MARCELO JENECI lança álbum “FEITO PRA ACABAR – 10 ANOS”

Ouça aqui – https://slap.lnk.to/Feito_Pra_Acabar-10_Anos

 

Clipe “Me Sinto Bem” – https://youtu.be/VC_bgaBf1oA

 

Marcelo Jeneci sorri com as palavras. De fala serena, um dos maiores músicos da sua geração detalha os muitos planos de futuro. “Feito Pra Acabar”, o álbum de estreia – lançado pelo slap, selo da Som Livre -, completa uma década em 2020. Ao olhar para trás, Jeneci se enxerga em um momento único de descoberta de quem era como artista. Dez anos passados, ele ainda se descobre. Essa é a graça da vida e da arte, afinal.

 

Jeneci aprendeu, ao longo do caminho, a estar “exatamente aqui”, como ele cantou com Tulipa Ruiz em “Dia a Dia, Lado a Lado”, single lançado no intervalo entre o segundo e o terceiro álbum, o recente e transformador “Guaia”, de 2019, indicado ao Grammy Latino.

 

É a segunda vez em que Jeneci está entre os selecionados do mais importante prêmio da música na América Latina. Em 2014, concorria com o segundo álbum de carreira, na categoria de melhor disco de música popular brasileira. Era o único compositor de uma nova safra em meio à gente do calibre de Marisa Monte (a vencedora na ocasião), Ivan Lins, Zeca Baleiro e Nana, Dori e Danilo Caymmi.

 

Agora, ele está na disputa com “Guaia”, um álbum que traduz em músicas o amadurecimento pelo qual Jeneci passou nos últimos 5 anos, ao lado de artistas de uma geração mais recente. Sinais dos novos tempos.

 

Jeneci entendeu esse tempo. Lidou com ele como pode, a partir das experiências de reconexão com a natureza e com quem ele é. “Foi um tempo para me aproximar da expressão sem tanta intensão”, explica Jeneci. “Você vê a expressão pura no rosto de uma criança.”

 

“Guaia” é essa expressão sem intensão de Jeneci. “Fiquei cinco anos conectados à minha natureza, em meio a uma natureza mais selvagem. Fui devolvido, aos poucos, a mim mesmo. A partir de então, tenho me sentido no mesmo vórtice que me fez inaugurar a fase de artista autoral para criar o álbum ‘Feito Pra Acabar’. Me sinto tomado pela mesma força.”

 

Existe uma conexão intrínseca entre “Feito Pra Acabar” e “Guaia”. É inevitável, até. Musicalmente, claro, Jeneci está em outro plano estético e sonoro. Também não olha para trás com um sentimento de nostalgia, pelo contrário: Jeneci criou um buraco no tempo e espaço para estar no passado e presente, simultaneamente.

 

Isso porque, uma década passada do álbum que o lançou para o mundo e para dianteira do palco, depois de uma intensa carreira como músico a acompanhar artistas como Chico César, Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos, ele volta à se entregar ao álbum “Feito Pra Acabar” a partir da perspectiva de hoje.

 

Jeneci lança “Feito Pra Acabar – 10 Anos”, um projeto especialíssimo, na exata data em que colocou no mundo a primeira versão do álbum, em um dia 30 de outubro. “Me coloquei como objetivo lançar esse disco no mesmo dia em que saiu o primeiro”, conta o artista. É o disco de 2010, mas com o artista de 2020, entende?

 

Eu explico: o álbum chegará em uma versão renovada, também pelo slap, com quatro novas músicas. Delas, três são inéditas: “Rara” (nome dado à música em homenagem à filha dele), “Me Sinto Bem” e Doce Loucura”. Também está incluída em “Feito Pra Acabar – 10 anos” uma versão em italiano de “Felicidade” (ponto de encontro imaterial entre o artista e milhares de pessoas) com a participação de Erica Mou.

 

“Durar no tempo já é uma celebração. Revisito tal estreia, cultivando o atual”, ele diz, sobre o período de isolamento social.

 

Gravação solitária e reencontro com o time

 

Sem contato com outros músicos em tempos de pandemia, Jeneci se permitiu, como ele mesmo disse, a experimentar. Sozinho, testou programas de gravação. “Com equipamento mínimo”, ele conta, e “fez uma festa com o que tinha à disposição”. Gravou e produziu duas músicas das inéditas de “Feito Pra Acabar – 10 anos” sozinho. Dessas sessões solitárias, vieram “Me Sinto Bem” e “Rara”. “Sozinho, vi que nunca estou sozinho. Fiz sobre os ombros de gigantes com quem eu trabalhei”, ele diz.

 

Para “Doce Loucura”, ele decidiu esperar. Queria se juntar ao o antigo time. Durante uma semana, teria ao lado Regis Damasceno, Laura Lavieri e Curumin, na casa onde mora desde que deixou São Paulo em direção ao Rio de Janeiro, no bairro Alto da Boa Vista, dentro da abundante Floresta da Tijuca. “No primeiro silêncio da casa, bateu forte a falta que eu estava de sentir a onda arrebentando em nós quatro”, ele diz.

 

“Sinto um chamado de expandir as imagens sonoras para o audiovisual”, conta Jenci. E “Me Sinto Bem” ganhará um clipe com roteiro assinado pelo artista.

