“RITA LEE” (1979): QUANDO O AMOR TRANSBORDA PARA A MÚSICA E INAUGURA A “MANIA DE RITA”

Primeiro disco inteiro em parceria com Roberto de Carvalho ‑ e cheio de clássicos como “Mania de Você” e “Doce Vampiro” ‑, álbum é relançado em vinil vermelho pela Universal

 

DISPONÍVEL AMANHÃ (25/05): https://www.umusicstore.com/RitaLee

 

“Rita Lee” (1979) é um clássico. Um álbum a se julgar logo pela capa, icônica, que está colada no imaginário pop. Rita, linda e cheia de cores, convida a gente a ouvir um novo universo. Com direito ao logo-tatuagem ‑ criado por Hans Donner e que se tornou, organicamente, um símbolo da carreira.

 

A contracapa revela o casal: Rita, gravidíssima e com uma flauta, e Roberto de Carvalho, com sua guitarra. A imagem remete para um importante fato: este é o primeiro disco inteiro feito em parceria por Rita & Roberto, impecável, do lado A ao lado B. Um álbum avassalador, que conquistou tanta gente, que iniciou o que a imprensa, na época, batizou de “Mania de Rita”.

 

Escolhida para ser a abertura, “Chega Mais” é uma das maiores delícias dos dois. Sacaninha, gostosa, dançante e provocativa. A canção pode ser considerada (ao lado de “Fonte da Juventude”, que Rita gravou em 1977 para uma coletânea de carnaval) uma espécie de marco inaugural para um gênero musical próprio, que ela viria a chamar de rockarnaval. O estilo estouraria de vez no ano seguinte, com “Lança Perfume”. A gulodice sexual do casal, marcada por uma produção disco-rock-brasileira, dá pinta do começo ao fim da faixa. Sim, quem ouviu essa música pela primeira vez, em 1979, já entenderia que Rita e Roberto estavam com as asinhas de fora para desfilar, sem culpa nenhuma, por temais mais calientes.

 

Seguindo, o disco trouxe, finalmente, “Papai Me Empresta o Carro”, um rockão da dupla que havia sido proibido pela censura em 1978. As justificativas? Cito abaixo, de acordo com os documentos do departamento de censura da época: “1 – a estrutura familiar pai/ mãe são contestados (sic) pela falta de autenticidade; 2 – a afirmação de ‘não ter medo de fazer o que quer’ (sic); 3 – a linguagem frouxa (desrespeitoso); 3 – mensagem final em metáfora: ‘meia hora no seu carro com meu bem’. Que traduzindo diz naturalmente que o sexo será no carro, o que coloca em evidência os costumes da época. Não vamos endossá-lo para mais diluir os bons costumes.”  Com um vai-e-vem de documentos e apelos, a música acabou liberada um ano depois, entrou no disco e se tornou uma das favoritas dos fãs.

 

Em um clima sombrio e com uma voz hipnotizante, Rita canta um “Doce Vampiro”, que a feria e curava as feridas, culminando com um orgasmo da imortalidade. Nem é preciso dizer que se tornou um dos maiores hits. A cena da composição, descrita pela própria, é linda: a música nasceu com ela, grávida, apoiando o violão na barriga, muito inspirada pelo tesão entre os dois.

 

Roberto, que já estava presente nos dois discos anteriores (“Refestança”, de 1977, e “Babilônia”, de 1978), se torna o grande parceiro de Rita. Assina cinco das oito músicas do disco ao lado dela. E é, além de inspiração para canções como “Doce Vampiro”, músico chave no LP: ora na guitarra, ora no violão, ora no piano elétrico e nos teclados, ora nos vocais. Entre os músicos, nomes como Lincoln Olivetti, Picolé, Robson Jorge, Lee Marcucci, Naila Skorpio, Ariovaldo, Jamil Joanes, Nenem, Netinho, Márcio Moutarrom, Hamilton, Zé Bodega, Maciel, Sérgio Dias, Aurino, Claudia Telles, Sonia Buernier e Jane Duboc no backing vocal, além do produtor, Guto Graça Mello. Rita também toca violão, flautas e percussão.

 

“Corre-corre” fecha o lado A da melhor maneira possível. Disco-rock daqueles que não nos deixam parados, a música é cheia de swing. E a letra tem uma frase usada e abusada por fãs: “Como se fosse eu a grande maluca”. Genial! Falando de correria, de falta de grana e de obstáculos pelo caminho, acabou sendo adotada para descrever a loucura na vida de muita gente, mas a situação é mais complexa: Rita escreveu a letra com trechos baseados na vida pós-prisão de 1976, quando o casal gastou o que tinha e o que não tinha com advogados e passou um tempo tendo que se virar como dava.

