RODRIGO AMARANTE lança single “Drama”

Ouça aqui:   https://rodrigo-amarante.ffm.to/drama

 

Clipes

 

Maré – https://youtu.be/MyV6cb2LlwQ

 

I Can´t Wait – https://youtu.be/zmhxBXg4m-I

 

Tango –  https://youtu.be/Iex758pFAA0

 

Eu fiz a maior parte desse disco em casa, gravando sozinho, fazendo overdubs, mas não sem muita ajuda de bons amigos que vieram aqui gravar, ou pintaram pra me ensinar como, Mario Caldato Jr. principalmente, um mestre sem segredos, ao qual sou imensamente grato. A gravação começou numa sessão ao vivo com a banda no estúdio dele em Los Angeles em dezembro de 2018. Dalí saíram as bases de “Maré”, “Tango”, “Tanto” e “Tao”. O Jonathan Maia estava lá também como engenheiro, ele me ensinou muita coisa. A banda era “Lucky” Paul Taylor na bateria, Andres Renteria nas congas, Todd Dahlhoff no baixo e eu na guitarra, sem portas fechadas entre nós, tudo gravado em fita. Andres se juntou à banda naquele ano e tudo mudou, enfim a ginga que faltava. “Lucky” Paul, um anjo Neozelandês, morou no Brasil então quando eu dizia vamos tocar isso pra frente que nem carimbó, ele sabia do que se tratava. Depois dali tudo foi feito lá em casa, com exceção das cordas. Toddinho veio cantar em algumas faixas e tocar contrabaixo em “Tara”. A gente toca junto desde o Little Joy, ele é o meu favorito, bom, o favorito de todos. Daniel Castanheira veio do Rio me visitar e tocou conga, bongo, darbuka e outros inomináveis efeitos percussivos em várias faixas; ele é um irmão pra mim.

 

Cornelia Murr cantou em todas as músicas que têm segunda voz e criou as lindas partes de Omnichord em “I Can’t Wait”. Ela também fez a piada que deu nome ao disco, eu acho que foi uma piada. Esse disco é fantasia, faz-de-conta, eu tô de jaleco na feira-de-ciências, é mise-en- scène. Mesmo as memórias que alimentam essas palavras, pela forma como aqui elas estão vestidas; é teatro, ficção. Eu me lembro de ter dito uma coisa assim pra ela, a faixa de abertura ainda sem nome tocando, a plateia rindo. “Chama de drama”, disse ela sem titubear. Aquela palavra. Eu imediatamente me lembrei do momento, ainda menino, em que eu tive que me livrar dos meus cabelos. Da gaveta saíram a máquina e o papo-reto. Pra me dar bem eu tinha que me livrar do drama que eu era, da franja certamente. Meu pai queria me preparar pra o que ele sabia, me esperava lá fora. Eu não o culpo. Jiu-Jitsu, afinal de contas, me fez uma pessoa melhor. Mas eu consigo ver como esse disco, cheio de adornos, todo emperequetado, pleno de birras sentimentais, pode ser uma resposta àquele corte. Justo.

 

De volta ao Rio em 2019, encontrei meu querido amigo Moreno Veloso que foi generoso o suficiente pra me deixar gravar uns vocais no seu estúdio. Ele cantou comigo o refrão de “Maré” apesar de que é difícil ouvi-lo na mistura final. A voz dele é divina, tenho muita saudade dele. Mandei os arranjos de cordas pro grande Danny Bensi em Los Angeles e ele tocou todos os instrumentos de cordas do disco com exceção da faixa “Drama”, que compus exclusivamente usando notas e partes de fitas de um Mellotron. Depois adicionei os efeitos sonoros da plateia e do chuveiro. Samur Khouja veio um dia me ajudar a gravar o piano de “The End”, eu aprendi muito com ele, grande amigo que é. Os arranjos de metais foram pro David Ralicke, eu tive sorte de tê-lo na gravação. Ele é uma grande figura e tocou todos os metais do disco exceto os saxofones de “Eu Com Você”, que tive que gravar eu mesmo. Isso porque a essa altura todos nós estávamos subitamente em quarentena. Noah Georgeson mixou o disco aqui em LA a uma légua de mim e a gente nunca ouviu o disco na mesma sala. Ele produziu o meu primeiro disco solo “Cavalo”, também quase todo uma gravação caseira, e é o produtor com quem eu mais trabalhei, então fazer mixagem por correio demorou um bocado mas foi entre velhos amigos. Ele é um ás. Heba Kadry fez a masterização em Nova York em novembro de 2020. Espero um dia poder conhecê-la.

 

 

A obra de arte da capa é uma colagem de Hernan Paganini chamada “Manuscript (The Internal Landscape Series)” de 2018. Eu sou muito grato a ele por permitir isso, ele é uma pessoa excepcional. A foto do interior do LP é de Frederik Jacobi, um still de mais uma das nossas aventuras cinematográficas a qual não existiria sem sua generosa mão e olho impecável. Sara Sachs fez o figurino pra essa foto, ela é uma das minhas pessoas favoritas neste mundo. O design do disco foi feito por mim com ajuda de Claire Hungerford.

 

Eu não teria chegado aqui sem o inabalável suporte da minha empresária, a inimitável Michelle Cable. Eu estaria emaranhado nos meus próprios cadarços não fosse por Simon Fuller e Maria Fortes, e certamente sem minha irmã e melhor amiga Marcela Amarante, sem a qual meus deslumbres em película ficariam sem corte. Eu tenho que agradecer a Daniel Carvalho, outro mestre sem segredos, que me ajudou a trazer esse disco até aqui. Obrigado a George Augusto pela banheira, Devendra Banhart pelo penteado, Azazel Jacobs pelo uísque, Todd Dahlhoff pelo carvão, Daniel Castanheira pelo fogo, Frederik Jacobi pelo mapa, Sara Sachs pelo traje, Hernan Paganini pela luz e Cornelia Murr pela paciência, pra dizer o mínimo. Obrigado por ouvir este disco.

 

Rodrigo Amarante /  Julho de 2021

 

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Com informações: BEBEL PRATES ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO