Entrevista com o cantor Vitor Kley, lançamento do álbum “A Bolha”

Em 2018, fizemos uma entrevista com o cantor Vitor Kley falando na época do lançamento do seu terceiro álbum “Adrenalizou”, confere o link abaixo –

https://boomerangmusic.com.br/adrenalizou-confira-a-entrevista-com-o-cantor-vitor-kley/

 

De lá pra cá, Kley amadureceu, fez parcerias musicais com vários artistas como Samuel Rosa do Skank, a cantora Roberta Campos e recentemente parcerias no novo álbum como Vitão e Jão.

 

O álbum inédito “A Bolha”,  produzido mais uma vez em parceria com Rick Bonadio, deu um giro 360º graus em relação aos dois álbuns anteriores de Vitor Kley, tem mais guitarras, instrumentos como sax e a mistura do Surf music, com tons de MPB, reggae, rock e por ai vai. São doze faixas inéditas e cada canção tem uma história, um álbum que ficou além de bem produzido, ficou equilibrado e moderno.

 

Sobre o título, duas curiosidades, Vitor já tem essa concepção de “A Bolha” há algum tempo, no passado ele se trancava em seu quarto tocando e fazendo letras de músicas, sua família cutucava, sai da “Bolha”, outra curiosidade é que o novo estúdio  da Midas Music, onde foi gravado o álbum também tem o mesmo nome.

 

Faixas:

  1. Ainda bem que chegou
  2. Jacarandá – Participação: Vitão
  3. Menina Linda
  4. Anjo ou mulher
  5. O amor é o segredo
  6. Ponto de paz
  7. A bolha
  8. O tempo
  9. Sua falta
  10. Retina
  11. Dúvida – Participação: Jão
  12. Vai na fé

 

Direto e reto, Kley,  já estava na expectativa para a sua Live direto de sua casa  e para o lançamento do novo álbum (18/06) que saiu pela Midas Music em todas plataformas de streaming.

Com vocês, Vitor Kley, direto de Santa Catarina, sem cortes:

 

Boomerang Music – Ouvindo o seu novo “A Bolha”, percebemos que o todo o álbum está muito bem equilibrado, com ótimas canções (cada uma tem uma história) e tudo foi muito bem produzido. Quanto tempo ele levou para ser feito e como foi a escolha do repertório?

 

Vitor Kley – Sobre as composições, tem músicas que eu fiz já a algum tempo, uma delas “Retina” foi composta quatro anos atrás, imagina quanto tempo é uma fase da vida sendo contada em um álbum e as últimas canções feitas em 2019 , que loucura, faz muito tempo de uma para as outras. Quando entramos em estúdio, teve toda aquela parte de seleção das músicas que levou um tempo, mas levamos três, quatro meses para finalizar tudo e graças a Deus conseguimos terminar antes da pandemia, não precisamos passar por nenhum momento desagradável por causa da quarentena.

 

Boomerang Music – Comente sobre como rolou as parcerias com os cantores Jão na música “Dúvida” e com o Vitão em “Jacarandá” e se elas irão se estender pois deram super certo.

 

Vitor Kley –  Falando das parcerias, estão sendo incríveis, as músicas nas vozes do Jão e do Vitão ficaram lindas, falando em detalhes sobre a música “Jacarandá”, quando escrevi ela em Itajaí (Santa Catarina) em parceria com um amigo meu, Simão, na hora já sacamos que o Vitão tinha que cantar e participar da música. Já “Dúvida”, já tinha feito a mais tempo, mas na hora senti que precisava chamar o Jão para esse som, pois tinha um Q de sofrimento, a voz dele se encaixou perfeitamente e deu super certo, agradeço muito a eles, são pessoas incríveis que somaram muito para esse trabalho, enfim é uma geração nova, todo mundo junto na maior vibe e passando coisas boas no meio dessa doideira toda.

 

Boomerang Music – Seu novo álbum tem a mistura de ritmos tem pop, reggae, mpb, rock, tem sax na música “Ponto de Paz”, riffs de guitarra em “A Bolha”, ficou um álbum muito diversificado e moderno, você acha que essa foi a concepção que vocês seguiram para chegar no resultado final?

 

Vitor Kley – É um álbum bem diversificado, é bem isso mesmo. Na verdade, a gente simplesmente fez o que o nosso coração dizia, se eu fosse para definir “A Bolha” ela é muito eu, é tudo o que eu gosto, tem sax na “Ponto de Paz”, que tem um freemasons, um beat meio pra trás como uma vibe meio declamada, tem a “A Bolha” que é um rock n’roll e a gente simplesmente deu o nosso melhor e usou tudo o que a gente sabia fazer, digo eu e o Rick Bonadio (produtor), inclusive mais ainda o Rick, que foi o arranjador, produtor de marca maior nesse disco.

