Sony Music lança nas plataformas digitais gravações raras de Djavan em inglês

Lançamento de “Bird of Paradise”, disco de Djavan feito para o mercado americano em 1988, complementa sua discografia e traz três canções suas em versões cantadas pelo próprio compositor

 

Escute: https://sme.lnk.to/DjavanAsMelhores

 

Naquele ano de 1987, rádios do mundo inteiro não paravam de tocar uma certa balada, “So you say”, gravada pelo sofisticado e prestigiado quarteto vocal americano The Manhattan Transfer. Tratava-se de uma genial versão – que pegava a sonoridade exata do primeiro verso em português, “Só eu sei”, e achava seu equivalente sonoro em inglês, “So you say” – de “Esquinas”, canção lançada em português por Djavan no álbum “Lilás”, três anos antes. “So you say” era uma das faixas de “Brasil”, disco que o Manhattan Transfer gravou naquele ano exclusivamente com canções brasileiras, mais da metade do repertório composto por músicas de Djavan, entre outras de Gilberto Gil, Ivan Lins e Milton Nascimento.

 

Em 87, Djavan já estava, portanto, nesse seletíssimo grupo de compositores brasileiros que, de fato, tinham presença no cobiçado mercado americano de música – e, por conseguinte, no mercado mundial, em trilha aberta 20 anos antes por Tom Jobim. Isso pelo menos desde que a diva do jazz Carmen McRae fizera sucesso em 1982 com uma certa “Upside down”, na verdade uma versão do samba “Flor-de-lis”. E que o próprio Djavan passou a gravar por iniciativa da CBS brasileira discos nos Estados Unidos, mesmo cantando em português: o megassucesso “Luz” (1982), no qual teve até participação de Stevie Wonder em “Samurai”, como uma espécie de boas-vindas ao mercado americano, dada pelo seu principal artista; e o também bem sucedido “Lilás” (1984) – ambos somados venderam mais de um milhão de cópias somente no Brasil.

 

Depois de gravar seu terceiro disco nos Estados Unidos, o sofisticado “Não é azul mas é mar”, produzido pelo mesmo mago da soul music Ronnie Foster, de “Luz”, e acompanhado principalmente por músicos americanos, chegou-se à conclusão que havia chegado a hora de o próprio Djavan cantar suas músicas em inglês.

 

– Foi uma ideia da gravadora _ recorda Djavan. – E com a qual concordei. Já havia gravado o “Não é azul mas é mar” em Los Angeles, em português, e aí, no fim do ano de 87, voltei para gravar três versões em inglês. O meu único pedido foi de que as versões buscassem ao máximo respeitar a sonoridade das canções originais. A minha música é muito marcada pelas palavras que escolho para botar nas melodias, é muito ligada à língua.

 

Assim nasceu “Bird of Paradise”, disco idealizado pela CBS para os mercados americano e internacional, basicamente as canções de “Não é azul mas é mar”, mas três delas com letras em inglês, regravadas com os mesmos arranjos, sobre as mesmas bases instrumentais. São elas: a canção-título ,“Bird of paradise”, versão de “Navio”, primeira parceria de Djavan com seus filhos Flavia Virginia e Max Viana; “Sthephen’s  Kingdom”, versão da mais naturalmente internacional das faixas do disco, “Soweto”, canção de protesto de Djavan contra o regime do Apartheid que ainda imperava na África do Sul em 87; e “Miss Susanna”, a versão preferida do próprio Djavan, para a sua canção de amor “Florir”.

 

Agora, a partir de 27 de novembro de 2020, a Sony Music lança em todas as plataformas o álbum “Bird of Paradise”, completando toda a discografia de Djavan disponível no mundo digital, dentro do projeto da gravadora de digitalização de todo o seu catálogo.

 

A grande atração, mesmo para os fãs mais dedicados, são justamente as três faixas cantadas por ele em inglês. “Miss Susanna” talvez seja a preferida do compositor justamente porque pega o espírito do conteúdo da letra original de Djavan – a descrição de um desejo amoroso imenso e ausente – e traduz numa sonoridade própria da língua inglesa, sem tentar “traduzir” palavra por palavra, personificando o desejo abstrato na personagem Miss Susanna. Escrita pelo também cantor e compositor Brock Walsh – já então responsável por várias das versões feitas para o álbum do Manhattan Transfer – é uma canção de fato em inglês, cantada aliás confortavelmente por Djavan. Tão confortável, que na época do lançamento recebeu comentário favorável do jornal “Los Angeles Times”: “Suas interpretações em inglês são suaves e não apresentam um sotaque forte”.

