Bel_Medula faz crítica às redes sociais em seu novo clipe: Coração de Papel

A artista disponibiliza o último single antes do lançamento do álbum Semente

 

Isabel Nogueira, multiartista que lidera o projeto Bel_Medula, lança a terceira música de trabalho, e última antes do seu novo álbum Semente vir ao mundo, em Junho deste ano.

 

A faixa escolhida para suceder Os Ouvidos Têm Parede e Dona Quixota, foi Coração de Papel. Assim como os lançamentos anteriores, a música já nasce nas plataformas digitais acompanhada de um videoclipe dirigido e produzido pelo artista americano radicado em João Pessoa (PB), Rieg Rodig. Assista aqui.

 

Uma jam session regada de grooves e beats foi o que deu vida a nova música de trabalho, como Isabel pontua: “Eu e o Luciano Zanatta costumamos fazer isso, montamos um setup pra cada um com groovebox, sintetizador, microfone e improvisamos tocando e criando batidas, baixos e melodias. Uma espécie de b2b freestyle”.

 

A letra conta sobre o processo de imersão que o artista passa durante o processo criativo e como isso se relaciona com o próprio universo. “A música fala sobre sensibilidades e processos criativos, sobre como a gente se sente afetada pelo mundo ao criar, e às vezes transita por diversos lugares no processo de encontro consigo mesma”, conta Isabel.

 

 

Clipe

 

Dando continuidade a parceria com o artista visual Rieg Rodig, que também assinou a direção dos dois lançamentos anteriores do álbum Semente, o videoclipe revela uma crítica ao modo que não somente as pessoas no geral se relacionam com as redes sociais, como também aponta a dependência do próprio artista para atingir e se conectar com o seu próprio público, Rieg complementa: “Fiquei viajando nessa ideia do lugar do protagonista da arte nas mídias e nas formas de consumo. Parece que o ser humano é condenado a zapear eternamente e não prestar atenção no que não quer ou naquilo que incomoda ou é difícil de entender”.

 

A plasticidade de realidades modificadas por filtros do instagram, maquiagem e efeitos é apontada a obra e se relaciona com a fragilidade do que seria um coração de papel. “Achei incrível a proposta que Rieg trouxe, de problematizar o lugar do artista e do protagonismo da obra de arte na mídia.”, ressalta Isabel.

 

Capa

 

Não foi somente no videoclipe que Bel_Medula trabalhou com o mesmo time. O projeto conta também com a artista Paola Alfamor, responsável pela identidade visual de todo o projeto, inclusive, ela também assina as fotos de divulgação neste lançamento.

 

ASSISTA AO CLIPE AQUI 

 

 

FICHA TÉCNICA:

 

Música

Isabel Nogueira: voz, synths e programação de bateria eletrônica

Luciano Zanatta: synths, programação de bateria eletrônica, mixagem

Lucas Giorgetta: bateria

Pedro Nogueira: guitarra

Bruno Vargas: baixo

Gilberto RIbeiro Jr: masterização

 

Vídeo

Conceito Artístico: Bel_Medula, Luciano Zanatta e Rieg Rodig

Captação de Imagens: Bel_Medula e Luciano Zanatta

Direção e edição: Rieg Rodig

Foto: Alfamor

 

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SOBRE ISABEL NOGUEIRA

 

Isabel Nogueira é compositora, cantora, multiinstrumentista, produtora musical e musicóloga. Doutora em Musicologia pela Universidade Autônoma de Madrid, estuda piano desde a infância e, ao longo de sua trajetória, pesquisa as potencialidades da voz e dos sintetizadores na expressão artística. É professora da UFRGS e coordenadora do Grupo de Pesquisa Sônicas: Gênero, Corpo e Música (UFRGS).

Suas composições trazem diferentes visões sobre o “ser mulher” no mundo. Grooves, beats e ambiências se misturam a vozes sussurradas, cantadas e faladas, propondo mantras contemporâneos a partir da combinação de elementos sintéticos e orgânicos. Tem o projeto solo Bel_Medula, e o projeto Betamaxer, de música experimental. Lançou os trabalhos fonográficos “Vestígios Violeta” (2014), “Impermanente movimento”, “Voicing” e “Lusque-Fusque” (2016), “Mar de tralhas”, “Betamaxers”, “Légua”, “Meteoro-phoenix”, “Unlikely Objects” e “Hybrid” (2017),” Zah”, “Isama Noko”, “Wnyhum” e “Se eu fosse eu” (2018). Tem atuado em festivais no Brasil (Kinobeat, Musica Estranha, FIME) e em festivais no exterior (Live Arts Culture – Itália, Feminoise – Argentina), além de performances em espaços consagrados da música experimental, como a sala Spectrum (NY).

Em 2019 foi orientadora da residência artística para mulheres no Projeto Concha, na cidade de Porto Alegre com financiamento da Natura Musical, no mesmo ano, lançou o primeiro álbum do Bel_Medula, PeleOsso. Já no ano seguinte, foi a vez de Luna e para 2021 Isabel prepara o lançamento do terceiro álbum do projeto: Semente.

 

 

 

 

 

Com informações: Thais Pimenta – Café 8