Cantor GUILHERME HELD lança álbum “Corpo Nós”

Ouça aqui – https://smarturl.it/GuilhermeHeld

 

Clipe – https://youtu.be/lFxNvfqYv20

 

 

Download gratuito em https://guilhermeheld.bandcamp.com/releases

 

Gui Held é o nome quando se fala em guitarra contemporânea no Brasil. O som que tira de sua Gibson 335 (a que usa é uma de 12 cordas que ele toca com 6) emoldura o que há de moderno no país, soando dos porões aos grandes palcos com a mesma intensidade. Exatamente como Lanny Gordin há meio século, um trabalho com o qual o de Gui se confunde. E não se trata de simples admiração (mútua no caso). Os dois nasceram no mesmo dia do mesmo mês e se conheceram assim que Gui chegou de Araçatuba, interior de São Paulo, onde nasceu e ouviu Lanny pela primeira vez. Identificação absoluta. Durante anos tocaram juntos, moraram juntos, trocaram experiências de música e de vida, forneceram combustível para artistas incendiários como Macalé – no caso, em épocas distintas! Muitos consideram Gui herdeiro da psicodelia, da pirotecnia de Lanny, esquecendo-se que para este músico nascido em Xangai a performance explosiva encobria uma destreza sobre-humana, uma cultura musical enciclopédica, uma concepção originalíssima para arranjos aliada a uma capacidade de liderança musical surpreendente para quem o via como o “guitarrista louquinho da Gal”. E são nestes quesitos que Gui Held melhor se enquadra.

 

Em seu disco de estreia, Gui Held ultrapassou toda a expectativa de um trabalho solo de guitarrista – expressão que é quase um pleonasmo, sugerindo auto-indulgência, exagero, incontinência digital e outras bobagens. Corpo Nós é maduro, maturado, fruto do trabalho de uma vida que emerge após um período delicado no caminho de Gui – onde ficou sem a Gibson original, sem o pai, sem o parceiro. É um novo ciclo que se inicia, forte, brilhante. São 17 faixas, 17 músicas, nenhuma vinheta, nenhum começo falso, nenhum retorno. Há mais de um ano que o meio musical se mantém ligado nessa movimentação provocada por Rômulo Fróes, o diretor musical, à frente de um time de músicos voltados para Gui Held, finalmente o centro e a origem de tudo.

 

As duas primeiras músicas dão a tônica do disco.

 

Tempo de ouvir o chão é um tema de Gui Held que recebeu letra de Clima (o artista plástico Eduardo Climachauska). Cantado pela mineira Juliana Perdigão juntamente com o diretor Fróes, criou-se um clima que remete a Milton Nascimento, com quem o guitarrista trabalhou recentemente – tem até uma coda (parte final) de piano, à maneira de Cais! Os músicos são velhos conhecidos do guitarrista, Sérgio Machado, bateria, Fábio Sá, contrabaixo, André Lima, piano e Dustan Gallas, teclados, que garantem o peso e a clareza das ideias musicais de Gui.

 

Sem hesitações, somos literalmente atingidos por Pólvora, parceria do guitarrista com Tulipa Ruiz, intérprete e autora da letra. A ligação entre os dois veio pelo irmão desta, Gustavo Ruiz, que conheceu Gui no começo do milênio, em um dos aniversários organizados para Lanny. No dia seguinte já estava tocando, amigos, o que repetem aqui, também com Fábio no baixo e o baterista carioca “novo-paulista”, Thomas Harres. A química entre os participantes leva o arranjo a uma rave-up selvagem, uma explosão instrumental.

 

E o disco segue nesse tom, seguro, majestoso, formado tanto por temas que receberam letras como pela somatória de colaborações. Além das duas letras de Clima (a primeira e Isso é o que se diz irmão), quem mais escreveu para Gui foram Nuno Ramos (Direito humano e Rosa bela) e o próprio Rômulo (O homem triste e Manhã da vida). Para a canção que deu nome ao disco Alice Coutinho recebeu uma encomenda com um pedido explícito. Gui queria que Corpo Nós falasse da mulher-mãe e Alice pensou em escrever sobre o processo de amamentação do filho.

 

As outras parcerias envolveram colaborações mais diretas ou remotas. Teve quem escreveu a letra, caso de Kiko Dinucci (Cura). Teve quem criou também a melodia como Curumim (Me conta o vento) e Rubel (Pra bem perto de mim) – Curumim até tocou bateria na sua faixa. Criolo (Laço de fita) e Thalma de Freitas (O alvo), compuseram letra e melodia no estúdio enquanto Gui ia harmonizando. O músico enviou harmonias com sugestões de melodias para Péricles Cavalcanti (Bem maior que o mundo), que apenas colocou letra, e para Tulipa Ruiz (Pólvora) que se apropriou do riff do refrão, criou a melodia em cima da base harmônica e letrou tudo.

