Com álbum previsto para novembro, Ney Matogrosso lança EP

Escute: https://smb.lnk.to/NuComAMinhaMusica

 

Até pelo menos meados dos 1980, era hábito entre os artistas da música brasileira reservar um período do ano para percorrer, cidade por cidade, todo o interior de São Paulo. Cantor, músicos e equipe técnica entravam em um ônibus e passavam um mês dentro dele, algumas vezes até mais do que isso. Estacionavam de manhã na primeira cidade, a equipe ia direto para o teatro montar cenário e equipamento, passavam o som à tarde, o show acontecia à noite. Público saciado, iam para o hotel dormir. De manhã, entravam de novo no ônibus rumo à próxima parada. A imagem é mais ou menos aquela, muito clássica, que vemos em filmes sobre o período dourado da música – e que gerou a expressão “na estrada”, de tom tão poético que é usada até hoje, quando as turnês são quase sempre aéreas. Canção de Caetano Veloso lançada no LP Outras Palavras (1981), “Nu Com a Minha Música” é um registro fiel daquelas viagens pelo interior paulista, um retrato de força visual tão potente que quase transforma som em cinema e nos carrega junto na viagem.

 

Hoje, quarenta anos depois, Nu Com a Minha Música se torna o nome do novo trabalho de Ney Matogrosso, que é entregue ao público em duas etapas. Um álbum completo, de 12 faixas, tem lançamento marcado para novembro. Mas antes, em 1º de agosto, mesmo dia em que o artista completa 80 anos, chega às plataformas de música um EP homônimo antecipando um terço de suas faixas. Concebido por Ney Matogrosso durante a pandemia, o projeto tem produção musical dividida entre quatro nomes com quem o intérprete vem trabalhando nos últimos tempos: Sacha Amback, Marcello Gonçalves, Ricardo Silveira e Leandro Braga. Cada produtor usa formações e bandas diferentes.

 

Ney tem nítidas as memórias de estrada que Caetano descreve tão bem. Lembra especialmente da turnê do LP Bandido (1976), nos primeiros anos de sua carreira solo, quando percorreu justamente esse circuito pelo interior paulista. Na nova gravação, a canção ganha divisão rítmica mais acelerada sob a produção de Marcello Gonçalves. Marcello toca o violão de sete cordas e assina o arranjo, que conta com Anat Cohen (clarinete), Marc Kakon (bouzouki) e Joca Perpignan (percussão).

 

Todo o repertório do álbum foi pinçado em um baú especialíssimo, que Ney cultiva desde sempre. São músicas que o artista conheceu na voz de outros intérpretes e que o atingiram de imediato, não fazendo diferença se tenham vindo do repertório anos 1960 da Jovem Guarda ou do álbum mais recente de um compositor da novíssima geração. Em alguns casos, a canção pode ficar guardada no baú por décadas até que chegue o momento ideal de ser incluída em um álbum ou um show. O importante é que, quando regravada, ela ajude a fundamentar o texto, o discurso, o roteiro planejado por Ney para aquele trabalho específico. O álbum Nu Com a Minha Música, portanto, pode ser compreendido também como um álbum de memórias – bem antigas e muito recentes – a formar um quadro muito contemporâneo. Peças recolhidas “na estrada, embaixo do céu” nesses 50 anos de carreira musical de Ney Matogrosso, mas que, no roteiro imaginado pelo artista, fazem muito mais sentido hoje do que poderiam fazer em qualquer outro tempo.

 

Com arranjo de piano e violoncelo criado por Sacha Amback, “Mi Unicornio Azul” revela-se absolutamente atual, sobretudo pelo discurso. A música foi escrita por Silvio Rodríguez em 1982 e lançada no álbum “En Vivo”, que o autor dividiu no mesmo ano com Pablo Milanés – como ele, um expoente da Nova Trova Cubana. Os versos aparentemente surrealistas parecem ocultar uma mensagem homoerótica, de um amor vivido (e proibido) entre dois homens, algo impensável em Cuba e naquele período. O unicórnio, como se sabe, é um símbolo ligado ao imaginário gay. Ney ouviu a canção ainda no início dos anos 1980, ao vivo, em uma apresentação de Rodríguez e Milanés no Canecão, no Rio.

