Vitor Ramil lança “Mantra Concreto”

Álbum dedicado à poesia do curitibano Paulo Leminski chega às plataformas nesta quinta-feira

 

 Ouça o álbum:  https://tratore.ffm.to/mantraconcreto

 

Por Vitor Ramil 

 

Em 2021, durante a pandemia, justamente por estar isolado em casa, fui contaminado pela poesia de Paulo Leminski. Certo dia, enquanto lia o poema Sujeito Indireto, passei a mão no violão e minha imunidade baixou. “Quem dera eu achasse um jeito, de fazer tudo perfeito” logo virou canção. No dias subsequentes a cena se repetiu com outros poemas. Em três semanas, treze poemas, treze canções: De repente, Teu vulto, Administério, Amar você, Profissão de febre, Palavra minha, Um bom poema, Anfíbios, Será quase, Sujeito indireto, Minifesto, Caricatura, Mantra Concreto

 

A contaminação fora brutal. Não demorou para que o contagiante repertório tomasse meus pensamentos. Eu nunca criara um grupo de canções tão coeso em tão pouco tempo. Anos antes já tinha musicado O velho León e Natália em Coyoacán e Uma carta uma brasa através. Agora contava então com quinze canções em parceria com Paulo Leminski. Como não pensar em um álbum?

 

Assim começou MANTRA CONCRETO. O nome vem de um poema cujo título foi dado por mim. Muitos poemas de Leminski não possuem título. Os versos de Mantra Concreto remetiam à poesia concreta, que influenciou o poeta. Seu tema, de prece e pressa, com pinceladas entre o mítico e o espiritual, me fez pensar em mantras e no caráter mântrico de muitas das minhas composições, que ganhavam concretude com aquela poesia clara e rigorosa. A expressão “mantra concreto” passou então a representar o conjunto das canções e a sugerir os caminhos para a concepção do álbum como um todo: arranjos, gravações, mixagem, masterização e capa.

 

O disco seria inevitavelmente uma homenagem a Paulo Leminski, até porque seria gravado e lançado em 2024, ano em que ele completaria 80 anos. Eu não sabia dessa efeméride, que me pareceu meio mágica, feito o meu surto criativo. O que, sim, sabia, era que cada aspecto do trabalho deveria estar contaminado pelo autor e sua poesia.

 

Paulo Leminski, o lírico que associa o esquecimento e a chuva no telhado à felicidade, é também o cachorro louco que faz chover no nosso piquenique. MANTRA CONCRETO precisava expressar sua personalidade e sua obra feitas de contrastes. Com a colaboração de meus co-produtores e músicos de base Alexandre Fonseca e Edu Martins, encarei o desafio trabalhando de modo minucioso e com calma. Eu estava em Pelotas, Alexandre no Rio, Edu em Porto Alegre. Os músicos convidados, André Gomes (sitar, guitarra), Carlos Moscardini (violão), Santiago Vazquez (kalimba) e Toninho Horta (guitarra) estavam, respectivamente, em São Paulo, Argentina, Uruguai e Belo Horizonte. Vagner Cunha (violino), José Milton Vieira (trombone) e Pablo Schinke (violoncelo) estavam em Porto Alegre. Nunca tocamos juntos, mas o resultado foi como se tivéssemos nos reunido na casa de Leminski no Pilarzinho, em Curitiba, onde “qualquer som, qualquer um”, pudesse ser a voz do poeta; onde “todo susto sob a forma de um súbito arbusto”, cada “seixo solto, céu revolto”, pudesse ser seu vulto ou sua volta.

 

Que responsabilidade traduzir Paulo Leminski em música, ele que, como está em sua fala na canção de abertura, De repente, dizia que “a música é o destino natural do ser humano”. Buscamos que essa tradução fosse completa e percebida logo de cara na sonoridade dos instrumentos. Há muito tempo eu queria experimentar o baixo sintetizador por intuir que sua combinação com meus violões de aço, que gravo dobrados e tocados simetricamente, seria o ideal para termos graves pesados sem interferir na integridade dos violões. A hora era aquela. Era preciso que o synth fosse tocado principalmente com notas breves, de modo a não tomar conta do espectro sonoro. Para completar a sonoridade básica que perpassaria todo o disco, bateria, tablas, demais percussões e programações cuidariam não só da rítmica, mas também do colorido nas regiões médias e agudas. Edu Martins, músico de exceção, é também um mago que fez chover com o synth bass; Alexandre Fonseca, tablas e bateria, é conhecido do meu público pelo trabalho marcante em Ramilonga – A estética do frio. Premiado num concurso do Nine Inch Nails, ganhou direito a acessar o banco de sons da banda. Com isso cravou alguns pregos de nove polegadas e foi fundo em suas próprias invenções, como tocar em esculturas de ferro. Assim chegamos ao que nos pareceu uma atmosfera leminskiana para todas as músicas.

