Novo single de Dulce Quental fecha a trilogia que anuncia álbum autoral

No dia 14 de janeiro, chega às plataformas o single “A Pele do Amor”, terceira e última faixa que antecede o álbum autoral Sob o Signo do Amor, que a cantora e compositora carioca Dulce Quental lançará em breve.

 

Celebrando a volta ao mundo, depois de um exilio (in)voluntário, a cantora, de voz bossanovista e bluesy, sussurra aos pés do ouvido as boas novas: o encontro com o outro só é possível a partir da recuperação da própria soberania.

 

É preciso desistir de tentar agradar alguém. “Hold On”, ela declama numa referência à canção de John Lennon. É quando a guitarra de Pedro Sá grita, enfim, como se dissesse: “Confie, não espere nada, simplesmente vá!”. É o que Dulce Quental faz, “num entrecruzamento entre música e poesia, canto e fala, na ressonância do mundo e sua carne”.


Dulce Quental – Sob a sua pele

Por Jonas Sá

 

Nos últimos meses, Dulce Quental vem dividindo com o mundo as primeiras faixas de seu novo disco, Sob O Signo Do Amor. Em novembro, deu a largada com o single “Apenas Uma Fantasia”, um rap-canção onde canta sobre a importância do sonho e do desejo. Em dezembro foi a vez de “Vagalumes Fugidos”, um tango que contrasta a relação entre as forças de chumbo do fascismo e o brilho revolucionário do amor e do humanismo.

 

Aproximando-se da chegada do álbum completo, a faixa “A Pele do Amor” aterrissa nas plataformas fechando a trilogia de singles desse novo trabalho autoral de Dulce. Por meio dele podemos perceber o que Dulce vem sempre falando a respeito da autonomia sobre nós mesmos, de como podemos usar nossas forças para perseverar num mundo careta e hostil. A música “A Pele Do Amor” é toda sobre autoacolhimento. O acolhimento que buscamos no outro e que, no entanto, não sabemos nos brindar.

 

Acompanhada por mim Jonas Sá (MPC, percussões e sintetizadores) e pelo músico Pedro Sá (guitarras e baixo), com quem dividi a produção do disco, Dulce canta: “Quero (…) me aninhar entre suas pernas, como uma segunda pele”. Para então desenvolver: “Mas já não me interessa mais o que você pensa”. E enfim arrematar: “Estou de volta sob a minha pele, fiz um lugar na carne do mundo (…) onde cabe qualquer dor sob o signo do amor”.

 

É irônico notar como a autonomia é mote recorrente das redes sociais, justamente o altar da aprovação alheia. Vemos diariamente pipocarem posts com frases motivacionais como: “Vá. E se tiver medo, vá com medo mesmo”. Mas Dulce sabe que o buraco é mais embaixo. O autoacolhimento serve para o nosso amor-próprio, mas também há de se acolher a dor do mundo e o medo para seguir em frente, sem nunca trocar nossos sonhos por migalhas de carinho.

 

Assim como faz, com maestria, a artista ao voltar para nós com a graça e beleza dessas novas canções.

 

Lançamento/single: A Pele do Amor

Artista: Dulce Quental

Nas plataformas: 14 de janeiro de 2022

Pre-save: https://onerpm.link/apeledoamor

 

Composição e interpretação: Dulce Quental. Produção: Jonas Sá & Pedro Sá. Arranjo: Jonas, Pedro & Dulce Quental. Músicos: Jonas Sá (MPC, percussões e sintetizadores) e Pedro Sá (guitarras e baixo). Mixagem: Duda Mello. Masterização: Ricardo Garcia. Capa: Rodrigo Sommer. Foto: Nana Moraes. Produção de arte & visage: Rodrigo Bastos. Lançamento/selo: Cafezinho Edições & Produções Musicais.


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Com informações: VERBENA ASSESSORIA