 

Mas foi justamente com esse disco que o sol brilharia lindamente para a dupla Rita & Roberto. Esse foi o primeiro LP a bater o milhão. E uma das maiores responsáveis por isso é “Mania de Você”, que abre o lado B. Poucas músicas entregam tanta intimidade e verdade. Eles passaram a dividir com o público seu amor, seu sexo, seu tesão. E todos começaram a gostar de dar aquela espiada na intimidade dos dois. Quem é que não queria estar no meio do belíssimo, aspiracional e talentoso casal? Como canta Rita: “A gente faz amor por telepatia”. Uau!

 

Mais do que fazer sucesso, Rita, ao questionar tabus e preconceitos e ao escrever sobre amor e sexo do ponto de vista feminino, escancarava caminhos. Ela é, sem dúvidas, uma das maiores transformadoras de uma geração inteira e, consequentemente, das gerações que vieram depois dela. Sem Rita, pode ter certeza, o mundo seria bem mais careta. Não à toa, o disco vem em vinil vermelho. Afrontoso, alegre e quente.

 

O suor, cantado por ela em “Mania”, é sentido nas notas. A voz, das mais emblemáticas e belas da música planetária, nos guia numa gravação perfeita. Precisa, apaixonada, tesuda. Sussurando, subindo e descendo loucamente, como só ela consegue. Clássico dos clássicos, que acabou embalando desde comercial de TV a noites de amor de muitos casais desde então. Não por acaso, João Gilberto se apaixonou por nossa roqueira-mor ao ouvir esse disco. E a convidou para cantar com ele, quando disse a célebre frase: “Ritinha, você pode achar que é roqueira, mas sua voz é de bossanoveira”.

 

Por falar em mulherões que peitavam o sistema, “Elvira Pagã” é homenageada no LP em uma letra em que se joga no ventilador preconceitos e visões superficiais que se tem das mulheres. “Todos os homens desse nosso planeta/ pensam que mulher é tal e qual um capeta/ conta a história que Eva inventou a maçã”, canta Rita. Uma curiosidade: a própria Elvira ficou tão encantada com a música, que pintou um quadro e deu de presente para Rita alguns anos depois.

 

Outra mulher, dessa vez uma “Maria Mole”, inspirada numa amiga de Rita que vivia na onda de Mandrix, aparece no reggae que conquistou a garotada, um público conquistado em “Babilônia” (1978) e que se tornava cada vez maior. Afinal, que criança ficaria imune a tantas imagens, como a de Maria Mole e seu namorado, o Rocambole, se beijando enquanto se engoliam? “Fazendo assim ‘slurpt’”.

 

Fechando o disco está “Arrombou a Festa II”, na cola do sucesso da primeira versão da música, em parceria com Paulo Coelho e ainda mais saidinha que a primeira. Entre Magal, Chico, Cauby e Fafá, nem a própria escapou de uma, digamos, autopichação: “E a Rita Lee parece que não vai sair mais dessa/ pois pra fazer sucesso arrombou de novo a festa”.

 

Ao redescobrir (ou descobrir) esse álbum em 2022, é bom lembrar do impacto que ele causou na época de seu lançamento. Foi um divisor de águas. O primeiro totalmente envolvido pelo amor de Rita e Roberto, que não cabia nele e transbordava para a música. Aquele disco que ousou cantar o colorido, remexer tabus, misturar vampiros, Elvira Pagã e Chesa, a mãe de Rita (Afinal, “santa, santa/ Só a minha mãe/ E olhe lá!”).

 

TEXTO por Guilherme Samora é estudioso do legado cultural de Rita Lee

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações:  www.universalmusic.com.br

Universal Music Brasil : Departamento de Imprensa e Comunicação / PR

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Em setembro de 1992, há exatamente 34 anos atrás era lançado o 2° álbum de estúdio da cantora e compositora Fernanda Abreu @fernandaabreureal "Sla 2 Be Sample".

Produzido por Liminha

Tracklist:

1	Jorge de Capadócia
2	Vinheta I
3	O Céu Pode Esperar
4	O Estado das Coisas
5	Hello Baby
6	Rio 40 Graus (feat. Fausto Fawcett)
7	Vinheta II
8	Sigla Latina do Amor (Sla II)
9	Do Seu Olhar
10	Uma Breve História do Tempo
11	Vinheta III

#fernandaabreu #boomerangmusic #sla2besample
Em 29/09/2017, há exatamente 9 anos atrás era lançado o album ao vivo e o filme concerto do cantor e compositor David Gilmour @davidgilmour "Live at Pompeii".