 

A concepção se mostrou coesa como o repertório. Do som agudo mais sideral e cristalino descemos aos tremores de terra mais cavernosos, capazes de modular a voz e tudo mais que estivesse em volta; da regularidade horizontal e geométrica dos violões, volta e meia descambamos para acentos verticais em tempos aleatórios; a limpeza mais limpa e a podreira mais podre trocaram figurinhas; música das galáxias, gotas de absinto, uma viola caipira lisérgica, uma máquina de escrever que substitui uma bateria, o ataque de um besouro-sintetizador gigante, o voo de famintos violinos-mosquitos, um violão de nylon fantasma. No meio de tudo, a voz flutuando como um holograma. Acho que levamos Paulo Leminski a seu destino.

 

Para a capa, desde o começo desejei algo que remetesse ao construtivismo e ao cubo futurismo russos e também à cultura pop. O designer Felipe Taborda apareceu com uma paródia do clássico cartaz de Rodchenko e Maiakóvski. Nada mais alta cultura e pop ao mesmo tempo, exatamente como a poesia de Paulo Leminski, em que a voz das ruas conversa com a voz interior mais elevada, em que um grafite casual ombreia com versos da maior sofisticação. O cartaz original, conforme apresentado no encarte, oferece livros de “todos os campos do conhecimento” à classe trabalhadora. Leminski e o velho León certamente iam gostar. Como ícone pop, a peça de Rodchenko e Maiakóvski já foi usada mil vezes como propaganda de festas estudantis e, entre outras aparições, inspirou a capa de um disco da banda de rock Franz Ferdinand. Agora, com todo o ímpeto, retomo o gesto de Lília Brick e grito: MANTRA CONCRETO!

 

Mantra Concreto

 

Voz: Vitor Ramil

Músicos: Vitor Ramil (violões), Alexandre Fonseca (bateria, tablas, percussão e programação) e Edu Martins (synth bass)

Músicos convidados: André Gomes (sitar, guitarra), Carlos Moscardini (violão), Santiago Vazquez (kalimba), Toninho Horta (guitarra), Vagner Cunha (violino), José Milton Vieira (trombone) e Pablo Schinke (violoncelo).

Produção: Vitor Ramil, Alexandre Fonseca e Edu Martins

Gravação: Lauro Maia

Mixagem: Moogie Canazio

Masterização: André Dias

Capa e design gráfico: Felipe Taborda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: CORINGA Comunicação

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Hoje, 24/05, é aniversário do cantor e compositor Bob Dylan @bobdylan que completa 85 anos.

#bobdylan #happybirthday #boomerangmusic
Em 24/05/1988, há exatamente 38 anos atrás era lançado o 8° álbum de estúdio da banda Van Halen “OU812”.

Happy 38th anniversary to Van Halen eighth studio album “OU812” released on May 24th 1988.

Integrantes:
Sammy Hagar (vocals)
Eddie Van Halen (guitars, keys)
Michael Anthony (bass)
Alex Van Halen (drums)

Track list:

	1.	Mine All Mine
	2.	When It’s Love
	3.	A.F.U. (Naturally Wired)
	4.	Cabo Wabo
	5.	Source Of Infection
	6.	Feels So Good
	7.	Finish What Ya Started
	8.	Black And Blue
	9.	Sucker In A Three Piece
	10.	A Apolitical Blues

#vanhalen #ou812 #sammyhagar #eddievanhalen #alexvanhalen
Em 23 de maio de 1986, há exatamente 40 anos atrás era o album da banda AC/DC "Who Made Who".

Trilha sonora do filme Maximum Overdrive de Stephen King.

Integrantes:

AC/DC

Angus Young – lead guitar
Malcolm Young – rhythm guitar, backing vocals
Cliff Williams – bass guitar, backing vocals (tracks 1–4, 6–9)
Brian Johnson – lead vocals (tracks 1–4, 6–9)
Simon Wright – drums (tracks 1, 3, 4, 7, 8)

Bon Scott – lead vocals (track 5)
Phil Rudd – drums (tracks 2, 5, 6, 9)
Mark Evans – bass guitar (track 5)

Tracklist:

1. Who Made Who (Young / Young / Johnson)
2. You Shook Me All Night Long (Young / Young / Johnson)
3. D.T. (instrumental) (Young / Young)
4. Sink The Pink (Young / Young / Johnson)
5. Ride On (Young / Young / Scott)
6. Hells Bells (Young / Young / Johnson)
7. Shake Your Foundations (Young / Young / Johnson)
8. Chase The Ace (instrumental) (Young / Young)
9. For Those About To Rock (We Salute You) (Young / Young / Johnson)

#acdc #whomadewho
Em 23/05/2005, há exatamente 21 anos atrás era lançado o 2° álbum de estúdio da banda Audioslave "Out Of Exile".