Nós fizemos a nossa verdade, eu gosto de tudo isso, eu gosto de samba rock, eu gosto do Rock n’ Roll pra caramba, eu gosto do pop, eu gosto do pé lá no arembi, no rap, a “A Bolha” é a junção de tudo que eu gosto, é o Vitor escrito, não sei me definir e nem quero, gosto do jeito que eu sou mesmo.

 

Boomerang Music –O pessoal do entretenimento infelizmente vão ser um dos últimos a voltar, recentemente a banda The Flaming Lips” se apresentaram dentro de bolhas gigantes de plásticos junto com a plateia, o que achou da ideia da banda?

 

Vitor Kley – Essa ideia das bolhas eu achei fenomenal e isso seria tudo a ver se fizéssemos isso por aqui. O álbum se chama “A Bolha”, eu tenho a anos essa ideia comigo, não de se fazer um show, mas eu tenho essa concepção e quando eu vi esse lance no show dos caras eu achei tudo a ver, achei incrível a ideia, quem sabe a gente não faz isso no Brasil, ia ser louco, tem tudo a ver com o projeto novo.

 

Boomerang Music – Além dos cantores Vitão e Jão, você já dividiu algumas canções com Samuel Rosa, Luiza Possi, Roberta Campos, Kell Smith, Bruno Martini, Lagum, tem algum artista nacional ou internacional, que futuramente você gostaria de dividir alguma canção?

 

Vitor Kley – Foi muito legal a participação de todos, eu amo todas essas pessoas que eu colaborei, são pessoas que eu admiro gigantescamente e eu gostaria muito de gravar com o Ed Sheeran, é um sonho muito alto, mas é um artista que eu me identifico pela história, porque tudo que ele passou, pelo lance do contato que ele tem com o violão, acho um cara muito verdadeiro e muito musical também, me identifico bastante com ele e nacional, eu diria o Armandinho, que foi meu padrinho, um feed que a galera espera a um bom tempo e eu sei que vai acontecer na hora certa com a música certa e vai ser uma coisa muito incrível, a vida vai nos dar a música certa para cantarmos juntos, no momento certo.

 

Boomerang Music –O que você tem feito nessa quarentena? Para quem está acostumado com a rotina de shows, viagens, o que você tirou de aprendizado sobre o atual presente e o futuro?

 

Vitor Kley – Tudo isso é louco, nossa vida mudou tudo, a gente estava frenético, correria, avião, estrada e de repente tudo parou. Graças a Deus que tem vocês aqui, as entrevistas, nosso lançamento, podemos nos comunicar com o publico por vídeo, passar adiante as nossas mensagens, tem as lives, eu tenho jogado muito videogame, tenho feito algumas canções bem legais, tenho aproveitado minha família, meus pais, meu irmão, meu cachorro, então estou dando olhares e valores para coisas que não dava por causa da correria. Eu acho que eu tive de aprendizado que quando tudo isso passar, a gente tem que continuar com olhares para nossa família, para esses valores simples que estão do nosso lado que não é por mal, mas que deixamos passar um pouco, quero manter isso na minha cabeça e ter isso guardado depois da pandemia, mas está sendo um momento muito refletido, não só pra mim como para todo mundo e eu tenho refletido muito e evoluído bastante.

 

Boomerang Music – A parceria com o Rick Bonadio desde o começo com “Adrenalizou” tem dado super certo, o que você evoluiu para que “A Bolha”, chegasse com esse resultado surpreendente, cheio de ótimas canções?

 

Vitor Kley –  Eu e o Rick, somos como o Pink e o cérebro (risos),  rolou uma caminhada pra gente se encontrar é o que sinto, coisa de pai de filho, tanto que durante a gravação do álbum eu dormia no apartamento dele, no quarto do filho dele, chegava cedo no estúdio e saia a tarde, toda a família do Rick fazem parte de “A Bolha”.

Em “Adrenalizou” a gente já estava muito conectado, foi uma conexão muito grande, um alinhamento de planetas gigante, mas em “A Bolha”, é uma coisa que não tem explicação, ficamos alinhados perfeitamente, tanto nas referências como nos arranjos eu escutando sempre ele, o qual tenho muito a aprender e ele também sempre ouvindo minhas ideias e dando liberdade para me ouvir sobre as músicas, gravamos praticamente quase mais da metade do álbum na casa dele.

Gravamos guitarras, ele gravava o baixo, teclados, piano, fizemos todas as guias para enviar para os músicos, ficou muito legal pois ficou muito a nossa cara, muita a nossa verdade, “A Bolha” se define nisso, a verdade nossa e a conexão minha com a do Rick foi a maior de todas nesse álbum. Falo por mim que foi um marco em nossa vida justamente por isso, sou muito grato a ele e mega fã estar do lado desse cara, ele realmente um mestre e tanto e um pai para mim.

 

Agradecimentos especiais: Vitor Kley / Assessoria de Imprensa Perfexx