David Gimour e banda

Tracklist:

CD 1:

1. 5 A.M.
2. Rattle That Lock
3. Faces Of Stone
4. What Do You Want From Me
5. The Blue
6. The Great Gig In The Sky
7. A Boat Lies Waiting
8. Wish You Were Here
9. Money
10. In Any Tongue
11. High Hopes
12. One Of These Days

CD 2:

1. Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5)
2. Fat Old Sun
3. Coming Back To Life
4. On An Island
5. Today
6. Sorrow
7. Run Like Hell
8. Time/Breathe (In The Air) (reprise)
9. Comfortably Numb

#davidgilmour #Boomerangmusic
Hoje, 29/09, é aniversário do cantor, compositor e vocalista da banda Suede @suedehq Brett Anderson que completa 59 anos.

#brettanderson #suede #boomerangmusic
Em 29/09/1980, há exatamente 46 anos atrás era lançado o 12° álbum de estúdio da banda Kool & The Gang @koolandthegang "Celebrate!".

Integrantes:

Bass – Robert "Kool" Bell
Lead guitar – Charles Smith
Keyboards, saxophone, backing vocals – Ronald Bell
Drums, percussion, backing vocals – George Brown
Lead and backing vocals – James "J.T." Taylor
Alto saxophone – Dennis Thomas
Trumpet, backing vocals – Robert Mickens
Keyboards, backing vocals – Earl Toon, Jr.
Keyboards – Kevin Bell
Additional keyboards – Adam Epolito
Backing vocals – Cedric Toon, Meekaeel
 Muhammad, Robert Bell, Coffee, Something Sweet
Orchestra arranger and conductor – Eumir Deodato

Tracklist

1. CELEBRATION
2. JONES VS. JONES
3. TAKE IT TO THE TOP
4. MORNING STAR
5. LOVE FESTIVAL
6. JUST FRIENDS
7. NIGHT PEOPLE
8. LOVE AFFAIR

#koolandthegang #boomerangmusic #celebrate
Hoje, 29/09, é aniversário do saudoso cantor e compositor Jerry Lee Lewis @jerryleelewisthekiller que completaria 91 anos.

Falecido em 28/10/2022

#jerryleelewis #Boomerangmusic #happybirthday
Em 29/09/1997, há exatamente 29 anos atrás era lançado o 3° álbum de estúdio da banda The Verve @officialtheverve "Urban Hymns".

The Verve

Simon Jones – bass guitar
Peter Salisbury – drums
Richard Ashcroft – vocals, guitar
Nick McCabe – lead guitar
Simon Tong – guitar, keyboards

Track Listing

1. Bitter Sweet Symphony
2. Sonnet
3. The Rolling People
4. The Drugs Don't Work
5. Catching The Butterfly
6. Neon Wilderness
7. Space And Time
8. Weeping Willow
9. Lucky Man
10. One Day
11. This Time
12. Velvet Morning
13. Come On

#theverve #boomerangmusic
Em 29/09/1992, há 34 anos atrás era lançado o álbum de estreia da banda Stone Temple Pilots @stpband "Core".

Stone Temple Pilots

Weiland – vocals
Robert DeLeo – bass
Dean DeLeo – guitars
Eric Kretz – drums

Tracklist:

1. Dead & Bloated
2 Sex Type Thing
3 Wicked Garden
4 No Memory
5 Sin
6 Naked Sunday
7 Creep
8 Piece Of Pie
9 Plush
10 Wet My Bed
11 Crackerman
12 Where The River Goes

#stonetemplepilots #Core #boomerangmusic
Em 29/09/1976, há exatamente 50 anos atrás era lançado o album ao vivo da banda Rush @rush
 “All the World’s a Stage” gravado ao vivo em  Massey Hall em Toronto nos dias 11 e 13 de Junho de 1976. June 11th–13th, 1976. .

Integrantes:

Geddy Lee (vocals, bass)
Alex Lifeson (guitars)
Neil Peart (drums)

Track list:

	1.	Bastille Day
	2.	Anthem
	3.	Fly By Night / In The Mood
	4.	Something For Nothing
	5.	Working Man/Finding My Way
	6.	What You’re Doing
	7.	Lakeside Park
	8.	2112
	9.	By-Tor And The Snow Dog
	10.	In The End

#rush #alltheworldsastage #geddylee #alexlifeson #neilpeart