 

O mesmo Brock Walsh enfrentou o desafio de verter “Soweto” também pelo espírito da canção, criando “Stephen’s Kingdom”, com a mesma melancolia em relação à África  do Sul do apartheid e a mesma esperança de um futuro melhor: “O povo quer florescer/E ganhar a vida”, diz o original em português, “There’s no conquering the might/Of tomorrow’s dream”, reafirma a versão, mantendo a ideia básica da canção, o sonho de um futuro melhor, mas na sonoridade específica de cada língua.

 

Também cantor e compositor com imensa discografia, e não apenas versionista, Michael Franks foi o responsável por transformar “Navio” em “Bird of Paradise”, aproveitando das metáforas de natureza da canção original para colocar a mulher amada numa espécie de paraíso tropical, típico do imaginário estrangeiro sobre o Brasil.

 

O objetivo da CBS com “Bird of Paradise” – e o título, literalmente “Pássaro do paraíso”, diz muito disso – era ampliar a presença de Djavan no mercado internacional, sem perda de suas características brasileiras. “Eu quero cantar no mundo inteiro com a mesma facilidade”, dizia Djavan à imprensa americana na época. “Se alguém entende só a música e não as letras, a comunicação fica limitada”, ponderava. Tanto que, se apenas três das dez faixas do álbum eram cantadas em inglês, as outras sete canções vinham com títulos e traduções literais para o inglês no encarte.

 

Gravado no verão americano de 1987, no mítico Ameraycan Studio, de Los Angeles, o álbum original “Não é azul mas é mar” é um dos discos mais sofisticados de Djavan e já tinha características cosmopolitas com “Soweto” na abertura e canções como “Real”, parceria com o japonês Tetsuo Sakurai. De alguma forma, sua sonoridade era uma síntese, um aperfeiçoamento de suas outras experiências americanas, combinando um pouco do espírito soul de “Luz” com o uso das batidas eletrônicas de “Lilás”. O grande sucesso radiofônico na época foi “Dou-não-dou”. E a obra-prima de uma safra de belas canções talvez seja “Bouquet”, uma balada conduzida na gravação pelo violão de Djavan, com direito ao piano de George Duke e orquestra de cordas escritas por George del Barrio, luxos de se gravar em Los Angeles.

 

O lançamento de “Bird of Paradise” nas plataformas digitais é, mais do que conhecer as gravações em inglês de Djavan, uma oportunidade de revisitar essa fase talvez não muito lembrada de sua produção musical, emparedada entre os sucessos da primeira  fase de sua música, marcada por “Luz”, e pelo imenso sucesso que faria nos anos seguintes com canções arrasa-quarteirão como “Oceano”(do disco de 1989).

 

Não que “Não é azul mas é mar” tenha vendido pouco, pelo contrário, foi Disco de Ouro com mais de cem mil cópias, teve críticas positivas no Brasil e no mundo. Mas era como se ele estivesse em transição, como se nestas canções Djavan preparasse o futuro de sua música, estabelecendo um estilo pessoal cada vez mais sofisticado, simbolizado nos verso de “Bouquet” que resumem o espírito do trabalho (e o desejo talvez nem tão explícito para ele de ser ouvido no mundo): “O que faz o seu olhar/Pra ser assim?/Não é azul mas é mar/ De tanto brilho/Me deixa também brilhar”.

 

Que Djavan brilhasse não apenas no Brasil, aos olhos do mundo, era a intenção de “Bird of paradise”, plenamente alcançada pois, desde então, além de continuar a ser um dos compositores brasileiros mais gravados no exterior, Djavan faz imensas turnês pelo mundo inteiro, a cada lançamento, tornou-se o tal pássaro que voa e canta por aí, desde o paraíso, se não real, pelo menos o das canções.

