Da Paraíba para Londres: Carmem Red Light lança clipe de Faith no More

Artista brasileira radicada na Inglaterra faz uma provocação ao caráter mercadológico e hipócrita que ainda se manifesta em muitas religiões

 

Carmem Red Light é o alterego da artista transgênero Izabella Ricarte que vive há mais de 20 anos na Europa. Natural da Paraíba, Carmem deu vida ao seu projeto solo em 2017 com a música Assalto na Esquina e, desde então, já lançou mais quatro singles e um EP, todos de autoria e produção própria. Faith No More, canção que ganha clipe hoje (20) está em You Can Shoot But Who’s Kill is God, EP divulgado ano passado. Assista aqui.

 

Dirigido por ela, o vídeo foi filmado em Londres e traz figuras “santas”, protagonizadas por Carmem, para provocar e, principalmente, criticar as religiões que exploram e comercializam a crença de pessoas ao redor do mundo. “Em Faith no More exponho a hipocrisia do cristianismo e a franquia que se tornaram as igrejas usando a fé como mercado”, revela. “Faço um alerta a esse problema social antigo e ainda presente em tempos atuais”, completa Carmem.

 

Já as referências sonoras transitam entre artistas como Marilyn Manson, Primal Scream, Prodigy, David Bowie, mas ela ressalta que tem uma lista eclética e bastante longa: “Minhas inspirações são muitas, como contos de cordel, Luiz Gonzaga, Robert Johnson, Zé Ramalho, Secos e Molhados, Rita Lee, aliás, a tropicália toda. E também músicas populares da jurema sagrada e de terreiros de candomblé e afro religiões, terminando em Xuxa” (risos).

 

Sobre o EP

 

You Can Shoot But Who’s Kill is God, primeiro EP da artista, foi lançado ano passado e traz quatro músicas que apresentam o universo de Carmem de forma bastante direta. “Eu sou um espírito da noite e gosto de tudo o que a escuridão me dá: fumaça, brilhos, becos, ruas vazias, encruzilhadas. Gosto de perceber a beleza que existe no obscuro, no oculto, naquilo que ninguém enxerga”, afirma.

 

Começando com Faith No More, uma crítica direta ao conservadorismo religioso, depois vem The Morning Star, “que é como se fosse o meu nascimento, a minha chegada”, seguida de Mary Rag, que tem a participação do rapper Xumina e faz uma homenagem à Maria Mulambo, “entidade da Umbanda, Quimbanda e da Jurema Sagrada, que eu admiro muito. A música conta a história de vida e morte dela”, contextualiza. Para fechar, ela segue homenageando a entidade em Ela É Mulambo, que resgata e faz saudação à Exu Marabô e à Pomba Gira, grandes representações de tradição religiosa africana, inspiração máxima para Carmem.

 

ASSISTA AO CLIPE AQUI

 

FICHA TÉCNICA

 

Música

 

Produção por Carmem Red Light

Mixagem por Carmem Red Light

Masterização por Quince studios Ltd

 

Video

 

Direção / direção de arte / roteiro / produção: Carmem Red Light

Edição: Elis Productions

Câmera: Elis Productions

 

LINKS:   Linktr.ee

 

MINI BIO

 

Carmem Red Light é o alter ego de Izabella Ricarte, brasileira que vive há mais de 20 anos na Europa e, atualmente, mora em Londres. Artista completa, Carmem compõe e produz as suas músicas que transitam num universo que traz bastante do mood da capital inglesa: dark, político e transgressor. Por entre vielas e ruas desertas, ela evoca os espíritos da noite em seu trabalho autoral bastante performático: ninguém sai ileso. Natural de Cajazeiras, cidade que fica no interior da Paraíba, Izabella fez parte da banda A Mãe de Quem, que se apresentou por casas de shows no Nordeste durante os anos 90. Já na Europa, ela aguarda a pandemia passar para poder, finalmente, apresentar as músicas do EP You Can Shoot But Who’s Kill is God, lançado ano passado, além dos singles Assalto na Esquina (2019), Vá Não Bonita (2020), Pontadefacatramontina (2020) e Vá Não Bonita (2021).

 

 

 

 

Com informações: Café 8 Assessoria Imprensa