 

Três décadas mais nova é “Se Não For Amor, Eu Cegue”. Ney Matogrosso conheceu essa parceria de Lenine e Lula Queiroga em Angra dos Reis, na casa de José Maurício Machline. O empresário costuma receber seus convidados para festas animadas, sempre com muita música. Em algum momento da tarde, o shuffle do som os levou à gravação original de Lenine, lançada no álbum Chão (2011). Ney teve que interromper os passos de dança do anfitrião: “Zé, que música é essa? Ele está dizendo ‘se não for amor, eu cegue’? É isso mesmo? Quero gravar isso”. Mais uma para o baú que viria à tona agora. O arranjo que Ricardo Silveira preparou para a versão de Ney Matogrosso tem Renato Neto no piano, Claudio Infante na bateria, Zero na percussão e Liminha no baixo.

 

Foto Leo Aversa 

 

A mais antiga entre as quatro faixas do EP é também a mais conhecida. Com letra de Paulo Coelho, “Gita” é um clássico absoluto do repertório de Raul Seixas. O clima épico da versão original é mantido aqui, sob a produção de Leandro Braga, que também toca o piano. Leandro criou um grandioso arranjo de sopros e cordas. E Ney manteve inclusive a fala de Raul na introdução: “Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando/ Foi justamente num sonho que Ele me falou”. Vale lembrar, Ney Matogrosso já tem um belíssimo histórico como intérprete de Raul. Em 1977, quando selecionava repertório para o LP “Pecado”, Ney procurou o Maluco Beleza em busca de novidades. Acabou regravando “Metamorfose Ambulante” – e sua versão é tão ou mais representativa do que a do próprio autor. Logo em seguida, Raul foi atrás de Ney, levando na sacola uma demo de “Mata Virgem”. A música entraria, poucos anos depois, no álbum Ney Matogrosso (1981). Por fim, completando a lista, “A Maçã” ganharia versão de Ney no recente Bloco na Rua (2019).

 

Por ora, esse texto se concentra nas quatro faixas do EP de aniversário. Mas há muito mais por vir em Nu Com a Minha Música, o álbum completo que chega em novembro. Ali, a gente pode acompanhar, cidade por cidade e memória por memória, toda a estrada percorrida por Ney Matogrosso em 50 anos de carreira na música. E notar que o futuro já estava escrito – e guardado dentro de um baú de grandes canções.

 

Marcus Preto /  julho de 2021

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: Assessoria de Imprensa – Sony Music –  Perfexx Assessoria – www.perfexx.com.br

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Hoje, 15/10, é aniversário do cantor e compositor Chris de Burgh @cdebinsta que completa 78 anos

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Integrante das bandas Pedro Luís e a Parede e Monobloco @monoblocooficial 

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Em 15/10/1987, há exatamente 39 anos atrás era lançado o 2° álbum de estúdio da banda Engenheiros do Hawaii "A Revolta dos Dândis".

Produzido por Reinaldo Barriga @barriga_reinaldo

O álbum marca a saída do integrante Marcelo Pitz e a entrada do guitarrista Augusto Licks.

Integrantes:

Humberto Gessinger: Voz, baixo (modelo Rickenbacker 4003), guitarra (em "Terra de Gigantes") e guitarra de doze cordas (modelo Fender) (em "Vozes").
Augusto Licks: Guitarras (modelos Roland G-505 e Gibson Les Paul), violão (marca Martin com cutaway), harmônica (modelo Hohner Marine Band 1896/20 afinada em Mi maior) (em "A Revolta dos Dândis I" e "A Revolta dos Dândis II") e órgão Hammond (em "Vozes").
Carlos Maltz: Bateria e voz (em "Filmes de Guerra, Canções de Amor").

Convidados

Júlio Reny: Voz (em "Guardas da Fronteira").
Reinaldo Barriga: Baixo (em "Terra de Gigantes").
Jaguar, Picolé e Tuca: percussão (em "Filmes de Guerra, Canções de Amor").

Tracklist:

Lado A 
"A Revolta dos Dândis I" 
"Terra de Gigantes" 
"Infinita Highway" 
"Refrão de Bolero" 
"Filmes de Guerra, Canções de Amor" 

Lado B 
"A Revolta dos Dândis II" 
"Além dos Outdoors" 
"Vozes" 
"Quem Tem Pressa Não Se Interessa" (Humberto Gessinger - Carlos Maltz) 
"Desde Aquele Dia" 
"Guardas da Fronteira" 

#engenheirosdohawaii #arevoltadosdândis #boomerangmusic
Em 15/10/2013, há exatamente 13 anos atrás era lançado o 10° álbum da banda Pearl Jam @pearljam "Lightning Bolt".

