Iara Ferreira canta sua visão de Brasil em álbum solo: VERDEAMARELA

Com 15 anos de carreira e dezenas de parcerias, cantora e compositora paulista reúne nove faixas inéditas que consolidam sua força musical

 

OUÇA AQUI: tratore.ffm.to/iaraferreiraverdeamarela

 

A carreira da cantora e compositora paulista Iara Ferreira é extensa. Com 15 anos de trajetória, ela reúne uma obra de cerca de 300 músicas – talvez uma das mais numerosas entre letristas brasileiras. Suas canções já foram gravadas e interpretadas por nomes como Yamandu Costa e Roberta Sá, entre muitos outros. Deste baú musical onde Iara vem reunindo suas criações – que já renderam prêmios –, ela fez um apanhado de nove inéditas que agora integram seu primeiro álbum solo, VERDEAMARELA (Tratore), lançado dia 30 de junho. “O conceito essencial do disco é: ver para poder amar (ela). Conhecer a terra do Brasil, falar de suas belezas, tragédias, povos, amores e lutas”, conta a artista. Ouça aqui.

 

Uma especialista da letra brasileira que trabalha com cerca de 80 parceiras e parceiros de composição, Iara fez um recorte amoroso, crítico e esperançoso para narrar o “seu” Brasil neste novo disco, que tem patrocínio do Município de Florianópolis por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Modalidade Doação). “O intuito é poder celebrar o Brasil e tudo o que é do povo brasileiro por direito, inclusive de sua rica música, tão aclamada ao redor do mundo”, afirma. As canções presentes no álbum passeiam por ritmos como o baião, samba de roda, bolero e ijexá; além de tratar de temas como a luta dos povos originários e a religiosidade caipira. Entre os nomes que assinam as composições das faixas ao seu lado estão Bebê Kramer, Guto Wirtt, Ian Faquini, Ney Souza e Silvia Duffrayer.

 

O repertório do disco já vinha sendo trabalhado em shows com o seu trio (Ney Souza e Tom Cykman), que passaram por festivais como o Floripa Jazz 2022 e também por Portugal, antes do álbum ser gravado em janeiro deste ano no estúdio The Magic Place, em Florianópolis (SC), cidade onde a artista reside atualmente. Para as gravações, somaram-se ao trio os percussionistas Carlinhos Ribeiro e Carolina Miranda e as cantoras Iara Germer, Emília Lira e Ellen Cristina.

 

A ideia da capa partiu do desejo de “criar novas possibilidades de representação para um Brasil popular, poético e ambivalente. Trata-se de um convite para viajar por diferentes Brasis em suas prosas e formas”, comentam os designers da Move, Caique Sanfelice e Claudio Mendes.

 

Faixa a faixa

 

A faixa de abertura do disco, Pai Brasil, coloca o país como eu-lírico que pergunta aos seus filhos sobre o “amor que tu me tinhas”,  evocando a canção infantil “Ciranda, Cirandinha”. Com uma fusão musical que mescla ijexá e influências dos “Afro-sambas”, a música questiona o que restará quando os recursos naturais se esgotarem.

 

O disco segue com Mais Uma Hora, uma canção com ares de samba de roda inspirada por uma enquete realizada pelo presidente Lula no Twitter sobre a possibilidade da volta do horário de verão. A música aborda de forma divertida a ideia de ter “mais uma hora” no dia e as situações que poderiam ser vividas ao lado de seu amor se houvesse esse tempinho a mais. “Eu espero que entendam a piada”, brinca Iara Ferreira.

 

A próxima faixa é Curumim da Mata, um samba moderno que exalta a força e a determinação dos jovens indígenas brasileiros. A música defende a importância de diminuir a influência do “homem branco” na tomada de decisões que impactam o país, priorizando as vozes dos povos originários. “Saia curumim da mata, mande mensagem pelo celular/ rode o mundo inteiro até os EUA”, canta Iara na música.

