Gilberto Gil em Muito Prazer, Meu Primeiro Disco

Nova série digital do Sesc Pinheiros, ‘Muito Prazer, Meu Primeiro Disco’, conta com curadoria e entrevistas de Zuza Homem de Mello e Lucas Nobile, e mediação de Adriana Couto

 

Gilberto Gil, com o álbum “Louvação” (1967), estreia a série, no dia 3 de outubro, sábado, às 18h, nas redes sociais do Sesc  (YouTube do Sesc Pinheiros e na plataforma do Sesc Digital)

 

O Sesc Pinheiros apresenta nova série digital, Muito Prazer, Meu Primeiro Disco, idealizada pelo jornalista e escritor Lucas Nobile, em curadoria conjunta com o musicólogo e jornalista Zuza Homem de Mello. As entrevistas são conduzidas por eles e a mediação fica a cargo da jornalista Adriana Couto.

 

O projeto lança luz sobre os primeiros discos da carreira dos artistas convidados, que se tornaram icônicos na história da música brasileira. A estreia da série, com a entrevista de Gilberto Gil sobre seu álbum “Louvação” (1967), acontece no dia 3 de outubro, sábado, às 18h, nas redes sociais do Sesc (YouTube do Sesc Pinheiros e na plataforma do Sesc Digital).

 

 

Muito Prazer, Meu Primeiro Disco pretende revisitar os primeiros trabalhos de grandes nomes da história da música brasileira. São álbuns de estreia que, já nesse momento inicial, se mostram relevantes e consistentes e revelam marcas da trajetória posterior do artista. Mensalmente, em cada episódio, um artista musical é entrevistado por Zuza e Nobile, sempre com a mediação de Adriana, quando contarão um pouco sobre o processo de criação e produção do disco, faixa a faixa, compartilhando ainda histórias e memórias afetivas.

 

“As hoje consagradas carreiras de todos esses artistas tiveram um ponto de partida. É sobre essas ‘pedras fundamentais’ da música popular brasileira que a gente vai se debruçar. Para além da riqueza de informações, é comovente ver esses criadores e criadoras olharem em perspectiva para um período tão marcante de formação – não apenas musical – de suas vidas”, comenta Lucas Nobile, que acrescenta: “são discos que fizeram (e ainda fazem) parte da vida de muita gente. A série tem esse caráter documental e a intenção de manter acesos esses patrimônios da cultura e da identidade brasileiras”.

 

Sobre o episódio de estreia, Zuza diz de seu amigo desde 1965: “Gil tem o código secreto para não parar. Ele não parou durante esse tempo todo. Ele tem a chave da sabedoria para não envelhecer”. O crítico ainda ressalta uma característica ímpar da música ‘Louvação’ (que dá nome ao álbum de estreia de Gil), explicando que a canção ficou marcada também por um momento histórico sensível, com o incêndio na rádio Panamericana. Em meio aos procedimentos de contenção do fogo e restauração das coisas e das emoções, ‘Louvação’ desempenhou ali um papel importante. “Ficamos todos impactados pelo disco de Gil naquela época, pois já mostrava muita coisa do que iria acontecer”, finaliza.

 

Saiba mais sobre os proponentes

 

Adriana Couto é jornalista e apresentadora do Programa Metrópolis há mais de dez anos. Na TV Cultura também comandou a bancada do Jornal da Cultura. Começou a carreira na Rádio CBN ainda estudante de jornalismo da PUC SP. Como apresentadora e repórter do Canal Futura/RJ aprofundou sua pesquisa em educação e jornalismo público. Na TV Globo, trabalhou como repórter do programa musical FAMA e do RJTV. Em 2016 e 2018, ganhou o Prêmio Comunique-se na categoria jornalismo cultural/mídia falada. Dirigiu o curta documental “O Fervo”, sua primeira experiência na direção.

 

Lucas Nobile é jornalista e autor de “Dona Ivone Lara: a primeira-dama do samba” (2015/ Sonora Editora) e de “Raphael Rabello: o violão em erupção” (2018/ Ed. 34). Idealizador e pesquisador do documentário “Garoto – Vivo Sonhando” (“Menção Especial de Pesquisa” pelo júri do festival In-Edit Brasil 2020). É colaborador da Rádio Batuta (IMS).

 

Zuza Homem de Mello é jornalista e produtor musical. Estudou na School of Jazz de Tanglewood, Massachussets e na Juilliard School of Music de Nova York, NY. São 65 anos dedicados à divulgação e preservação da música popular brasileira e do jazz. Atuou como crítico musical, idealizou, programou, produziu e apresentou programas de rádio, produziu shows e discos, além de ter sido curador de eventos e festivais. É autor dos livros: “Música popular brasileira cantada e contada” (Melhoramentos, 1976); “A Canção no Tempo”, Volumes 1 e 2, com Jairo Severiano (Edit. 34, 1997-98); “João Gilberto” (Publifolha, 2001); “A Era dos festivais” (Editora 34, 2003); “Música nas veias” (Editora 34, 2007); “Eis aqui os Bossa Nova” (Editora Martins Fontes, 2008); “Música com Z” (Editora 34, 2014), contemplado com o Prêmio APCA; Copacabana, a trajetória do samba-canção, (Edit. 34 e Edições Sesc, 2017) e, em curso, novo livro sobre a biografia de João Gilberto (Editora 34).

 

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