Nana Lacrima deixa para trás a “fofura” de nana e lança EP audiovisual CLAUDIO

Cantora e compositora baiana lança EP/Filme em italiano inspirado no cinema giallo para marcar nova fase musical

 

“Me encontro em minhas lágrimas”. Com o desejo de expor sua força e vulnerabilidade em nova fase artística, nana agora é Nana Lacrima (lágrima em latim). A cantora e compositora baiana residente em Berlim deixa para trás a “fofura” que marcou seus últimos trabalhos, pequenas margaridas(2013) e CMG-NGM-PDE (2017), para lançar neste mês o EP audiovisual em italiano CLAUDIO” já disponível em todas as plataformas. Sangrento, repleto de mistério e marcado pela estética giallo, o gênero italiano de suspense e romance policial teve seu auge nos anos 1960 e 70.

 

“Nana Lacrima surge da vontade de mostrar ao público que tenho profundidade, gostos incomuns e também quero dividir essas arestas. Fora que depois de uma pausa de cinco anos e uma pandemia, acho difícil voltar ao mesmo ponto onde parei. Nesse período, redescobri as minhas lágrimas, entrei em contato com meus limites. Sinto que estou em uma nova fase e queria que o meu nome e o meu trabalho refletissem isso”, conta a cantora.

 

Durante a pandemia, a artista estudou italiano, idioma que aprendeu por conta de seu primeiro casamento. Também viu muitos filmes de Dario Argento e Mario Bava com a estética giallo. Foi justamente ao se apaixonar por essas histórias, que redescobriu um amor antigo por trilhas sonoras e voltou a compor com a temática giallo em mente.

 

Ao começar a escrever para o EP, “Claudio” foi o primeiro nome lembrado por Nana, sendo ponto de partida para a criação em torno desse personagem. Ennio Morricone, Piero Piccioni, Goblin, Mina, Luigi Tenco e Bruno Lauzi também foram referências musicais que inspiraram a artista ao longo do processo de concepção do trabalho, que durou um ano.

 

Produzido por Habacuque Lima e masterizado por Arthur Joly, o EP com três faixas não traz apenas referências sessentistas e setentistas. A Folia, fórmula musical recorrente ao longo de “Claudio”, é um esquema harmônico e melódico surgido no século XV. Logo na faixa de abertura, “Tema di Claudio”, a melodia renascentista é apresentada na voz de Nana em um coral, trazendo um sopro de otimismo à atmosfera de medo e mistério da faixa, que conta com barulhos de passos, sinos, sussurros e termina com um grito.

 

“Claudio, Tu”, fortemente inspirada em Serge Gainsbourg, traz uma formação minimalista, porém barulhenta, com direito a arranjo de cordas luxuoso e voz impostada, cantando informações conflitantes sobre um Claudio desconhecido; e fechando o EP, o jazz “Nuda in mezzo alla città” (Nua no meio da cidade, em tradução livre) discorre sobre o medo de ser desmascarada em sua monstruosidade, e sobre o isolamento causado por essa revelação. Em outra tonalidade, a Folia novamente marca presença, ao longo do refrão e solo de trompete. O tema, que conta com variações feitas por mais de 150 compositores, entre eles Beethoven e Lully, foi a marcha nupcial do casamento da própria artista, em 2015.

 

Salvador é palco do audiovisual marcado por assassinatos e terror

 

Para criar um verdadeiro soteropolitano giallo, “CLAUDIO” ganhou clipe especial gravado em Salvador, com pré-estreia aclamada no Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema (SSA), concorrendo na Mostra Competitiva Baiana de Curtas. A direção é de Calebe Lopes, com produção da Olho de Vidro.

 

“Antes mesmo de gravar as músicas, eu já imaginava um clipe que contasse a história de todo o EP, e que também fosse inspirado na estética e na linguagem de filmes giallo. Eu conhecia o cineasta Calebe Lopes, trocamos algumas referências e não demorou muito para que eu percebesse que ele era o diretor certo para o projeto”, explica Nana.

 

Calebe conta que tinha extremo interesse em fazer um giallo, mas ao mesmo tempo não queria um mero pastiche, que apenas copiasse os cacoetes do cinema daquela época. Para executar o projeto audacioso, bebeu de referências de três frentes específicas: o cinema giallo, o cinema que se inspira nos gialli e o cinema da pornochanchada.

 

“Pra mim era muito importante evitar uma cópia do cinema italiano, já que o clipe seria gravado em Salvador. Além das influências italianas, também teve inspiração brasileira, em a noiva do filme A Mulher Que Inventou o Amor (1980), dirigido por Jean Garrett, cineasta luso-brasileiro que tinha claras influências do cinema italiano de gênero daquela época, e de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto”, aponta Calebe.

 

Coincidência ou não e, certamente a psicanálise pode explicar, poucos dias após gravar o clipe na capital baiana marcado por mortes e suspense, o casamento de Nana chegou ao fim.

 

“Penso os assassinatos em “CLAUDIO” como uma questão íntima, em que todos temos algo para matar dentro de nós. Precisamos tirar pessoas, atitudes, momentos de nossas vidas para que recomeços sejam possíveis, sabe? E nem estou falando somente do casamento em si, mas de todas as transformações que passamos. Não à toa a carta de tarô que fala sobre mudança, é representada pela morte”, finaliza.

 

Sobre Nana Lacrima

 

Ananda A. L. Costa (Catu-BA, 1990) é uma artista sonora e visual brasileira residente em Berlim, estudante de Comunicação Visual na Escola Superior de Artes de Berlin- Weißensee. Estudou teremim em Leipzig através de uma bolsa de aperfeiçoamento artístico da FUNARTE. Em 2015, sua primeira peça orquestral, Forró, foi estreada pela Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) e o trio Em teu crespo jardim estreou no MAB. Em 2019, a colagem sonora Sonic Weapons from Latin America compôs a programação do projeto Comment sonne le Sud? Hospitalité des ambiances sonores et de pratiques acoustiques, que aconteceu no CRESSON em Grenoble. Em 2020 foi contemplada com uma residência artística no grupo de pesquisa sonora Locus Sonus (École Supérieure d’Art d’Aix-en-Provence) em Aix-en-Provence, França.

 

Ficha técnica do clipe Claudio

 

Claudio foi produzido e gravado por Habacuque Lima no Trampolim Estúdio (SP)

Assistente de estúdio Pedro Leme

Composições e arranjos originais de Nana Lacrima.

Mixado por Habacuque Lima

Masterizado por Arthur Joly

Assessoria de comunicação e planejamento estratégico de redes sociais: Purpurina (@purpurina.cc) / Julia Casotti

Ficha técnica do EP Claudio

 

  1. “Tema di Claudio”

voz, synths, passos por Nana Lacrima

guitarra por Habacuque Lima

grito de Arquétipo Rafa

 

2.“Claudio, Tu”

voz e órgão por Nana Lacrima

guitarra por Habacuque Lima

bateria por Arquétipo Rafa

piano por Danilo Andrade

baixo por Hurso Ambrifi

cordas executadas pelo Quarteto da Cidade

 

3.“Nuda in mezzo alla città”

voz por Nana Lacrima

piano por Danilo Andrade

baixo por Habacuque Lima

bateria por Arquétipo Rafa

trompete por Rubinho Antunes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações: Favorite Assessoria

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