Pearl Jam

Jeff Ament – baixo · teclado (canção 7)
Matt Cameron – bateria · backing vocal (canção 4)
Stone Gossard – guitarra · bongô (canção 7)
Mike McCready – guitarra · guitarra com arco (canção 7) · baixo de seis cordas (canção 3)
Eddie Vedder – vocal · guitarra · ukulele (canção 10)

Tracklist:

Getaway
Mind Your Manners
Lightning Bolt
Future Days
My Father's Son
Sirens
Infallible
Pendulum
Swallowed Whole
Let The Records Play
Sleeping By Myself
Yellow Moon

#pearljam #lightningbolt #boomerangmusic
Hoje, 15/10, é aniversário da cantora e compositora Brenda K. Starr @officialbrendakstarr que completa 60 anos.

#brendakstarr #happybirthday #Boomerangmusic
Blondie @blondieofficial anuncia "High Noon", seu primeiro álbum de inéditas em nove anos.

Apresentando a última gravação de Clem Burke com a banda

O 12º álbum de estúdio da banda chega às lojas em 26 de fevereiro de 2027 pela BMG e marca a última gravação do falecido baterista e cofundador Clem Burke .

O primeiro single do álbum, “Spectral Eyes”, já está disponível. Composta por Johnny Marr, que também contribui com a guitarra, a faixa abre High Noon com a energia contagiante do Blondie clássico.

O novo projeto conta com a participação de Johnny Marr, Glen Matlock, Zach Condon (do Beirut), Jess Wolfe e Holly Laessig (do Lucius), entre outros.

High Noon sucede Pollinator, o álbum de 2017 do Blondie repleto de participações especiais, incluindo Charli XCX, Sia, Dev Hynes, Joan Jett, Marr e outros. Assim como seu antecessor, o novo disco mostra a banda dando continuidade à abordagem eclética que a define desde o início, transitando entre punk e rock, música eletrônica, pop e ritmos latinos.

Atualmente a banda tem a seguinte formação:

• Debbie Harry – Vocais
• Chris Stein – Guitarra (atuando principalmente em estúdio devido a problemas de saúde cardíacos)
• Matt Katz-Bohen – Teclados
• Tommy Kessler – Guitarra
• Andee Blacksugar – Guitarra (substituindo Chris Stein nos shows)
• Leigh Foxx / Glen Matlock – Baixo (com Glen Matlock, ex-Sex Pistols, assumindo turnês e gravações recentes)

Tracklist de ‘High Noon’:

1. Spectral Eyes
2. Heartbreak Kid
3. Come Back Home
4. Tambo Tambo
5. Man Who Had No Face
6. The End
7. Little Metal Drummer
8. Sleepwalking
9. Whistle Into The Wind
10. Antifreeze
11. East of Eden
12. Bad Underwear
13. Ah, Sunflower, Weary of Time

#blondie #newalbum #highnoon
Em outubro de 2022, há exatamente 4 anos atrás era lançado o 7° álbum de estúdio da banda After Bridge @afterbridgeoficial "Pawns & Kings".

Alter Bridge

Myles Kennedy – vocals, guitar, strings, keyboards, programming
Mark Tremonti – guitar, vocals, lead vocals on "Stay"[19]
Brian Marshall – bass
Scott "Flip" Phillips – drums

Tracklist

This Is War 
Dead Among the Living
Silver Tongue
Sin After Sin
Stay
Holiday
Fable of the Silent Son
Season of Promise
Last Man Standing
Pawns & Kings

#afterbridge #pawnsandkings #boomerangmusic
Em outubro de 1988, há exatamente 38 anos atrás era lançado o 3° álbum de estúdio da banda Capital Inicial @capitalinicial "Você Não Precisa Entender".

Produzido por Marcelo Sussekind

Capital Inicial

Fê Lemos: bateria e percussão
Flávio Lemos: baixo
Bozzo Barretti: teclados, percussão e vocais
Loro Jones: guitarra, Ebow, violão e vocais
Dinho Ouro Preto: voz

Músicos convidados

Paulo Marcio: trompete em "Á Portas Fechadas"
Jorge Continentino: saxofone alto e saxofone tenor
Chico Amaral: saxofone tenor, saxofone barítono e saxofone alto em "Ficção Científica"
Wagner Mayer: trombone
Marcelo Sussekind: guitarra reverse, guitarra solo em "Fogo" e vocais em "Blecaute" e "Pedra na Mão"
Marina Lima: vocais em "Rita" e "Limite"

Tracklist:

Lado 1

A Portas Fechadas
Blecaute
Movimento
Pedra Na Mão
Ficção Científica

Lado 2

Limite
Rita
Fogo
O céu

#capitalinicial #vocenaoprecisaentender #boomerangmusic