A quarta faixa, intitulada Rosalina Xique-Xique, narra a história de um migrante nordestino em busca de uma vida melhor nas grandes cidades. A composição, fruto da colaboração entre Bebê Kramer e Iara Ferreira, faz parte de uma trilogia que desvenda a jornada de uma família do sertão do Cariri, revelando os desafios, a saudade e o amor que permeiam suas vidas. “Periodicamente, os três personagens – pai, mãe e filho –  emergem das melodias de Bebê para me contar suas histórias de vida. É um mistério que ainda reserva muitas revelações”, compartilha Iara.

 

A próxima faixa, Bicho de Pinicar, é um cururu estilizado que presta homenagem à Baixa Mogiana, no interior de São Paulo, região de origem da artista. Com raízes nas violadas e na religiosidade caipira, a música transmite a simplicidade e a intensidade das paixões. A letra descreve a paixão como um incômodo, algo que coça tanto o peito quanto o calcanhar. “Essa paixão é bicho de pinicar/ Que me bole bole no peito e no calcanhar…/Valha, meu São João, quê que eu não faço por ela?”.

 

A seguir, Xamã, que é mais uma colaboração com Bebê Kramer, existia como música instrumental havia muitos anos, mas agora ganhou uma letra especial. Inspirada pela leitura de “A queda do céu”, livro de Davi Kopenawa e Bruce Albert, a canção é uma homenagem à luta dos povos originários. Na letra, o xamã convoca a comunidade para acordar os espíritos da mata, as crianças e realizar uma festa para espantar a tristeza e a morte trazidas pelos “caraíba”, o homem branco.

 

A sétima música, Maré de Quarto, surgiu a partir de um encontro de bar entre Iara Ferreira, Ney Souza (seu parceiro nesta composição) e um músico que passou por ali e também é pescador. Na conversa eles ouviram a expressão que dá nome à canção, e que  fala da maré de quarto crescente da lua, ideal para a pesca de determinados peixes. “Quando escutei, disse ao Ney: isso é nome de bolero. O Ney adorou a ideia e logo me mandou a melodia, e essa é nossa primeira parceria”, conta. A letra descreve a entrada da maré no quarto dos amantes, simbolizando a intensidade da paixão que depois minguará, assim como as fases da lua. “Sou completamente apaixonada por boleros e acho que se eu tivesse que ouvir só um gênero musical pelo resto da vida, seria este”, comenta Iara.

 

A penúltima faixa do álbum, Katendê, é um ijexá dedicado a Mestre Moa do Katendê, fundador do Badauê e grande mestre da cultura popular, da capoeira angola e do samba de roda. Mestre Moa foi tragicamente assassinado em 2018 por motivações políticas, deixando um vazio na comunidade. “Ele foi um grande mestre e amigo que marcou minha trajetória e me estimulou a cantar quando eu estava apenas começando, com sua generosidade imensa”, relembra Iara. Esta canção é uma forma de honrar sua memória e destacar a importância de sua luta pela reafricanização da juventude. É também uma homenagem a todos os mestres e mestras da cultura popular com raízes africanas, que enfrentam obstáculos e persistem em espalhar conhecimento.

 

 

Em Revolução, a nona e última faixa do álbum, somos convidados a entrar em um mundo onde a imaginação poética desafia as fronteiras da realidade, tornando possível uma verdadeira revolução. A poesia é retratada como uma fonte essencial de vida, tão vital quanto a farinha, o pão, a palavra e a oração. Inspirados pelas palavras de Manoel de Barros, somos encorajados a “transver” o mundo, enxergando além do óbvio e descobrindo a beleza oculta nas entrelinhas da existência.

 

OUÇA AQUI

 

TRACKLIST

 

1- Pai Brasil (Guto Wirtti/ Iara Ferreira)

2- Mais Uma Hora (Iara Ferreira)

3- Curumin da Mata (Ian Faquini/Iara Ferreira)

4- Rosalina Xique-Xique (Bebê Kramer/ Iara Ferreira)

5- Bicho de Pinicar (Gabriel Gezsti/Iara Ferreira)

6- Xamã (Bebê Kramer/ Iara Ferreira)

7- Maré de Quarto (Ney Souza/Iara Ferreira)

8- Katendê (Iara Ferreira/Silvia Duffrayer)

9- Revolução (Ian Faquini/Iara Ferreira)

