RUBEL lança O Homem da Injeção II

Ouça aqui:  https://links.altafonte.com/ohomemdainjecao

 

Vídeo:   https://youtu.be/PCGQCggo9fo

 

Rubel lança hoje nas plataformas “O Homem da Injeção II”, um samba-hino pró-vacina inspirado em uma história real.

 

“A música é inspirada na história real de um homem que ficou nu em uma praça pública do Rio de Janeiro e subiu em uma estátua exigindo vacina. É uma cena absurda e surreal, assim como o momento político que vivemos.

 

Há algum tempo, tenho vontade de escrever músicas que falem mais diretamente da nossa situação como país, e essa pareceria com o compositor Breno Goes é minha a primeira canção nessa direção política.

 

O título da música é uma referência ao samba de um dos primeiros compositores cariocas, Sinhô, chamada O Homem da Injeção, de 1930. A caminho para a biblioteca nacional, onde registraria a canção, no entanto, Sinhô faleceu precocemente, sem deixar nenhum registro da letra ou da melodia. A música se perdeu para sempre.

 

A letra supostamente falava de um serial killer que usava uma injeção para matar, mas gosto de imaginar que poderia, na verdade, ser uma alusão à gripe espanhola da década de 20, que Sinhô testemunhou e sobreviveu – outra trágica pandemia que assolou o mundo há quase cem anos.

 

Separados por quase cem anos estariam também o Homem da Injeção original e o Homem da Injeção II.

 

A produção da faixa foi muito especial porque tive a oportunidade de gravar com nomes consagrados do samba carioca, que integram as bandas do Zeca Pagodinho e do Arlindo Cruz, como Esguleba e Jaguara na percussão, Mauro Diniz no cavaquinho, Carlinhos 7 Cordas no violão, Teo Lima na bateria e Jorge Helder no baixo. Para completar, o arranjo de cordas é assinado por Arthur Verocai, e o arranjo de metais por Antonio Neves”, diz Rubel.

 

O Homem da Injeção II

Música: Rubel /  Letra: Breno Góes

 

Tirou a roupa no meio da praça
Subiu na estátua de um marechal
Em pleno meio dia o bronze faiscava
A bunda sentia o calor do metal
Cada transeunte que se aglomerava
Fazia piada: “nem é carnaval”
E como toda nudez será castigada
Apareceu do nada um policial

Nosso herói não se importava
Com as partes à vista da população
Não era pro seu pincel que apontava
Mas pro antebraço chamava a atenção
O que ele gritava você já imagina
“Vacina! Vacina! Vacina!” e então
O policial declarou que o tal
Estava pelado e coberto de razão

O povo vendo que até o guarda
Tirando a farda, apoiava o civil
Foi saindo do sono perigoso e inerte
Como disse Laerte, a grande ficha caiu
Feito uma peça de Zé Celso no teatro oficina
Pedindo vacina, a ralé se despiu
E disse: “até que o pulha nos traga a agulha
Será a vez da nudez no Brasil”

A história chegou ao palácio
Até o pancrácio que rege o país
Que achou engraçado ver tanto pelado
Mas quis acabar com esse diz que me diz
Tentou discursar na TV pra nação
Falando talqueis e taisquais sem sentido
E um menino, rindo da televisão, disse
Olha mamãe, o rei está vestido

 

Produção Musical: Rubel

 

Arranjo Base: Rubel

Arranjo de Cordas: Arthur Verocai

Arranjo de Metais: Antonio Neves

 

Voz: Rubel

 

Violão 6 e 7 Cordas: Carlinhos 7 Cordas

Cavaquinho: Mauro Diniz

Piano e Fender Rhodes: Antonio Guerra

Baixo Acústico: Jorge Helder

Bateria: Téo Lima

 

Percussões:

Tantan e Tamborim: Beloba

Pandeiro Nylon, Pandeiro Couro, Tamborim e Agogô: Jaguara

Surdo, Tamborim e Ganzá: Flavinho Miúdo

Repique de Mão, Tamborim, Cuíca, Agogô, Reco-Reco de Alumínio: Esguleba

 

Cordas:

Violinos: Andre Cunha, Antonella Pareschi, Clovis Pereira Dos Santos Filho, Marluce Ferreira, Nikolay Sapoundjiev, Paulo Guimarāes, Priscila Rato, Ubiratã Rodrigues e Wagner Rodrigues

Violas: Samuel Passos e Victor Botene

Violoncelos: Emilia Ivova Valova e Lisiane de los Santos

 

Metais:

Trombone: Antonio Neves

Trompetes: Eduardo Santana

Saxofone e Flauta: Oswaldo Lessa

 

Técnico de gravação Base e Cordas: Willian Luna

Técnico de gravação Metais: Guilherme Marques

Mixagem e Masterização: Rubel

 

Produção Executiva: Marlon Andreata

Assistente de Produção: Miguel Lavigne

Produção Executiva (Cordas): Tamara Emy Yoshida

 

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Base gravada na Cia. dos Técnicos Studios (Maio/2021)

Cordas gravadas na Visom Digital (Junho/2021)

Metais gravados no Estúdio Frigideira (Junho/2021)

 

Crédito da capa: Clarisse Tarran

 

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Com informações: Bebel Prates  Assessoria de Comunicação