Juvenil Silva lança álbum Um belo dia nesse inferno

Em meio a esse turbilhão de energias caóticas que vive o país, o músico pernambucano Juvenil Silva lança Um belo dia nesse inferno, o quarto álbum de sua carreira, sucessor de Suspenso, de 2018. A data escolhida para botar o novo trabalho no mundo foi 10 de outubro (segunda-feira). Um disco que, com sua calmaria, faz contraponto ao olho do furacão. Um álbum leve, apesar do pesar, em seus temas e letras mais duras.

 

Diferentemente dos discos anteriores, Um belo dia… se esquiva do rock e das guitarras distorcidas, já conhecidas no trabalho do músico. Um disco quase sem guitarras, inclusive, onde prevalecem violões de aço, nylon, 12 cordas e um lendário instrumento: o tricórdio de Lula Côrtes, o mesmo que gravou clássicos como Paêbirú, Molhado de Suor, Flaviola e O Bando do Sol, o primeiro de Zé Ramalho, entre tantos outros. O tricórdio, que estava sob a posse do amigo e músico Paulo Rafael – falecido em 2021 -foi parar nas mãos de Juvenil para as gravações do primeiro disco da Avoada, projeto coletivo do qual o músico participa.

 

Um belo dia… traz a atmosfera do folk psicodélico, da canção, soando ora mais popular, com ares de Zé Ramalho, Bob Dylan, Belchior, ora mais psicodélico, como Lula Côrtes, Syd Barret, e até mesmo melancólico, como Flaviola, Nick Drake e a cantora Nico. Todos esses artistas, assim como outros do mesmo nicho, fazem parte das referências e influências do artista desde o início de sua trajetória, acentuadas, finalmente, nessa obra mais recente.

 

“Pra mim é muito importante finalmente lançar esse disco, que comecei a gravar há mais de dois anos e que, por conta da pandemia e do envolvimento com tantos outros projetos, demorou tanto. Mas a demora é bem maior que isso. Um belo dia nesse inferno seria o título do meu primeiro disco, em 2013, que acabou se tornando Desapego. Mas não é só sobre o título, o conceito também, uma vez que eu queria ter lançado algo mais intimista e menos rock, mas acabei me inclinando por um caminho mais agitado lá no início dessa minha empreitada”, comenta Juvenil.

 

Um belo dia nesse inferno tem participações especiais de vários artistas, como Régis Damasceno (Cidadão Instigado) nas programações, Lucas Gonçalves (Maglore) no violão, Pedro Huff no violoncelo, Bonifrate (Ex-Supercordas) fazendo teclado e viola de 10, D Mingus com flautas e programações, entre outros músicos locais.

 

As 10 faixas, que somam quase meia hora de música, são composições de Juvenil Silva, com parcerias em Objeto afetivo, com Guilherme Cobelo (Joe Silhueta) e Noites sem futuro, com Evandro Negro Bento.

 

“Esse é um disco de um novo eu, não pelo som, mas pela coragem de expor, cantar e ser quem sou, quem fui. Diferente daquele de 2013, que optou por não se mostrar tanto. O disco tá aí, tem um ar de leveza, calmaria e reflexão para esses tempos turbulentos e cruéis. Recentemente, lancei também o Depois da Curva, um álbum bem político, com a moçada do coletivo Avoada, e em breve vem mais trela com outros projetos, como a Dunas do Barato. Fiquemos firmes e sigamos amando e mudando as coisas, sim.”

 

A capa do disco é uma pintura do artista plástico olindense Gilvan Correia. A mixagem foi feita de forma conjunta entre Juvenil e o músico e produtor Tonho Nolasco, com exceção da faixa Sem relógios, mixada por D Mingus. A masterização foi feita de forma analógica, com um gravador de fita, no Estúdio Malunguim, por Pierre Leite. Esse, assim como último trabalho lançado, o EP Lonjura, 2021, é uma produção do selo Plurivox.

 

Link exclusivo para ouvir:   https://www.youtube.com/watch?v=5L00HGo4oWs&ab_channel=JuvenilSilva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: Produção Juvenil Silva

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Faleceu na data de ontem (30/06), o vocalista da formação original da banda Village People, Victor Willis aos 74 anos de idade.

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Em 01/07/1997, há exatamente 29 anos atrás era lançado o 3° álbum de estúdio da banda Prodigy @theprodigyofficial The Fat of the Land.

Shahin Badar – vocal

Jim Davies (Pitchshifter) – guitarra

Keith Flint – vocal

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Hoje, 01/07, é aniversário do cantor, compositor e membro fundador da banda B52s @theb52sband Fred Schneider @funfred1 que completa 75 anos.

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Em 30/06/1992, há exatamente 34 anos atrás era lançado a trilha sonora do filme "Singles"

Músicas da trilha sonora de Singles

1. Would? — Alice in Chains
2. Breath — Pearl Jam
3. Seasons — Chris Cornell
4. Dyslexic Heart — Paul Westerberg
5. Battle of Evermore — The Lovemongers
6. Chloe Dancer / Crown of Thorns — Mother Love Bone
7. Birth Ritual — Soundgarden
8. State of Love and Trust — Pearl Jam
9. Overblown — Mudhoney
10. Waiting for Somebody — Paul Westerberg
11. May This Be Love — Jimi Hendrix
12. Nearly Lost You — Screaming Trees
13. Drown — The Smashing Pumpkins

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