Simone lança “Da Gente”, álbum que joga luz sobre a obra de compositores nordestinos de várias gerações

Novo trabalho chega a todas as plataformas nesta sexta-feira (18)

 

Da gente, da nossa gente, do nosso povo, da nossa cultura, da nossa arte, da nossa capacidade de sobreviver. Deste nordeste extraordinário na linguagem, na música, no tempero, nos ritmos, do sol, das cores, da criatividade, dos poetas e artistas, dos pensadores, das pessoas”, Simone

 

Em Da Gente, primeiro disco da cantora desde É Melhor Ser (2013), Simone volta a percorrer a trilha do afeto, por meio do olhar cuidadoso a compositores do Nordeste e pela temática das 12 músicas que pinçou para o repertório. Amores, encontros e reflexões sobre os dias de hoje, em que começamos a retomar o contato pessoal com quem amamos, dão o tom deste novo trabalho. “A vida sem os afetos não vale a pena. O que me salvou na pandemia foi o lado afetivo, o que veio de mim e o que veio pra mim. Espero que este trabalho Da gente cumpra uma rota sentimental que faz falta nos nossos dias, do coletivo, do grupo, da amizade, da confiança.”

 

A ideia de fazer um disco apenas com canções de autores nordestinos vem de 2015. “Eu já tinha comentado sobre isso com algumas pessoas, porque eu sou nordestina. Tinha até um título: Por Ser de Lá, verso de Lamento Sertanejo, de Gilberto Gil e Dominguinhos”. Uma dessas pessoas era Zélia Duncan. O plano ficou em suspenso em meio à agenda de shows, mas em 2021, Zélia disse à amiga que ela precisava conhecer uma pessoa: Juliano Holanda, compositor, diretor e produtor pernambucano que vem se destacando na cena contemporânea da música brasileira.

 

A partir daí, o disco foi tomando forma, com Zélia na direção artística e Juliano assumindo o posto de diretor e produtor musical. As primeiras conversas entre os três foram virtuais e aos poucos o repertório foi sendo montado, sem preocupação com ineditismos. Boa parte das canções escolhidas são de autores contemporâneos, a maioria deles mulheres. E a sonoridade do álbum também traz uma novidade: não há piano ou teclados, instrumentos que estão presentes em toda a discografia da cantora, que em Da Gente foi acompanhada por Holanda (baixo e violão de aço), Webster Santos (violões) e Rapha B (bateria, udu, clave e ganzá). “Durante a gravação eu percebi que o piano não estava me fazendo falta. Os músicos me cercaram musicalmente de uma maneira muito forte”, diz Simone, ressaltando que o entrosamento entre todos foi fundamental para o bom andamento dos trabalhos — o período de permanência no estúdio da Biscoito Fino foi de 10 dias, em agosto de 2021.

 

Haja Terapia, música de Juliano, foi escolhida para abrir o disco. É um retrato desses tempos pandêmicos em que o mundo parece ter parado. “Haja Terapia chamou muito a minha atenção, não só pelo fator pandemia que a gente ainda está vivendo, mas porque, além de tudo, a música é muito bonita. Ela cria imagens fantásticas. Fiquei impactada e muito emocionada. Quando você fatia o tempo nas terapias, vê também o tempo das coisas. E acho que ele correu mais a favor e de forma íntima para me ajudar a botar os meus demônios para fora”, explica a cantora. Juliano também fez, com Zélia, o xote estilizado Boca em Brasa, cujo mote foi ideia de Simone. “No primeiro encontro virtual entre nós, eu disse a Zélia e Juliano que eu tinha o título de uma música: Boca em Brasa”, relembra. Os parceiros toparam a empreitada e fizeram uma música forte sobre o desejo, característica que também está presente em Por Que Você Não Vem, de Joana Terra e PC Silva. “A Joana estava na casa do Juliano durante uma reunião virtual nossa e cantou essa música”, conta Simone sobre a canção cujo eu-lírico convida o par para uma aproximação. PC ainda assina sozinho Imã, de acento folk, uma súplica pela volta da pessoa amada.

 

A obra de Martins e Isabela Moraes, dois pernambucanos, já estava no radar de Simone há algum tempo. Dele, a cantora escolheu A Gente se Aproveita, de interpretação delicada. Já Você Distante, de Moraes, é um xote que mostra como, “às vezes, para evitar a confusão, melhor é a separação”. Apesar de nascida na Bahia, Karina Buhr foi criada em Pernambuco e também está presente no álbum como autora. Amor Brando, que ela gravou em 2012, ganhou uma festiva leitura de Simone, com toques de afoxé. “É uma graça essa música. Mas a gravação da Karina é muito diferente da que a gente fez. Houve o trabalho de achar um caminho que fosse confortável para eu cantar”, conta a cantora.