 

Por Hugo Sukman

 

 

 

Assessoria de Imprensa – Sony Music – Perfexx Assessoria – www.perfexx.com.br 

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Em 30/06/1996, há exatamente 30 anos atrás era lançado o 3° e último álbum de estúdio da banda Sublime @sublime 

Sublime

Bradley Nowell – vocal principal, guitarra, sintetizador
Eric Wilson – baixo, vocais de apoio, sintetizador
Bud Gaugh – bateria, sintetizador

Tracklist 

Garden Grove
What I Got
Wrong Way
Same In The End
April 29, 1992 (Miami)
Santeria
Seed
Jailhouse
Pawn Shop
Paddle Out
The Ballad Of Johnny Butt
Burritos
Under My Voodoo
Get Ready
Caress Me Down
What I Got (Reprise)
Doin’ Time

#Sublime #boomerangmusic
Em 30/07/1996, há exatamente 30 anos atrás era lançado o álbum "Unplugged MTV" da banda Alice In Chains @aliceinchains 

Integrantes:

Banda

Layne Staley - vocal, violão rítmico em "Angry Chair"
Jerry Cantrell - violão solo, vocal
Mike Inez - baixolão, violão rítmico em "Killer is Me"
Sean Kinney - bateria

Participações

Scott Olson - violão, baixo em "Killer is Me"

Tracklist:

1 Nutshell 4:58
2 Brother 5:27
3 No Excuses 4:57
4 Sludge Factory 4:36
5 Down In A Hole 5:46
6 Angry Chair 4:36
7 Rooster 6:41
8 Got Me Wrong 4:59
9 Heaven Beside You 5:38
10 Would? 3:43
11 Frogs 7:30
12 Over Now 7:12
13 Killer Is Me 5:23

#aliceinchains #Unpluggedmtv #boomerangmusic
Hoje, 30/07, é aniversário da cantora e compositora Kate Bush @katebushmusic que completa 68 anos.

#katebush #happybirthday #boomerangmusic
Em 29/07/1983, há exatamente 43 anos atrás era lançado nos cinemas dos Estados Unidos o filme Férias Frustradas.

Dirigido por Harold Ramis (aquele mesmo ator de Os Caça Fantasmas).

Filme de comédia estrelado por Chevy Chase, Beverly D' Angelo, Anthony Michael Hall e grande elenco.

Nostalgia total, Sessão da Tarde.

#feriasfrustradas #boomerangmusic
Em 29/07/1988, há exatamente 38 anos atrás era lançado nos cinemas dos Estados Unidos o filme de drama Cocktail.

Estrelando Tom Cruise, Bryan Brown, Elisabeth Shue, Lisa Banes, Kelly Lynch, and Gina Gershon, Cocktail traz o ambicioso bartender Brian Flanagan que tenta fazer sucesso em New York City e na  Jamaica ganhando dinheiro e status.

Dirigido por Roger Donaldson

#cocktail #boomerangmusic #tomcruise
Hoje, 29/07, é aniversário do cantor, compositor e baixista da banda Rush @rush Geddy Lee @geddyimages que completa 73 anos.

#rush #geddylee #happybirthday #boomerangmusic
Em 28/07/1986, há exatamente 40 anos atrás era lançado o 4° álbum de estúdio da banda R.E.M @rem "Lifes Rich Pageant".

R.E.M.

Bill Berry – drums, vocals
Peter Buck – guitar
Mike Mills – bass, vocals
Michael Stipe – vocals

Tracklist:

Begin The Begin
These Days
Fall On Me
Cuyahoga
Hyena
Underneath The Bunker
The Flowers Of Guatamala
I Believe
What If We Give It Away?
Just A Touch
Swan Swan H
Superman

#LifesRichPageant #rem #boomerangmusic
Em 28/07/1986, há exatamente 40 anos atrás era lançado o 1° álbum ao vivo da banda RPM.

Show gravado nos dias 26 e 27 de maio de 1986 no Pavilhão de Convenções do Complexo do Anhembi.

Produzido por Marco Mazzola @marcomazzolaoficial 

Produção do show e luzes @neymatogrosso

Integrantes:

Formação

Paulo Ricardo: vocal, baixo
Fernando Deluqui: guitarra, vocal de apoio
Luiz Schiavon: teclados, piano
Paulo Pagni: bateria, sintetizador, vocal de apoio

Tracklist:

1. Revoluções Por Minuto (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
2. Alvorada Voraz (Luiz Schiavon / Paulo P. A. Pagni / Paulo Ricardo)
3. A Cruz e a Espada (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
4. Naja (Instrumental) (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
5. Olhar 43 (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
6. Estação no Inferno (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon)
7. London, London (Caetano Veloso)
8. Flores Astrais (João Apolinário / João Ricardo)
9. Rádio Pirata (incidental: Light My Fire) (Paulo Ricardo / Luiz Schiavon) (Morrison/Manzarek/Krieger/Densmore)

@pauloricardo
@fernandodeluqui 

#radiopirataaovivo #rpm #40anos #boomerangmusic