artificiais, em que seu surge cada vez mais confiante de si. “Nada Irreal” sobe ao espaço sideral em belos arpeggios digitais, “Fênix do Amor” resume um renascimento artístico ecoando tecnopop, pós-punk e electro, a deliciosa “Rotação” é tão radiofônica quanto experimental. Quase ao fim do disco, “Ocitocina (Charged)”, entrega sua principal influência. É uma canção sobre o parto de seu filho mais novo, cheia de metáforas e analogias que tornam-se evidentes na hora em que ela a batizou com o nome do hormônio liberado pelas gestantes pouco antes de dar a luz. Ela quis capturar a sensação mágica do parto, que joga a mulher para um lugar “fisicamente inexistente, mas sensorialmente real – pra dentro de si mesma”, um lugar imaginário que ela chama brincando de “partolândia” (que quase foi o título da canção).

 

O disco não foi apenas batizado por Antonino, mas puxado por sua existência. Gerido musicalmente enquanto o filho era gestado, começou a tomar forma logo que o menino nasceu. “Ocitocina” foi a primeira música a tomar forma quando ela começou a pensar no disco, no segundo semestre de 2018, e logo que ela conseguiu o primeiro rascunho de canções, pegou o filho e foi sozinha para Berlim, cidade em que mora Hervé, amigo e um dos produtores do disco, depois de trabalhar várias músicas com o outro produtor, Pupillo, ainda no Brasil. O pouco tempo que ficaram sozinhos – acompanhados do recém-nascido – serviu para consolidar as canções que foram finalizadas no Brasil no início de 2019. O disco termina tão artificial quanto começou, com a dupla Tropkillaz, transformando Céu numa diva dance androide.

 

APKÁ! parece inofensivo – como um bebê – mas é cheio de camadas de interpretação – como um bebê. “Alpha by night” é um programa de rádio ou uma senha para uma caçada noturna? Quem são os protagonistas de “Pardo”? As faixas de abertura e encerramento são irmãs? “Forçar o Verão” é uma música sobre o momento político atual do Brasil? “Fênix do Amor” é sobre a própria Céu? Ela dá as respostas, nem se importa com elas, só provoca.

 

Alexandre Matias é jornalista, curador de música e diretor artístico.

 

“APKÁ!” – Céu

Lançamento Som Livre – 13 de setembro/2019

 

1 – Off (sad siri) (Céu/Hervé Salters)

2 – Coreto (Céu)

3 – Forçar o verão (Céu)

4 – Corpocontinente (Céu)

5 – Pardo (Caetano Veloso)

6 – Nada irreal (Céu/Hervé Salters)

7 – Make sure your head is above (Fernando Almeida)

8 – Fênix do amor (Céu/Hervé Salters/Pupillo)

9 – Rotação (Céu/Hervé Salters)

10 – Ocitocina (charged) (Céu/Hervé Salters/Pupillo)

11 – Eye contact (prod. Tropkillaz) (Céu/Hervé Salters)

 

Produzido por Pupillo e Hervé Salters

Coproduzido por Céu

Gravado no estúdio Space Blues por Alexandre Fontanetti

Vozes gravadas no estúdio Muchito por Pupillo e Diogo Poças

Mixado por Mike Cresswell e masterizado por Felipe Tichauer no Red Traxx Music Studios, Miami, FL.

Produção Executiva André Bourgeois (Urban Jungle)

Foto Érico Toscana

Design Renan Costa Lima

 

Turnê APKÁ – Shows confirmados

19.09 – São Paulo | Sesc Pompeia

20.09 – São Paulo | Sesc Pompeia

21.09 – Guarulhos | Sesc Guarulhos

22.09 – Guarulhos | Sesc Guarulhos

28.09 – Brasília | Festival Ocupa Brasília

05.10 – Jundiaí | Sesc Jundiaí

19.10 – Belo Horizonte | Sesc Palladium

10.11 – Salvador | Festival Radioca

16.11 – Curitiba | Goat Fest

21.11 – Porto Alegre | Opinião

23.11 – Bauru

07.12 – Rio de Janeiro | Circo Voador

 

Sobre o slap

 

O slap faz parte da vida de quem busca novas experiências musicais e orgulha-se de, desde 2007, fomentar a cena indie e abrir as portas do mercado para novos artistas. Sua missão é potencializar e empoderar a cena musical independente do país, incentivando o midstream e fazendo com que novos sons, originais e arrojados, cheguem a cada vez mais pessoas. O slap carrega em sua história grandes lançamentos de nomes como Maria Gadú e Silva. Seus representantes têm todos a autenticidade como característica, e entre eles estão Céu, Marcelo Jeneci, Scalene e Nina Fernandes.

