Caetano Veloso lança seu novo álbum “MEU COCO”

Escute “Meu Coco”: https://smb.lnk.to/MeuCoco

 

Clipe de “Sem Samba Não Dá” – disponível às 11h de sexta (22): https://www.youtube.com/watch?v=lNQKKHI2a9w

 

Muitas vezes sinto que já fiz canções demais. Falta de rigor?, negligência crítica? Deve ser. Mas acontece que desde a infância amo as canções populares inclusive por sua fácil proliferação. Quem gosta de canções gosta de quantidade. Do rádio da meninice, passando pela TV Record e a MTV dos começos, até o TVZ no canal Multishow de agora, encanta-me a multiplicidade de pequenas peças musicais cantadas, mesmo se elas surgem a um tempo redundantes e caóticas. Há nove anos que eu não lanço álbum com canções inéditas. No final de 2019, tive um desejo intenso de gravar coisas novas e minhas. Tudo partiu de uma batida no violão que me pareceu esboçar algo que (se eu realizasse como sonhava) soaria original a qualquer ouvido em qualquer lugar do mundo. “Meu Coco”, a canção, nasceu disso e, trazendo sobre o esboço rítmico uma melodia em que se história a escolha de nomes para mulheres brasileiras, cortava uma batida de samba em células simplificadas e duras. Minha esperança era achar os timbres certos para fazer desse riff sonhado uma novidade concreta. E eu tinha a certeza de que a batida, seu som e sua função só se formatariam definitivamente se dançarinos do Balé Folclórico da Bahia criassem gestos sobre o que estava esboçado no violão. Com isso eu descobriria o timbre e o resto. Mas chegou 2020, o coronavírus ganhou nome de Covid-19 e eu fiquei preso no Rio, adiando a ida à Bahia para falar com os dançarinos. Esperaria alguns meses?

 

Passou-se mais de ano e eu, tendo composto canções que pareciam nascer de “Meu Coco”, precisei começar a gravar no estúdio caseiro. Chamei Lucas Nunes pra começar os trabalhos. Ele é muito musical e também é capaz de comandar uma mesa de gravação. Começamos por “Meu Coco”, de que “Enzo Gabriel” é uma espécie de península: seu tema (seu título) é o nome mais escolhido para registrar recém-nascidos brasileiros nos anos 2018 e 2019. À medida que vou fazendo novas canções, me prometo pesquisar a razão de, na minha geração e mesmo antes dela, nomes ingleses de presidentes americanos terem sido escolhidos por gente simples e pouco letrada, principalmente preta, para batizar seus filhos: Jefferson, Jackson, Washington – assim como Wellington, William, Hudson – eram os nomes preferidos dos pais negros e pobres brasileiros. Ainda não fiz nenhum movimento nesse sentido, mas ter esse disco pronto e estar empenhado em lançá-lo me leva a certificar-me de que farei a pesquisa, como se fosse um sociólogo, assim como ter feito “Anjos Tronchos”, canção reflexiva que trata da onda tecnológica que nos deu laptops, smartphones e a internet, me faz prometer-me ler mais sobre o assunto.

 

Cada faixa do novo álbum tem vida própria e intensa. Se “Anjos Tronchos” tem sonoridade semelhante à de Abraçaço, o último disco que fiz antes deste, “Sem Samba Não Dá” soa à Pretinho da Serrinha: uma base de samba tocada por quem sabe – e a sanfona de Mestrinho, que comenta as fusões de música sertaneja com samba tradicional. Uma discussão sobre o (não) uso da palavra “você” pela brilhante jovem fadista Carminho virou o fado midatlântico “Você-Você”, que ela terminou cantando comigo – e ganhou bandolim sábio de Hamilton de Holanda fazendo as vezes de guitarra portuguesa. Há “Não Vou Deixar”, com célula de base de rap criada no piano por Lucas e letra de rejeição da opressão política escrita em tom de conversa amorosa. “Pardo”, cujo título já sugere observação do uso das palavras na discussão de hoje da questão racial, teve arranjo de Letieres Leite, baiano, sobre a percussão carioca de Marcelo Costa. “Cobre”, canção de amor romântico, fala da cor da pele que compete com o reflexo do sol no mar do fim de tarde do Porto da Barra. Jaques Morelenbaum, romântico incurável, veio orquestrá-la. Mas também tratou de “Ciclâmen do Líbano”, com fraseado do médio-oriente salpicado de Webern. Devo Lucas a meu filho Tom: os dois fazem parte da banda Dônica; devo a atenção a novas perspectivas críticas a meu filho Zeca; devo a intensa beleza da faixa “GilGal” a meu filho Moreno: ele fez a batida de candomblé para eu pôr melodia e letra que já se esboçava mas que só ganhou forma sobre a percussão. E eu a canto com a extraordinariamente talentosa Dora Morelenbaum.

