Com discurso político, sexteto paranaense, Caburé Canela, lança single e anuncia novo álbum

‘Fera’ chega com videoclipe e em todas as plataformas digitais

  

A banda londrinense (PR) Caburé Canela, composta por Carolinaa Sanches (voz), Lucas Oliveira (voz, violão, violino e teclado), Maria Thomé (percussão), Mariana Franco (contrabaixo), Paulo Moraes (bateria) e Pedro José (voz, guitarra e clarinete) se prepara para a estréia do seu segundo álbum, Cabeça de Cobre, e lança hoje (30), a primeira música de trabalho do disco: Fera. A faixa vem acompanhada de um videoclipe dirigido por Fagner Bruno de Souza, que traz um olhar documental para os tempos atuais.

 

Assista aqui.

 

O vídeo faz uma conexão direta com a mensagem da música, que induz à reflexão sobre os dias de luta normalizados na sociedade, como uma forma natural de sobrevivência.

 

“No clipe, essa guerra se vê refletida nos rostos das pessoas comuns: caras reais de um país que não pode parar, senão morre de fome. Trabalhadores arriscam suas vidas girando a engrenagem que os esmaga. Máquinas não param de dilacerar a terra. Prédios não param de crescer, nos engolir e nos expulsar”, diz Pedro José.

 

O vídeo foi fruto de uma colaboração coletiva, entre a banda e Fagner Bruno de Souza, que além de dirigir, também cuidou da edição, roteiro e do registro das imagens, em parceria com Fran Camilo. “‘É isso mesmo, a gente não dá conta, mas enfrenta a Fera mesmo assim!’. Esse foi o mote central que guiou a realização do clipe da música Fera. Tudo foi feito de forma coletiva e a partir de concepções construídas em conjunto, entre mim e a banda. Queríamos acompanhar a vida das pessoas que, assim como nós, enfrentam a Fera todos os dias. Vivem poeticamente entre os carros, entre os prédios, sob o céu, sobre a terra vermelha. É um pouco de ‘cinema verdade’, um pouco de ‘cinema direto’ e muito de Brasil em 2021. A edição é frenética, mas nos garante respiros, pois estamos lutando para que não nos falte ar”, finaliza Fagner.

 

Disco

 

Com previsão de lançamento para setembro deste ano, o álbum foi gravado em Petrópolis (RJ), no estúdio Forest Lab. O registro das dez faixas foi feito de forma totalmente analógica e ao vivo. Para que este processo fosse aproveitado de forma fluída, a banda se preparou ensaiando intensamente durante seis meses para a conclusão e lapidação do repertório.

 

“Finalizamos coletivamente os arranjos, formas e sequência das canções escolhidas ao longo dos últimos dois anos. Depois desse processo, a banda passou por um isolamento interno de 10 dias antes da viagem de gravação, uma forma de precaução com a situação crítica da pandemia, mas que também serviu para aprofundar a imersão no processo criativo, deixando as canções prontas para serem captadas em poucas tomadas, com todes tocando ao mesmo tempo”, revela Pedro José.

 

Quem assina a produção fonográfica é o mineiro Lisciel Franco, conhecido por construir seus próprios equipamentos, gravar, processar e mixar exclusivamente em fita magnética. A gravação foi feita inteiramente de forma analógica em uma máquina de 24 canais dos anos 80.

 

Capa

 

Uma colaboração entre a artista visual e vocalista Carolinaa Sanches e o designer Pablo Blanco, deram vida a arte do single Fera. Assim como o álbum, a estética da capa procura manter a linguagem proposta, a qual o disco foi concebido, utilizando procedimentos gráficos artesanais e manuais. As impressões físicas aconteceram nos ateliês do centro cultural Grafatório, em Londrina, onde a dupla trabalha junto.

 

“A ideia é não dar de cara ao público a imagem total da capa do álbum. Para isso, a arte do single Fera foi feita com um pequeno fragmento do que vem a ser a capa do disco. E assim não se revela de quem é a cabeça da vez, mantendo certo mistério para o que há de vir”, explica a artista visual.

 

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SOBRE CABURÉ CANELA

 

Formada em 2013, a banda natural de Londrina (PR), é composta por Carolinaa Sanches (voz), Lucas Oliveira (voz, violão, violino e teclado), Maria Thomé (percussão), Mariana Franco (contrabaixo), Paulo Moraes (bateria) e Pedro José (voz, guitarra e clarinete).

 

Com uma identidade sonora que ultrapassa as definições de gêneros musicais, a banda se destaca por sua originalidade, partindo de referências dos ritmos populares afro-brasileiros, do rock, blues, samba, afro-beat.

 

Em 2018 a banda lançou seu primeiro álbum de estúdio, Cabra Cega, que foi responsável pelo amadurecimento não só musical como também administrativo e funcional do grupo, desde produção de shows até capas e contexto visual de toda concepção artística.

 

Um projeto de Circulação do PROMIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina) contemplou a Caburé Canela no final de 2018, o que possibilitou dezoito shows realizados, entre os meses de novembro e janeiro de 2019, apresentados em treze cidades dos três estados do sul do Brasil. Desta primeira turnê interestadual, foi realizado o mini-documentário Andanças Sonoras, editado por Caruh Spisla, e lançado em novembro de 2019. Em maio de 2020, a banda lançou o clipe da faixa Oceano, produzido pela artista galega Judith Adataberna.

 

O single Fera anuncia o seu segundo álbum de estúdio, captado ao vivo e de forma totalmente analógica, no final de 2020, no ForestLab em Petrópolis – RJ. A produção contou com patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultural (PROMIC) de Londrina. O disco com dez faixas tem previsão de lançamento para setembro de 2021.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: CAFÉ 8 ASSESSORIA DE IMPRENSA