 

Para Escancarada, de Gean Ramos (pernambucano descendente do povo Pankararu) e Rogéria Dera, Simone optou por uma interpretação mais expansiva e adequada à canção em que adverte: “Quer sair/Saia/Mas passe o perfume/Aquele perfume/Que marque o caminho caso queira voltar”. Para encerrar o disco, escolheu Naturalmente, parceria da paraibana Socorro Lira com Roberto Tranjan, da qual a cantora tirou o título do disco, uma música que fala sobre tudo o que é essencial para o bem-estar coletivo. A interpretação de Socorro, lançada em 2019, comoveu Simone. “A voz dela parece um algodão, de tão doce”.

 

Mas Da Gente também conta com canções de autores da geração de Simone. Ela ouviu o disco que Fagner e Zeca Baleiro fizeram em 2003 e de lá pescou Dezembros, assinada pelos dois com o letrista Fausto Nilo (autor de grandes sucessos da carreira de Simone, como Um Desejo Só Não Basta e Pão e Poesia). Apesar de escrita há 20 anos, a música ganha novo significado por falar de distância e de “ver a morte assim tão perto”. Já Estilhaços, de Cátia de França e Flávio Nascimento, intitulou o segundo álbum da compositora paraibana, de 1980, e é um dos momentos mais alegres do disco. Afinal, os estilhaços aqui são de amor. “Cátia é de uma força extraordinária, as melodias dela são fantásticas”, diz Simone.

Compositora bissexta, Simone havia apresentado em uma de suas lives uma música própria: Nua, parceria com o poeta português Tiago Torres da Silva. A princípio, a cantora não cogitava incluí-la no repertório, mas foi convencida. “Minha música só entrou por imposição de Zélia, Juliano e Webster”, diverte-se, reconhecendo que a sensualidade da canção se encaixou bem no conjunto da obra.

 

Da Gente também dá o pontapé inicial nas comemorações dos 50 anos de carreira de Simone, em abril de 2023. “Espero fazer shows, estou há mais de dois anos sem pisar no palco”, afirma a cantora, ansiosa por um reencontro presencial com o público. Afinal, ela sempre foi uma cantora da gente. Do povo brasileiro.

 

Por Renato Vieira — Pesquisador musical, março de 2022

 

 

Acesse aqui para ouvir nas plataformas e saber mais informações sobre Simone.

 

  1. Haja Terapia (Juliano Holanda)
  2. Boca em Brasa (Zélia Duncan e Juliano Holanda)
  3. Nua (Simone/Tiago Torres da Silva)
  4. Estilhaços (Cátia de França/Flávio Nascimento)
  5. A Gente se Aproveita (Martins)
  6. Por Que Você Não Vem? (Joana Terra/ PC Silva)
  7. Escancarada (Gean Ramos/Rogéria Dera)
  8. Dezembros (Fagner/Zeca Baleiro/Fausto Nilo)
  9. Você Distante (Isabela Moraes)
  10. Imã (PC Silva)
  11. Amor Brando (Karina Buhr)
  12. Naturalmente (Socorro Lira/Roberto Tranjan)

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: Dobbs / Scarpa Assessoria de Comunicação

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Em 07/07/1983, há exatamente 43 anos atrás a cantora e compositora Madonna @madonna lançava o single "Holiday", hit do seu álbum de estreia.

#madonna #holiday #boomerangmusic
Hoje, 07/09, é aniversário da compositora Diane Warren @dianewarren que completa 70 anos.

Possui muitos sucessos na voz de muitos artistas.

Listamos abaixo 10 de seus maiores sucessos:

​"I Don't Want to Miss a Thing" – Aerosmith (1998)
Escrita para o filme Armageddon, tornou-se o único hit da banda a alcançar o 1º lugar na Billboard Hot 100.

​"Because You Loved Me" – Céline Dion (1996)
Tema do filme Íntimo & Pessoal, foi um sucesso global e conquistou o Grammy de Melhor Canção Escrita para Mídia Visual.

​"Un-Break My Heart" – Toni Braxton (1996)
Um dos maiores hinos pop/R&B dos anos 90, que permaneceu por 11 semanas no topo das paradas americanas.

​"If I Could Turn Back Time" – Cher (1989)
Um dos maiores clássicos da carreira de Cher e um marco do pop-rock do final da década de 80.

