Série digital do Sesc Pinheiros, ‘Muito Prazer, Meu Primeiro Disco’, conta com Chico Buarque no segundo episódio

Episódio sobre o álbum “Chico Buarque de Hollanda (1966), vai ao ar, dia 7/11, às 18h, nas redes sociais do Sesc (YouTube do Sesc Pinheiros e na plataforma do Sesc Digital)

 

Foto: Mario Canivello

 

O segundo episódio da série digital do Sesc Pinheiros, Muito Prazer, Meu Primeiro Disco, traz Chico Buarque de Hollanda falando sobre seu disco de estreia “Chico Buarque de Hollanda” (1966).

 

O projeto é idealizado pelo jornalista e escritor Lucas Nobile, com curadoria dele e de Zuza Homem de Mello, musicólogo, jornalista e produtor musical, que nos deixou no último dia 04 de outubro. Além deles, esta entrevista, gravada no dia 26 de outubro, foi também conduzida pela jornalista Adriana Couto.

 

A série aborda os primeiros discos da carreira dos artistas convidados, que se tornaram icônicos na história da música brasileira. A entrevista com Chico Buarque será transmitida a partir do dia 7 de novembro, às 18h, nas redes sociais do Sesc (YouTube do Sesc Pinheiros e na plataforma do Sesc Digital).

 

Muito Prazer, Meu Primeiro Disco revisita os primeiros trabalhos de grandes nomes da história da música brasileira. São álbuns de estreia que, já nesse momento inicial, se mostram relevantes e consistentes e revelam marcas da trajetória posterior do artista. Em cada episódio, um artista musical fala um pouco sobre o processo de criação e produção do disco, faixa a faixa, compartilhando ainda histórias e memórias afetivas.

 

“As hoje consagradas carreiras de todos esses artistas tiveram um ponto de partida. É sobre essas ‘pedras fundamentais’ da música popular brasileira que a gente vai se debruçar. Para além da riqueza de informações, é comovente ver esses criadores e criadoras olharem em perspectiva para um período tão marcante de formação – não apenas musical – de suas vidas”, comenta Lucas Nobile, que acrescenta: “são discos que fizeram (e ainda fazem) parte da vida de muita gente. A série tem esse caráter documental e a intenção de manter acesos esses patrimônios da cultura e da identidade brasileiras”.

 

O disco, lançado em 1966, conta com 12 faixas, com sucessos como A Banda, Pedro Pedreiro e Olê Olá, que compõem seu disco de estreia, que lhe abriu portas para colaborações em trilhas musicais de filmes e peças teatrais. O compositor destaca, na entrevista, que se sentia um estudante de arquitetura gravando um disco, do qual “não se falaria 50 anos depois”.

 

A estreia de Muito Prazer, Meu Primeiro Disco contou com a participação do cantor e compositor Gilberto Gil. Confira: http://bit.ly/MPMPD_GilbertoGil.

 

Saiba mais sobre os proponentes

 

Adriana Couto é jornalista e apresentadora do Programa Metrópolis há mais de dez anos. Na TV Cultura também comandou a bancada do Jornal da Cultura. Começou a carreira na Rádio CBN ainda estudante de jornalismo da PUC SP. Como apresentadora e repórter do Canal Futura/RJ aprofundou sua pesquisa em educação e jornalismo público. Na TV Globo, trabalhou como repórter do programa musical FAMA e do RJTV. Em 2016 e 2018, ganhou o Prêmio Comunique-se na categoria jornalismo cultural/mídia falada. Dirigiu o curta documental “O Fervo”, sua primeira experiência na direção.

 

Lucas Nobile é jornalista e autor de “Dona Ivone Lara: a primeira-dama do samba” (2015/ Sonora Editora) e de “Raphael Rabello: o violão em erupção” (2018/ Ed. 34). Idealizador e pesquisador do documentário “Garoto – Vivo Sonhando” (“Menção Especial de Pesquisa” pelo júri do festival In-Edit Brasil 2020). É colaborador da Rádio Batuta (IMS).

 

Zuza Homem de Mello (20 de setembro 1993, SP – 4 de outubro de 2020, SP) jornalista e produtor musical. Estudou na School of Jazz de Tanglewood, Massachussets e na Juilliard School of Music de Nova York, NY. Foram 65 anos dedicados à divulgação e preservação da música popular brasileira e do jazz. Atuou como crítico musical, idealizou, programou, produziu e apresentou programas de rádio, shows e discos, além de ter sido curador de eventos e festivais. Autor dos livros: “Música popular brasileira cantada e contada” (Melhoramentos, 1976); “A Canção no Tempo”, Volumes 1 e 2, com Jairo Severiano (Edit. 34, 1997-98); “João Gilberto” (Publifolha, 2001); “A Era dos festivais” (Editora 34, 2003); “Música nas veias” (Editora 34, 2007); “Eis aqui os Bossa Nova” (Editora Martins Fontes, 2008); “Música com Z” (Editora 34, 2014), contemplado com o Prêmio APCA; Copacabana, a trajetória do samba-canção, (Edit. 34 e Edições Sesc, 2017) e, em curso, novo livro sobre a biografia de João Gilberto (Editora 34).

 

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