 

Encontros

 

O objetivo do reencontro com a formação original dos primeiro shows, em casa, foi para registrar uma imersão e o quarteto tocando o disco inteiro, ao vivo. Formação que antecede a chegada do arranjador Arthur Verocai e do produtor Kassin.

 

Em uma experiência afetiva e sonoramente minimalista, eles criaram o Feito Pra Acabar Ao Vivo, que chega em novembro de 2020. Mergulharam naquelas canções com dez anos de existência (e na inédita “Doce Loucura”) enquanto trocavam experiências pelas quais passaram nesse tempo.

 

Tesão pelo desconhecido

 

Por conta do caráter transformador, nada desse ato de revisitar “Feito Pra Acabar” é nostálgico. “O grande tesão da arte é o desconhecido. É fazer o que nunca se fez. É deixar que a criação se manifeste em seu território de força, sem que a objetividade passe por cima disso.”

 

Por isso, a versão de “Feito Pra Acabar” se conecta com “Guaia”. Jeneci se entendeu com o tempo e com a própria criação no terceiro álbum. Fez as pazes com quem é e com o relógio que teima em seguir adiante. “Carrego no pulso o desrelógio, afim de abrir no tempo e espaço que cada encontro pede. Livre das pressões, fez “Guaia” no tempo que o álbum exigia. “Passamos um ano fazendo o disco. É uma imersão, ser tomado por uma coisa, não aquilo de tempo contado no estúdio, de acessar um pouquinho, voltar para casa e não acessar mais. Não é um trabalho, é uma entrega molecular, psíquica, uma travessia”, avalia Jeneci.

 

“A mão que toca é a mão que escuta”, diz o artista. Jeneci sorri com as palavras, com as músicas novas e antigas. Sorri para passado, presente e futuro.

 

 

TRACKLIST:

 

  1. ME SINTO BEM
  2.  DOCE LOUCURA
  3. RARA
  4. FELICIDADE
  5. JARDIM DO ÉDEN
  6. COPO D’ ÁGUA
  7. CAFÉ COM LEITE DE ROSAS
  8. QUARTO DE DORMIR
  9. PRA SONHAR
  10. POR QUE NÓS?
  11. DAR-TE-EI
  12. LONGE
  13. TEMPESTADE EMOCIONAL
  14. SHOW DE ESTRELAS
  15. PENSE DUAS VEZES ANTES DE ESQUECER
  16. FEITO PRA ACABAR
  17. FELICIDADE – ITALIAN VERSION

 

Produzido e mixado por Kassin

Masterizado por Ricardo Garcia

 

Gravação de voz por Marcelo Jeneci e Erica Mou em casa.

 

Gravação base (2010): no estúdio Comep SP, em fevereiro de 2010 por yuri kalil, assistente de estúdio vanderlei Pena, gravação de vozes adicionais no Space Bless Studio (sp) por alexandre Fontanetti, El Rocha (sp), por Fernando Sanches, Gravação adicional de percussões no estúdio Minduca (sp) por Bruno Buarque, Gravação de orquestra nos estúdios Mega (Rj), por Eduardo Costa, Gravação de overdubs e mixagem no Totem Estúdio (SP), por yuri Kalil.
Produção Executiva Verônica Pessoa e Julia Duarte, Roadie Fábio Parsa, Produção Ana Paula Veríssimo.

 

Músicos Orquestra:  violinos Adornhiram Reis, Andréa Moniz, André Cunha, Denise Pedrassoli, Fábio Peixoto, Keelyth Vianna, Léo Ortiz, Marlene Ferreira, Mauro Rufino Martins, Roberto Faria, Taís Soares. Violas: Déborah Cheyne, Nayran Pessanha, Rúbia Siqueira. Cellos: David Chew, Marcus Ribeiro. Trompa: Eliéser Gomes Conrado. Clarinete: Thiago Tavares. Flauta: Sammy Fuks. Oboé: Eliesér Santos.

 

 

FEITO PRA ACABAR – 10 ANOS

 

Direção geral: Marcelo Jeneci e Renata Franchini

Produção Executiva: Renata Franchini

Comunicação: Renata Franchini (Pitanga Cultural)

Assessoria de Imprensa: Bebel Prates

Assessoria Jurídica: Andrea Francez

Lançamento: slap.

Capa:

Foto: Jorge Bispo

Beleza: Babi Bosque

Figurino: José Camarano

Diagramação: slap

 

Clipe “Me Sinto Bem”:

 

Direção: João Bernardes

Co-Roteiristas: João Bernardes e Marcelo Jeneci

Câmera e Fotografia: Dodi Agostinho

Imagens Aéreas/Drone e câmera 2: Glauber Barros

Edição de Vídeo: Bruno Franco

Colorização: André Tavares

Efeitos Visuais: Gerald Kohler

Figurino: José Camarano

Produção: Carlos de Andrade

Produção Executiva: Renata Franchini

 

Agradecimento especial: Bia, Lucas, Marco e Patrícia – Trilha dos Tucanos, Tapiraí/SP e Geraldo Gambini (ornitólogo).

 

 

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Bebel Prates – Assessoria de Comunicação