 

CAST: Ana Vilela  | Céu | Laura Lavieri | Marcelo Jeneci | Maria Gadú | Nina Fernandes | Scalene | Silva

 

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Assessoria de comunicação slap – In Press Porter Novelli

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Em 05/09/2006, há exatamente 20 anos atrás era lançado o 3° e último álbum de estúdio da banda Audioslave "Revelations"

Integrantes:

Chris Cornell - vocalista

Tom Morello - guitarrista

Tim Commerford - baixista

Brad Wilk - baterista

TRACK LIST:

1. “Revelations”
2. “One and the Same”
3. “Sound of a Gun”
4. “Until We Fall”
5. “Original Fire”
6. “Broken City”
7. “Somedays”
8. “Shape of Things to Come”
9. “Jewel of the Summertime”
10. “Wide Awake”
11. “Nothing Left to Say but Goodbye”
12. “Moth”

#audioslave #boomerangmusic
#revelations
Hoje, 04/09, é aniversário da cantora e compositora Beyoncé @beyonce que completa 45 anos.

#happybirthday #Beyoncé #boomerangmusic
Em 04/09/2001, há exatamente 25 anos atrás era lançado o 2° álbum de estúdio da banda System Of a Down @systemofadown "Toxicotity".

System of a Down

Serj Tankian – vocais, teclados, segunda guitarra em "Aerials", piano, arranjos de cordas
Daron Malakian – guitarras, sitar em "Aerials", banjo em "Deer Dance", vocais
Shavo Odadjian – baixo
John Dolmayan – bateria

Tracklist

Prison Song 3:21
Needles 3:13
Deer Dance 2:55
Jet Pilot 2:06
X 1:58
Chop Suey! 3:30
Bounce 1:54
Forest 4:00
ATWA 2:56
Science 2:43
Shimmy 1:51
Toxicity 3:38
Psycho 3:45
Aerials 6:11

#systemadown #toxicity #boomerangmusic
Hoje, 04/09, é aniversário do baterista Igor Cavalera que completa 56 anos.

Integrante da banda Cavalera Conspiracy e ex-membro da banda Sepultura.

#Igorcavalera #happybirthday
#boomerangmusic
Chegou em todas as plataformas de streaming, o novo álbum ao vivo da banda The Cranberries @thecranberries "Live At London Astúrias II, 1994".

Em 1994, enquanto The Cranberries estava em turnê com seu álbum de sucesso "Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?", a banda passou pelo lendário local de shows London Astoria II. O concerto é agora lançado pela primeira vez como um álbum ao vivo independente em uma edição recentemente remasterizada.

A gravação capta a banda num momento crucial da carreira, com versões ao vivo dos sucessos icónicos "Linger" e "Dreams", assim como várias músicas que mais tarde fizeram parte da bem-sucedida sequência do álbum "No Need to Argue".

Integrantes:

Dolores O'Riordan - voz
Noel Hogan - guitarras 
Mike Hogan - baixo 
Fergal Lawler - bateria

Faixas

Pretty
Dreaming My Dreams
Linger
Ridiculous Thoughts
Daffodil Lament
How
Everything I Said
Not Sorry
Waltzing Back
Dreams
Zombie
Liar
So Cold In Ireland
Empty
Still Can't

#thecranberries #boomerangmusic
Em setembro de 1998, há exatamente 28 anos atrás era lançado a coletânea da banda Depeche Mode @depechemode "The Singles 86>98

Integrantes:

Depeche Mode

Alan Wilder
Dave Gahan – vocal principal (disco 1: faixas 1, 3–10; disco 2: 1–6, 8–11)
Martin Gore – vocal principal (disco 1: faixa 2; disco 2: faixa 7)
Andy Fletcher

Tracklist

Disc 1
1 Stripped
2 A Question of Lust
3 A Question of Time
4 Strangelove
5 Never Let Me Down Again
6 Behind the Wheel
7 Personal Jesus
8 Enjoy the Silence
9 Policy of Truth
10 World In My Eyes

Disc 2
1 I Feel You
2 Walking in My Shoes
3 Condemnation
4 In Your Room
5 Barrel of a Gun
6 It's No Good
7 Home
8 Useless
9 Only When I Lose Myself
10 Little 15
11 Everything Counts

#depechemode #thesingles #boomerangmusic
Hoje, 03/09, é aniversário do baixista da banda Ultraje a Rigor, Mingau que completa 59 anos.

Desejamos estimas melhoras sempre! 

#mingau #happybirthday #boomerangmusic