​"How Do I Live" – LeAnn Rimes / Trisha Yearwood (1997)
Lançada simultaneamente por duas cantoras country, a versão de LeAnn Rimes bateu recordes e permaneceu 69 semanas na Billboard Hot 100.

​"Nothing's Gonna Stop Us Now" – Starship (1987)
Tema da comédia romântica Manequim, rendeu a Diane Warren sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Canção Original.

​"Rhythm of the Night" – DeBarge (1985)
Um dos primeiros grandes sucessos da compositora, definindo o som do dance-pop de meados dos anos 80.

​"There You'll Be" – Faith Hill (1998)
Tema do filme Pearl Harbor, tornou-se uma das baladas mais icônicas do início dos anos 2000.

​"When I See You Smile" – Bad English (1989)
Uma balada rock que alcançou o 1º lugar nos Estados Unidos no final dos anos 80.

​"Till It Happens to You" – Lady Gaga (2015)
Coescrita com Lady Gaga para o documentário The Hunting Ground, a canção venceu um Emmy e recebeu indicações ao Oscar e ao Grammy.

#dianewarren #boomerangmusic #happybirthday
Hoje, 07/09,  o incrível Buddy Holly @buddyhollyfoundation completaria 90 anos.

#buddyholly #happybirthday #boomerangmusic
Em setembro de 1987, há exatamente 39 anos atrás era lançado o 13° álbum de estúdio da banda Pink Floyd @pinkfloyd "A Momentary Lapse of Reason".

Banda

David Gilmour - guitarra, violão, vocais
Nick Mason - bateria, sintetizadores e percussão

Músicos convidados

Richard Wright - teclados, sintetizadores, piano, vocais de apoio
Tony Levin – baixo eléctrico
Bob Ezrin - teclas, percussão e sequencers
Jim Keltner - Bateria
Steve Forman - Percussão
Jon Carin - teclados
Tom Scott – saxofone alto e soprano
Scott Page - saxofone tenor
Carmine Appice - Bateria
Pat Leonard - Sintetizadores
Bill Payne – órgão hammond
Michael Landau - guitarra
John Halliwell - Saxofone

Track listing

Signs of Life (Gilmour/Ezrin)
Learning to Fly (Gilmour/Ezrin/Moore/Carin)
The Dogs of War (Gilmour/Moore)
One Slip (Gilmour/Manzanera)
On the Turning Away (Gilmour/Moore)
Yet Another Movie/Round and Around (Gilmour/Leonard)
A New Machine (Part 1) (Gilmour)
Terminal Frost (Gilmour)
A New Machine (Part 2) (Gilmour)
Sorrow (Gilmour)

#pinkfloyd #boomerangmusic
Hoje, 07/09, é aniversário da cantora e compositora Gloria Gaynor @gloriagaynor que completa 83 anos.

#gloriagaynor #happybirthday #boomerangmusic
Em 07/09/1979, há exatamente 47 anos atrás era lançado o 2° álbum de estúdio do cantor e compositor Gary Numan @garynuman "The Pleasure Principle".

Integrantes:

Gary Numan – vocals; synthesizers (Minimoog, Polymoog, ARP Odyssey); synthetic percussion (Synare 3)
Paul Gardiner – bass
Chris Payne – keyboards (Minimoog, Polymoog, piano); viola
Cedric Sharpley – drums, percussion
Billy Currie – fadeout violin on "Tracks" and "Conversation"
Garry Robson – backing vocals on "Conversation"

Tracklist 

Disc 1

1. Airlane - Gary Numan (3.19)
2. Metal - Gary Numan (3.33)
3. Complex - Gary Numan (3.12)
4. Films - Gary Numan (4.09)
5. M.E. - Gary Numan (5.37)
6. Tracks - Gary Numan (2.52)
7. Observer - Gary Numan (2.54)
8. Conversation - Gary Numan (7.37)
9. Cars - Gary Numan (3.59)
10. Engineers - Gary Numan (4.01)
11. Random - Gary Numan (3.50)
12. Oceans - Gary Numan (3.03)
13. Asylum - Gary Numan (2.32)
14. Me: I Disconnect for You - Gary Numan (3.06)
15. Bombers - Gary Numan (5.47)
16. Remember I Was Vapour - Gary Numan (4.47)
17. On Broadway - Gary Numan (4.47)

#pleasureprinciple #garynuman #boomerangmusic
Em 07/09/1981, há exatamente 45 anos atrás era lançado o single Just can't get enough, da banda Depeche Mode.

Hit do álbum "Speak & Spell".

#depechemode #boomerangmusic