 

Este é um disco de quantidade e intensidade. “Autoacalanto” é retrato de meu neto que agora tem um ano de idade. Tom, o pai dele, toca violão comigo na faixa. A nave-mãe, “Meu Coco”, guardou algo da batida imaginada, agora com percussão de Márcio Vitor. Mas o arranjo de orquestra que a ilumina foi feito por Thiago Amud, um jovem criador carioca cuja existência diz tudo sobre a veracidade do amor brasileiro pela canção popular.

 

Por Caetano Veloso

 

Foto:  Fernando Young

 

 

Faixas:

 

Meu Coco

Ciclâmen do Líbano

Anjos Tronchos

Não Vou Deixar

Autocalanto

Enzo Gabriel

GilGal

Cobre

Pardo

Você-Você

Sem Samba Não Dá

Noite de Cristal

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações:  ASSESSORIA DE IMPRENSA SONY MUSIC – PERFEXX

#SIGA NO INSTAGRAM
Em 02/05/1989, há exatamente 37 anos atrás era lançado o 8° álbum de estúdio da banda The Cure @thecure "Disintegration".

Integrantes:

Robert Smith - Vocal, guitarra e teclados;
Simon Gallup - Baixo e teclados;
Boris Williams - Bateria;
Porl Thompson - Guitarras;
Roger O'Donnell - Teclados;

Tracklist:

1. Plainsong 
2. Pictures of You 
3. Closedown 
4. Love Song 
5. Last Dance 
6. Lullaby 
7. Fascination Street 
8. Prayers for Rain 
9. The Same Deep Water As You 
10. Disintegration 
11. Homesick 
12. Untitled

#disintegration #thecure #boomerangmusic
Em 02/04/1983, há exatamente 43 anos atrás era lançado o 2° álbum de estúdio da banda New Order @neworderofficial "Power, Corruption and Lies", pela Factory Records.

Integrantes:

New Order

Bernard Sumner – vocals, guitars, melodica, synthesisers and programming
Peter Hook – 4- and 6-stringed bass and electronic percussion
Stephen Morris – drums, synthesisers and programming
Gillian Gilbert – synthesisers, guitars and programming

Tracklist:

1. Age of Consent
2. We All Stand
3. The Village
4. 5 8 6
5. Blue Monday
6. Your Silent Face
7. Ultraviolence 
8. Ectasy 
9. Leave me Alone
10. The Beach

#neworder #powercorruptionandlies #boomerangmusic
Peter Hook & The Light anunciam novo álbum ao vivo: 'Get Ready', gravado ao vivo em Manchester em 2025. 

O lançamento com 31 faixas inclui também um segundo conjunto de sucessos do Joy Division e do New Order. 

O lançamento previsto para 12 de junho, terá um álbum triplo em vinil, triplo em CD,  single de 10 polegadas, download digital e a impressão artística autografada já estão disponíveis para pré-venda.