 

FICHA TÉCNICA

 

VERDEAMARELA, um disco de Iara Ferreira, 2023

 

Composição, Voz e Arranjos: Iara Ferreira

Violão e Arranjos: Ney Souza

Guitarra e Arranjos: Tom Cykman

Percussão: Carlinhos Ribeiro

Djambê: Carolina Miranda

Coro: Iara Germer, Emília Lira, Ellen Cristina, Carolina Miranda, Ney Souza e Tom Cykman

Engenharia de som: Renato Pimentel

Mixagem e Masterização: Thiago Monteiro

Selo/Distribuição: Tratore

Capa: Move (Caique Sanfelice & Claudio Mendes)

Gravado no estúdio The Magic Place, Florianópolis-SC/Brasil, em janeiro de 2023

 

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SOBRE IARA FERREIRA

 

Natural do interior de São Paulo, Iara Ferreira canta e escreve desde criança. De avó sanfoneira, pai violonista e avô compositor, a artista cresceu em um ambiente musical. Durante a faculdade de Ciências Sociais na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve seu primeiro trabalho como cantora, aos 21 anos. Ao se formar, em 2010, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Portátil de Música, especializando-se em choro. Foi na cidade carioca que a vocação para escrever letras aflorou. Em 2015 lançou seu primeiro disco autoral, Bené e Iaiá (DesArts), ao lado de Bernardo Diniz. Depois deste vieram o álbum Miragem de Inaê (Biscoito Fino/2016), com Anna Paes; o EP Dois Gumes (2019), com Leonardo Freitas; o EP Iara Ferreira Trio (Gyra Records/2022); e o álbum Caravana do amanhã (2023), com a violonista francesa Elodie Bouny. Agora, lança seu primeiro álbum solo, VERDEAMARELA (Tratore).

 

Em 2016 foi vencedora do Prêmio Grão de Música pela canção Choro de Madrinha, feita em parceria com Anna Paes. Foi também finalista do Prêmio Profissionais da Música na categoria autora, em 2019.

 

Como letrista, estão entre seus parceiros nomes relevantes da música brasileira e mundial como: Elodie Bouny, André Mehmari, Arismar do Espírito Santo, Eduardo Gudin, Hélio Delmiro, João Camarero, Rogério Caetano, Bebê Kramer, Ilessi, Alegre Correa, Andrés Beesawert, Vicente Barreto, entre outros. Já teve suas músicas gravadas e interpretadas por: Pietá, Julia Vargas, Yamandu Costa, Nani Medeiros, Jéssica Ellen, Marina Iris, Samba que elas querem, Carla Casarim, Luísa Lacerda, Cláudia Castelo Branco, Silvia Borba, Nina Wirtti, Mônica Salmaso, Roberta Sá, entre outros.

 

Nos palcos, já se apresentou pelo Brasil e pelo mundo. Integrou a programação de festivais como o Duo Jazz Tiradentes (2018), o Musicar Festival CCBB (2020) e o Floripa Jazz (2022).

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: Café8 Comunicação e Marketing

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Em setembro de 1992, há exatamente 34 anos atrás era lançado o 2° álbum de estúdio da cantora e compositora Fernanda Abreu @fernandaabreureal "Sla 2 Be Sample".

Produzido por Liminha

Tracklist:

1	Jorge de Capadócia
2	Vinheta I
3	O Céu Pode Esperar
4	O Estado das Coisas
5	Hello Baby
6	Rio 40 Graus (feat. Fausto Fawcett)
7	Vinheta II
8	Sigla Latina do Amor (Sla II)
9	Do Seu Olhar
10	Uma Breve História do Tempo
11	Vinheta III

#fernandaabreu #boomerangmusic #sla2besample
Em 29/09/2017, há exatamente 9 anos atrás era lançado o album ao vivo e o filme concerto do cantor e compositor David Gilmour @davidgilmour "Live at Pompeii".