 

O que eu quero ser, uma parceria (sem solos) entre guitar heroes, com Held criando a música e o cearense Fernando Catatau – da banda Cidadão Instigado – estreando como letrista, foi interpretada pelo gaúcho Filipe Catto, com a garra habitual. Assim a música soa fantástica e surreal, na linha de Onde estou, de Almir Ribeiro (ídolo dos anos 1950, precocemente desaparecido). A banda que conseguiu esse efeito foi formada por Marcelo Cabral, baixo, Sérgio Machado, bateria, os percussionistas Rômulo Nardes, Simone Sou e Felipe Roseno e, dividindo os teclados, André Lima e Dustan Gallas, colega de Catatau no Cidadão.

 

E a exemplo de Juliana Perdigão, Tulipa e Filipe ou Iara Rennó e Nei Zigma, que cantaram a música de Kiko, Gui reuniu vozes especialíssimas no disco. Entre elas, as de Maria Gadú, Ná Ozzetti, Marcelo Pretto, Juçara Marçal, Kika, Beto Bruno e Mariana Aydar. Assim como um batalhão de músicos experimentados como Pedro Fonte e Maurício Badé (percussão), Jonas Moncaio (cordas), Fernando Sagawa, Juliana Perdigão e Allan Abbadia (sopros), Décio 7 e Bruno Buarque (bateria), que não hesitaram em aceitar o convite para participar do disco. Afinal, eles iriam encontrar além das soluções elaboradas por Gui, arranjos criados por Dante Ozzetti, Thiago França, Gustavo Ruiz, Bixiga 70 (Cuca Ferreira, Daniel Gralha, Douglas Antunes), Daniel Ganjaman, Dudu Tsuda e Rodrigo Campos, todos dispostos a ouvir pitacos e sugestões uns dos outros. Uma festa!

 

Três faixas fugiram dessa estrutura. A primeira é a citada Manhã da vida, em que Rômulo canta os versos que fez sobre a guitarra original de Gui, sem adorno, sem arranjo.

 

Sorongo é a única música assinada exclusivamente por Gui Held e mereceu uma ousadia. Lançada como single, o terceiro, precedido por Pólvora e Direito Humano – e vem aí no dia 11 Laço de Fita, parceria com Criolo! – o músico convidou para arranjá-la ninguém menos que o baiano Letieres Leite, criador da Orquestra Rumpilezz, tendo como base apenas o baixo de Marcelo Cabral e a bateria de Serginho Machado. O resultado foi gravado pela Orquestra Rumpilezinho, formada por jovens que fazem parte do Instituto Rumpilezinho de Letieres. São eles, Gleison Coelho, Danilo Brito, Thauan de Jesus e Kiko Souza (sopros), Tiago Nunes e Lucas Maciel (percussão).

 

Igualmente instrumental e fechando o disco, Pingo D’água é um improviso radical tocado por Lanny Gordin e Gui Held, o mestre e o discípulo, com afinações diferentes, a fita rodando em backwards, de uma beleza desconcertante.

 

Corpo nós foi concebido por Gui Held e Rômulo Fróes em um período de dois anos a partir de um acervo de quase três mil músicas, temas, trechos, rabiscos, rascunhos recolhidos e guardados em um baú por mais de uma década. As gravações levaram cerca de dez meses em São Paulo nos estúdios Held, YB, Minduca (por Fernando Narciso) e Casa das Máquinas, em Salvador (por Tadeu Mascarenhas), as músicas foram mixadas parte por Gustavo Lenza e parte por Carlos “Cacá” Lima e o disco masterizado por Felipe Tichauer.

 

 

Sobre o autor Guilherme Held

 

“O disco é fruto da minha vivencia em São Paulo como músico e as amizades que construí nela e me ensinaram muito, um disco de doação e união de corações que transitam na mesma energia e química”

 

 

Sobre o produtor Rômulo Fróes

 

Cantor e compositor, co-criador do Clube da Encruza (reunião de músicos paulistas), espécie de general influencer da moçada com o nome linkado e linkando Nelson Cavaquinho, Elza Soares, Jards Macalé, Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Casa de Francisca e o que ainda vai acontecer.

 

 

Luiz Chagas – Jornalista e Músico

 

GUILHERME HELD

Corpo Nós

Lançamento: YBmusic

Distribuição digital: ONErpm

Outubro de 2020

 

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Com informações: Bebel Prates – Assessoria de Comunicação