LP Tracklist:-

Crystal
60 Miles an Hour
Turn My Way
Vicious Streak
Primitive Notion
Slow Jam
Rock The Shack
Someone Like You
Close Range
Run Wild
Brutal
Here To Stay
Your Silent Face
Ceremony
Sunrise
Love Vigilantes
Regret
What Do You Want From Me?
Vanishing Point
Blue Monday
True Faith
Temptation
Love Will Tear Us Apart

Bonus CD Tracklist - 

Transmission
Warsaw
Digital
Disorder
Heart and Soul
She's Lost Control
Shadowplay
Atmosphere

Maiores informações e vendas no site

https://liveherenow.co.uk

@lhn_recording
@peterhook_thelight

#peterhook #boomerangmusic #liveherenow
Em 01/05/2007, há exatamente 19 anos atrás era lançado o 18° álbum de estúdio da banda canadense Rush @rush “Snakes & Arrows”.

Integrantes:

Geddy Lee (vocals, bass, mellotron)
Alex Lifeson (guitars, mandola, mandolin, bouzouki)
Neil Peart (drums)
Additional musicians: Ben Mink (Strings)

Track list:

	1.	Far Cry
	2.	Armor and Sword
	3.	Workin’ Them Angels
	4.	The Larger Bowl
	5.	Spindrift
	6.	The Main Monkey Business
	7.	The Way the Wind Blows
	8.	Hope
	9.	Faithless
	10.	Bravest Face
	11.	Good News First
	12.	Malignant Narcissism
	13.	We Hold on

#rush #geddylee #alexlifeson #neilpeart #snakesandarrows
Hoje, 01/05, é aniversário do cantor e compositor Ray Parker JR. @rayparkerjr que completa 72 anos 

#rayparkerjr #happybirthday #boomerangmusic
Em 29/04/1981, há exatamente 45 anos atrás era lançado o 4° álbum de estúdio da banda Van Halen @vanhalen “Fair Warning”.

Integrantes:

David Lee Roth (vocals)
Eddie Van Halen (guitars)
Michael Anthony (bass)
Alex Van Halen (drums)

Track list:

	1.	Mean Street
	2.	Dirty Movies
	3.	Sinner’s Swing!
	4.	Hear About It Later
	5.	Unchained
	6.	Push Comes To Shove
	7.	So This Is Love
	8.	Sunday Afternoon In The Park
	9.	One Foot Out The Door

#vanhalen #fairwarning #eddievanhalen #davidleeroth #alexvanhalen
Em 29/04/1985, há exatamente 41 anos atrás era lançado o álbum solo de estreia do cantor e compositor Freddie Mercury @freddiemercury Mr. BAD GUY.

Tracklist:

1. Let's Turn It On 
2. Made In Heaven 
3. I Was Born To Love You 
4. Foolin' Around 
5. Your Kind Of Lover 
6. Mr. Bad Guy 
7. Man Made Paradise 
8. There Must Be More To Life Than This 
9. Living On My Own 
10. My Love Is Dangerous 
11. Love Me Like There's No Tomorrow

#mrbadguy #freddiemercury
#boomerangmusic
Em 28/04/2017, há exatamente 9 anos atrás era lançado o 4°álbum ao vivo e quarto DVD da banda Raimundos @raimundosrock "Acústico".

Gravado no Teatro Positivo, em Curitiba.

Integrantes 

Raimundos

Digão: voz e violão
Canisso: baixolão, ukulele bass e vocal de apoio
Marquim: violão e vocal de apoio
Caio Cunha: bateria (exceto em "Selim" e "Cintura Fina") e vocal de apoio

Faixas:

Gordelícia
Palhas Do Coqueiro
O Pão Da Minha Prima Citação - Monkey Man
Papeau Nuck Doe
Rapante
Sereia Da Pedreira
El Mariachi
Mulher De Fases - Part. Dinho Ouro Preto
Dubmundos Feat. Oriente - Part. Oriente
Bonita
Opa! Peraí, Caceta
Baculejo - Part. Ivete Sangalo
A Mais Pedida - Part. Ivete Sangalo
Selim - Part. Fred Castro
Cintura Fina - Part. Fred Castro
Cera Quente
Deixa Eu Falar - Part. Alexandre Carlo

Participações especiais de Fred Castro, Marcão Britto, Ivete Sangalo, Dinho Ouro Preto, Banda Oriente, Alexandre Carlo e Rick Campos.

#Raimundos #boomerangmusic