David Gimour e banda

Tracklist:

CD 1:

1. 5 A.M.
2. Rattle That Lock
3. Faces Of Stone
4. What Do You Want From Me
5. The Blue
6. The Great Gig In The Sky
7. A Boat Lies Waiting
8. Wish You Were Here
9. Money
10. In Any Tongue
11. High Hopes
12. One Of These Days

CD 2:

1. Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5)
2. Fat Old Sun
3. Coming Back To Life
4. On An Island
5. Today
6. Sorrow
7. Run Like Hell
8. Time/Breathe (In The Air) (reprise)
9. Comfortably Numb

#davidgilmour #Boomerangmusic
Hoje, 29/09, é aniversário do cantor, compositor e vocalista da banda Suede @suedehq Brett Anderson que completa 59 anos.

#brettanderson #suede #boomerangmusic
Em 29/09/1980, há exatamente 46 anos atrás era lançado o 12° álbum de estúdio da banda Kool & The Gang @koolandthegang "Celebrate!".

Integrantes:

Bass – Robert "Kool" Bell
Lead guitar – Charles Smith
Keyboards, saxophone, backing vocals – Ronald Bell
Drums, percussion, backing vocals – George Brown
Lead and backing vocals – James "J.T." Taylor
Alto saxophone – Dennis Thomas
Trumpet, backing vocals – Robert Mickens
Keyboards, backing vocals – Earl Toon, Jr.
Keyboards – Kevin Bell
Additional keyboards – Adam Epolito
Backing vocals – Cedric Toon, Meekaeel
 Muhammad, Robert Bell, Coffee, Something Sweet
Orchestra arranger and conductor – Eumir Deodato

Tracklist

1. CELEBRATION
2. JONES VS. JONES
3. TAKE IT TO THE TOP
4. MORNING STAR
5. LOVE FESTIVAL
6. JUST FRIENDS
7. NIGHT PEOPLE
8. LOVE AFFAIR

#koolandthegang #boomerangmusic #celebrate
Hoje, 29/09, é aniversário do saudoso cantor e compositor Jerry Lee Lewis @jerryleelewisthekiller que completaria 91 anos.

Falecido em 28/10/2022

#jerryleelewis #Boomerangmusic #happybirthday
Em 29/09/1997, há exatamente 29 anos atrás era lançado o 3° álbum de estúdio da banda The Verve @officialtheverve "Urban Hymns".

The Verve

Simon Jones – bass guitar
Peter Salisbury – drums
Richard Ashcroft – vocals, guitar
Nick McCabe – lead guitar
Simon Tong – guitar, keyboards

Track Listing

1. Bitter Sweet Symphony
2. Sonnet
3. The Rolling People
4. The Drugs Don't Work
5. Catching The Butterfly
6. Neon Wilderness
7. Space And Time
8. Weeping Willow
9. Lucky Man
10. One Day
11. This Time
12. Velvet Morning
13. Come On

#theverve #boomerangmusic
Em 29/09/1992, há 34 anos atrás era lançado o álbum de estreia da banda Stone Temple Pilots @stpband "Core".

Stone Temple Pilots

Weiland – vocals
Robert DeLeo – bass
Dean DeLeo – guitars
Eric Kretz – drums

Tracklist:

1. Dead & Bloated
2 Sex Type Thing
3 Wicked Garden
4 No Memory
5 Sin
6 Naked Sunday
7 Creep
8 Piece Of Pie
9 Plush
10 Wet My Bed
11 Crackerman
12 Where The River Goes

#stonetemplepilots #Core #boomerangmusic
Em 29/09/1976, há exatamente 50 anos atrás era lançado o album ao vivo da banda Rush @rush
 “All the World’s a Stage” gravado ao vivo em  Massey Hall em Toronto nos dias 11 e 13 de Junho de 1976. June 11th–13th, 1976. .

Integrantes:

Geddy Lee (vocals, bass)
Alex Lifeson (guitars)
Neil Peart (drums)

Track list:

	1.	Bastille Day
	2.	Anthem
	3.	Fly By Night / In The Mood
	4.	Something For Nothing
	5.	Working Man/Finding My Way
	6.	What You’re Doing
	7.	Lakeside Park
	8.	2112
	9.	By-Tor And The Snow Dog
	10.	In The End

#rush #alltheworldsastage #geddylee #alexlifeson #neilpeart