Lançamento: Faroeste Caboclo – Trilha Sonora Original por Philippe Seabra chega às plataformas digitais

Seis anos após faturar o 14º Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria melhor Trilha Sonora Original, finalmente a aclamada trilha de Philippe Seabra para o filme Faroeste Caboclo está disponível nas plataformas digitais. Sem os diálogos do filme ou efeitos sonoros, é possível mergulhar num lado não muito conhecido do compositor e multi-instrumentista, que também lidera a quase 4 décadas a famosa banda brasiliense Plebe Rude, a preferida de Renato Russo. No canal do artista no Youtube, a obra é parcialmente apresentada através de 11 vídeos, alguns somente com a trilha, outros acompanhados também pelos diálogos e sonoplastia, além das belas imagens do filme de René Sampaio.

 

Acostumado a trabalhar com instrumentos ímpares para o rock, como na célebre introdução de violoncelo no clássico do rock nacional e atemporal hit Até Quando Esperar e, também com orquestras arranjadas como as regidas por Jaques Morelembaum nas faixas A Ida e Bravo Mundo Novo, e também com a experiencia de ter gravado com a orquestra filarmônica de Praga com sua banda Plebe Rude, Philippe recebeu o convite de René Sampaio para produzir e compor a trilha sonora de Faroeste Caboclo em 2013.

 

“Faroeste foi um desafio, e confesso que fiquei um pouco reticente em aceitar a empreitada, pois estava com filho pequeno e no meio da gravação do disco Nação Daltônica, da Plebe, mas esse era um projeto diferente. O filme seria baseado no poema-mor do Renato e, como fui um dos primeiros a escutar a canção homônima, aceitei o desafio. Tenho certeza de que o Renato ficaria feliz com a minha escolha”, conta Philippe. “René é um diretor de mão cheia, e como era de se esperar, foi muito exigente. Como sempre tive muita autonomia na produção de músicas da Plebe, foi um pouco diferente trabalhar compondo para uma outra pessoa, mas no final deu tudo certo”, complementa.

 

As músicas, todas instrumentais, chamam atenção logo de cara pelos nomes, retirados de trechos da letra da célebre canção de Renato Russo. Maria Lúcia Pra Sempre Vou Te Amar, é certamente um dos destaques do disco, ou então a hipnotizante Meu Deus Mas Que Cidade Linda, além da épica Era Uma Menina Linda, o tema de amor de Maria Lúcia e João de Santo Cristo, fadado no imaginário coletivo a terminar em tragédia. A capa do álbum é uma adaptação da arte do cartaz do filme, criada originalmente por Marcelo Pallotta.

 

Ouça o álbum nas principais plataformas digitais: https://onerpm.ffm.to/philippeseabra

 

Assista abaixo o clipe de Maria Lúcia Pra Sempre Vou Te Amar.

 

 https://www.youtube.com/watch?v=LNLT63ClXlY&feature=youtu.be

 

 

PHILIPPE SEABRA E O CINEMA

 

Mesmo antes de mudar dos Estados Unidos, onde nasceu, para o Brasil, Philippe Seabra, então com 9 anos, começou a se apaixonar por trilhas sonoras. Desde as trilhas intrínsecas orquestradas de Tico e Teco e Pernalonga até as de séries como O Homem de Seis Milhões de Dólares e filmes como o Planeta dos Macacos, ele se fascinava com essa linguagem musical.

 

Não foi à toa que a primeira coisa que tocou no violão, já no Brasil, foi a melodia de Guerra Nas Estrelas, com 10 anos. Mas o que foi determinante para que se dedicasse a música, e futuramente a produção de trilhas sonoras, foi quando viu (e ouviu) a trilha sonora de Contatos Imediatos Do Terceiro Grau, de John Williams, em 1978.

 

No entanto seu caminho para a grande tela foi interrompido quando ouviu bandas como Stiff Little Fingers e The Clash pela primeira vez, e fundou junto com André X a Plebe Rude, com apenas 14 anos, ajudando a elevar o Rock de Brasília para o panteão do rock brasileiro junto com Aborto Elétrico e Legião Urbana. A Legião e a Plebe emplacaram discos entre os 100 melhores da MPB, em lista elaborada pela revista Rolling Stone.

 

No começo da década de 90, Philippe trabalhou com Alberto Salvá no curta O Vendedor, e com a Elisa Tolomelli no longa Manobra Radical, além dos 4 discos de carreira da Plebe Rude até então.

 

Ao mudar para os Estados Unidos em 1994, continuou trabalhando com trilhas para a fundação Rockfeller enquanto circulava pelo underground Nova Iorquino com sua banda americana Daybreak Gentlemen. Mas o Brasil lhe chamou de volta e no começo dos anos 2000 retornou e remontou a Plebe Rude. Em 2003, em Brasília, montou o estúdio Daybreak, onde produziu mais de 30 discos e trilhas sonoras desde então.

 

Produziu a trilha sonora de Federal, de Erik de Castro, foi consultor do documentário Rock Brasília (que protagonizou junto com Renato Russo) e Somos Tão Jovens (onde só não aparece como personagem vivido pelo ator Victor Carballar, mas também faz uma ponta como o prefeito de Patos de Minas, que da ordem de prisão nos punks forasteiros). Logo em seguida, em 2013, foi convidado por René Sampaio para produzir e compor a trilha sonora de Faroeste Caboclo.

 

Atualmente Philippe Seabra está terminando sua auto biografia e lançando junto com a Plebe Rude sua mais ousada empreitada, o espetáculo / álbum duplo musical Evolução, com 28 faixas inéditas, que será levada ao palco pelo diretor de teatro Jarbas Homem de Mello.

 

 

Com informações: Assessoria de Imprensa Plebe Rude