Gregory Porter lança “All Rise”, seu aguardado novo álbum

Inegavelmente uma das maiores vozes da geração, o cantor premiado duas vezes pelo Grammy, Gregory Porter acaba de apresentar seu novo álbum, “All Rise”. O projeto foi anunciado em janeiro desse ano, junto do lançamento de “Revival”, o primeiro single do disco, que já acumula quase dez milhões de streams no Spotify.

 

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É totalmente gospel. Era isso que eu ouvia na igreja. Quando alguém sentia o Espírito Santo, essa era a batida. O Troy (Miller, produtor do álbum) sabe da importância da mensagem na música e essa letra é aquilo em que eu acredito, essa renovação do espírito, da energia vital. É algo ao mesmo tempo sagrado e terreno. Você não precisa crer para compreender o renascimento e a renovação, começar tudo de novo. Para mim, é uma mensagem sobre atravessar a vida e ter um pouco de medo, algumas inseguranças, e o momento em que você se agarra a algo que você sabe que é real, que é de verdade. Quando você se agarra à verdade, o medo deixa de fazer sentido”, disse Gregory sobre “Revival”, que foi escrita em parceria com Troy Miller, o produtor do álbum.

 

Na sequência do disco “Nat King Cole & Me”, lançado em 2017 e  afetuosamente dedicado ao maior ídolo de sua vida, “All Rise” marca o retorno de Porter às suas composições originais, cheias de sentimentos e enriquecidas com filosofia cotidiana e detalhes da vida real, tudo isso traduzido em uma mistura de jazz, soul, blues, gospel e pop. O álbum representa também a evolução da arte de Porter para algo ainda mais enfático, emotivo, íntimo, mas universal.

 

Enquanto Porter trabalhava nesse álbum, ele olhou para dentro, para cima, para o entorno dele, e encontrou uma razão de ser para o título “All Rise”. “Nós ouvimos essa frase quando presidentes ou juízes entram em uma sala, mas eu pensei sobre todos nós nos levantarmos. Não é apenas uma pessoa sendo exaltada, todos somos exaltados pelo amor. Essa é minha posição política e minha verdade. Isso vem da minha personalidade, da personalidade da minha mãe, da personalidade do blues e das pessoas negras. É dessa ideia de fazer algo com os restos, da ressurreição e ascensão, de que seja qual for a situação atual, ela pode melhorar através do amor”, explicou o artista.

 

Um dos oito filhos criados por uma mãe pastora na Califórnia, o jovem Gregory descobriu a própria voz cantando na igreja e ouvindo em casa os discos de Nat King Cole de sua mãe. Embora o talento, sabedoria e atitude de Cole tenham transformado ele em algo como um “pai substituto” para o jovem talentoso que vivia dentro da própria cabeça, foi graças a uma bolsa acadêmica oferecida a atletas do futebol americano que levou Porter de sua cidade natal à San Diego University. Uma lesão pôs fim a carreira dele no esporte, mas ele encontrou um mentor no produtor Kamau Kenyatta, que trabalha com Porter desde então e coproduziu as sessões de “All Rise” em Los Angeles. Depois da faculdade, Porter se mudou para Nova York para trabalhar e passou a frequentar os clubes de jazz nas noites da cidade.

 

Apesar de ter sido aclamado por seu papel no elenco original da produção da Broadway “It Ain’t Nothin’ But The Blues”, de 1999, e estrelado seu próprio musical dedicado a Nat King Cole, em 2004, era inevitável que ele se tornasse mais conhecido por suas canções. Isso se tornou ainda mais claro quando os dois de seus álbuns independentes, “Water” (2010) e “Be Good” (2012), foram indicados ao Grammy, abrindo os caminhos para que seu álbum de sucesso “Liquid Spirit” (2013) ganhasse o Grammy de “Melhor Álbum Vocal de Jazz”. Desde então, ele não desapontou sua legião de fãs, seja na colaboração com Disclosure, em “Holding On”, ganhando outro Grammy por “Take Me To The Alley” (2016) ou contando sua história de vida através do songbook de Cole.  Assim como outras pessoas, Porter ainda se surpreende com o próprio sucesso, mas ele tem uma teoria: “Quando criança, eu era confortado pela minha voz. Eu acho que é o mesmo que as outras pessoas captam do meu trabalho. Estou tentando me curar com essas canções”. E é esse o ponto sobre o amor que o novo álbum busca destacar. Mesmo quando é doloroso, confuso, fora do alcance ou sob ataque, no fim das contas o amor cura.

 

 

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