Integrantes:

Audioslave

Chris Cornell – lead vocals; backing vocals on "Out of Exile"
Tom Morello – guitars
Tim Commerford – bass guitar
Brad Wilk – drums

Tracklist:

1. Your Time Has Come
2. Out Of Exile
3. Be Yourself
4. Doesn’t Remind Me
5. Drown Me Slowly
6. Heavens Dead
7. The Worm
8. Man Or Animal
9. Yesterday To Tomorrow
10. Dandelion
11. #1 Zero
12. The Curse

#outofexile #audioslave #boomerangmusic
Em 23/05/1989, há exatamente 37 anos atrás era lançado o 11° álbum de estúdio da banda Ramones @ramones "Brain Drain".

Ramones

Joey Ramone – lead vocals (tracks 1–3, 5–13)
Johnny Ramone – guitar
Dee Dee Ramone – bass, backing vocals,[a] lead vocals (track 4)
Marky Ramone – drums

o último lançamento dos Ramones com a participação do baixista/compositor/vocalista Dee Dee Ramone, e o primeiro a contar com Marky Ramone desde sua demissão inicial da banda após Subterranean Jungle, de 1983, e o último álbum de estúdio da banda pela Sire Records.

 Este também foi o último álbum dos Ramones a ser produzido por Daniel Rey, até ¡Adios Amigos!, de 1995. O álbum termina com a improvável canção natalina Merry Christmas (I Don't Want to Fight Tonight).

Tracklist:

01 - I Believe in Miracles 03:21
02 - Zero Zero UFO 02:25
03 - Don't Bust My Chops 02:28
04 - Punishment Fits the Crime 03:05
05 - All Screwed Up 03:59
06 - Palisades Park 02:19
07 - Pet Sematary 03:30
08 - Learn to Listen 01:50
09 - Can't Get You Outta My Mind 03:21
10 - Ignorance Is Bliss 02:38
11 - Come Back, Baby 04:01
12 - Merry Christmas (I Don't Want to Fight Tonight) 02:04

#braindrain #ramones #boomerangmusic
Em 23/05/1980, há exatamente 46 anos atrás era lançado o 3° álbum de estúdio da banda Whitesnake @whitesnake “Ready an’ Willing”.

Integrantes:

David Coverdale (vocals)
Micky Moody (guitars)
Bernie Marsden (guitars)
Jon Lord (keys)
Neil Murray (bass)
Ian Paice (drums)

Track list:

	1.	Fool For Your Loving
	2.	Sweet Talker
	3.	Ready An’ Willing
	4.	Carry Your Load
	5.	Blindman
	6.	Ain’t Gonna Cry No More
	7.	Love Man
	8.	Black And Blue
	9.	She’s A Woman

#whitesneake #davidcoverdale #mickymoody #berniemarsden #jonlord
Em 23/05/2006, há exatamente 20 anos atrás era lançado o 9° de estúdio da banda Def Leppard “Yeah!”.

Primeiro álbum de conversa da 

Integrantes:

Joe Elliott (vocals)
Phil Collen (guitars)
Vivian Campbell (guitars)
Rick Savage (bass)
Rick Allen (drums)
Additional musicians: John ‘Bro’ Campbell (sax) Justin Hawkins (Steve Priest) Stepaside Symphonia (Strings) Ronan McHugh (Mellotron) Ian Hunter (MC) Emm Gryner (keys)

Track list:

	1.	20th Century Boy
	2.	Rock On
	3.	Hanging On The Telephone
	4.	Waterloo Sunset
	5.	Hell Raiser
	6.	10538 Overture
	7.	Street Life
	8.	Drive-In Saturday
	9.	Little Bit Of Love
	10.	Golden Age Of Rock ‘n’ Roll
	11.	No Matter What
	12.	He’s Gonna Step On You Again
	13.	Don’t Believe A Word
	14.	Stay With Me

#defleppard #yeah #joeelliott #philcollen #viviancampbell
Em 23/05/1979, há exatamente 47 anos atrás era lançado o 7° álbum de estúdio da banda Kiss @kissonline “Dynasty".

Integrantes:

Paul Stanley (vocals, guitars)
Ace Frehley (vocals, guitars)
Gene Simmons (vocals, bass)
Peter Criss (vocals, drums)
Additional musicians: Anton Fig (drums)

Track list:

	1.	I Was Made For Lovin’ You
	2.	2,000 Man
	3.	Sure Know Something
	4.	Dirty Livin’
	5.	Charisma
	6.	Magic Touch
	7.	Hard Times
	8.	X-Ray Eyes
	9.	Save Your Love

#kiss #kissband #dinasty #paulstanley #genesimmons